Glenn Hughes: 30 anos de “Addiction”
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| "Addiction", de Glenn Hughes, completa 30 anos de lançamento em 2026. |
Diferentemente do que o vocalista havia
lançado em toda a sua carreira solo, incluindo aí o bom “Feel” (1994), “Addiction” apresenta
um vasto material pesado, um Hard Rock que beira o Heavy Metal. Curiosamente,
Hughes compôs o material para o novo álbum que aborda o período sombrio e
turbulento em sua vida, inclusive abordando os diversos problemas pelos quais
ele passou, especialmente na década de 1980, época em que o vício nas drogas
era bastante presente na vida do músico.
Claro que, além do vozeirão de Glenn, outro
destaque do disco fica por conta da enorme contribuição do guitarrista e
compositor Marc Bonilla que, além de co-produzir, colaborou na autoria de nove
das dez músicas que fazem parte do tracklist original da obra (a versão
norte-americana é acrescida de três faixas bônus ao vivo).
E “Addiction” também
marca a estreia do guitarrista e compositor sueco Joakim “JJ” Marsh com Glenn
Hughes e que, desde então, JJ Marsh tocou guitarras em todos os álbuns
posteriores do baixista e fez turnê com ele em diversas oportunidades.
O álbum contém dez faixas, dentre as quais
alguns temas merecem ser escutados com bastante apreço, como a abertura com a
arrasa-quarteirão “Death Of Me”, que poderia muito bem
ter saído em um dos álbuns do Black Country Communion. Já “Cover Me” tem um quê de Whitesnake na fase de “1987”, enquanto isso, em “Justified Man”, as
guitarras “rosnam”. E também vale ouvir a edificante “Blue Jade”, com sua melodia desajeitada.
Como já foi mencionado, a edição
norte-americana da obra contém três faixas gravadas ao vivo: “Way Back To The Bone” e “Touch My Life”,
ambas do Trapeze, e “You Fool No One”, do Deep Purple.
Além disso, em 2017, “Addiction” foi relançado com um CD bônus intitulado “Live In Holland”, com 13 faixas gravadas em um concerto
realizado nos Países Baixos em 1995.
Então, se você quer um Glenn Hughes pesado,
então, prepare-se para submeter-se a “Addiction”, um álbum
que pode ser o mais pesado de todo o catálogo do Voice Of Rock.
A seguir, a ficha técnica e o tracklist
(versão norte-americana) da obra.
Glenn Hughes: voz e baixo
Por Jorge Almeida

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