Cantor baiano Fatel lança Rasante, álbum que transforma o sertão em linguagem *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Projeto chega no dia 24 de julho (sexta-feira) via ONErpm reunindo Josyara, Guigga, Ivan Sacerdote, Grupo Ofá, Cicinho de Assis e Mário Soares
Rasante é
um voo de proximidade. É quando o corpo escolhe permanecer perto da terra para
reconhecer seus contornos, sentir o calor das pedras, acompanhar o curso das
águas e ouvir aquilo que só existe quando se desacelera. O novo álbum de Fatel,
que chega nesta sexta-feira (24) via ONErpm, em todas
as plataformas digitais, nasce dessa imagem. Em dez faixas, o cantor,
compositor e poeta baiano constrói uma obra em que a canção se torna território
de encontro entre memória, desejo, palavra e pertencimento, com participações
de Josyara, Guigga, Ivan Sacerdote, Grupo Ofá, Cicinho de Assis e Mário Soares.
“O Rasante é pra mim um símbolo de resistência. Um trabalho
feito com muita calma, uma música feita com gente de verdade, de uma poesia e
de uma musicalidade que não busca retratar o Nordeste ou o Sertão, mas falar e
cantar o Brasil a partir dele”, afirma Fatel.
Natural de Juazeiro, às margens do Rio São Francisco, Fatel faz
da experiência sertaneja não um tema, mas uma linguagem. Sua música evita tanto
o regionalismo ilustrativo quanto a tentativa de universalizar-se apagando as
próprias origens. Em Rasante, o sertão não aparece como cenário nem como
nostalgia: está presente na maneira como as melodias respiram, na força das
imagens poéticas e na convivência orgânica entre tradição e invenção.
Produzido artisticamente por Fatel e Tarcísio Santos, o álbum
percorre diferentes paisagens sonoras sem abandonar sua unidade estética.
Cordas, sopros, sanfona, percussões afro-brasileiras e uma instrumentação
cuidadosamente econômica sustentam canções em que o silêncio tem tanto peso
quanto o som. Cada arranjo parece nascer da própria necessidade da música,
recusando excessos para deixar que a palavra ocupe o centro.
Essa escolha revela um compositor interessado menos em
demonstrar virtuosismo do que em criar atmosfera. Em “Aprender a
Nadar", a voz encontra abrigo no violão e nas cordas,
transformando a delicadeza em gesto inaugural. “Não Negue o
Medo, Nego” amplia o horizonte com sopros, guitarra e
percussão, convertendo a vulnerabilidade em afirmação. Em “Trilhas de
Corte", a participação de Guigga acrescenta novas camadas
à reflexão sobre identidade e deslocamento.
Ao incluir “Cobra Coral", de Waly Salomão e Caetano
Veloso, e "Olha pro Céu", de Luiz Gonzaga e José
Fernandes de Carvalho, Fatel estabelece um diálogo com diferentes linhagens da
canção brasileira. As releituras funcionam tanto como homenagem e um sinal de
reverência como também são incorporadas ao universo do álbum com bastante
propriedade , reforçando a ideia de continuidade entre tradição e criação
contemporânea.
As participações especiais ampliam esse percurso. Josyara
empresta sua voz à delicada “Nós Dois”; Ivan Sacerdote colore “Cobra Coral” com
o clarinete; Guigga divide a composição e a interpretação de “Trilhas de
Corte”; Cicinho de Assis e Mário Soares aproximam o disco das
sonoridades do interior nordestino em “Canto de Madrugou”;
enquanto o Grupo Ofá imprime uma dimensão ritualística a “Mãe Menina”.
Em nenhum momento os convidados aparecem como ornamento. Cada presença expande
a paisagem proposta pelas canções.
"A escolha das participações para o álbum foi baseada na
forma como a gente faz as coisas, que é com muita verdade, trazendo quem está
perto e quem a gente admira, como o Guigga, com quem escrevi ‘Trilhas de
Corte’, parceiro de alguns anos. Eu penso no Rasante também como um disco de
apresentação, então trazer Josyara, que é uma conterrânea, pra contar essa
história faz todo sentido, porque ela é a maior representante da música
brasileira no país vindo de Juazeiro, e eu digo isso com muito orgulho. Todas
as outras participações são de pessoas de quem eu sou muito fã e que trazem um
peso para um disco como esse: baiano, feito por pessoas do interior",
comenta Fatel.
Mais do que reunir dez faixas, Rasante apresenta
um momento de maturidade artística. A produção precisa, os arranjos elegantes e
a consistência da escrita reafirmam Fatel como um dos compositores de sua
geração que melhor compreendem a canção como espaço de invenção poética. Seu
trabalho dialoga com a tradição sem se prender a ela e aponta para uma música
brasileira profundamente conectada às suas raízes, mas inteiramente voltada
para o presente.
Em tempos de velocidade e excesso, Rasante escolhe
outro caminho. Aproxima-se da terra, da palavra e do silêncio. É um disco que
convida o ouvinte não apenas a escutar, mas a habitar cada canção.
Rasante já está disponível em todas as plataformas
digitais via ONErpm.
FICHA TÉCNICA
Produção Musical e Direção Artística: Fatel
e Tarcísio Santos
Arranjos: Tarcísio
Santos. Em "Rasante” Fatel assina o arranjo e “Mãe Menina” Iuri
Passos divide o arranjo com Tarcísio
Produção Executiva: Leo
Miranda
Participações Especiais: Josyara,
Ivan Sacerdote, Guigga, Cicinho de Assis, Mario Soares, Grupo Ofá
Instrumentistas: Rosa
Denise, Lirida Oliveira, Ivo Júnior, Brenda Silva, Leilson Santos, Luan Badaró,
Iuri Passos, Tarcísio Santos, Ítalo Nogueira, Lucas de Gal, Nilton Azevedo,
Beto Martins, Álvin Soares, Cicinho de Assis, Mário Soares, Fatel
Mix e Master: Álvin
Soares
Foto da Capa: Lígia
Rizério
Capa: Théo Charles
Sobre Fatel: FATEL
é compositor, músico, intérprete e poeta baiano(De Juazeiro), já lançou 2 EPs,
2 álbuns e tem mais de 40 músicas autorais gravadas, produzidas e lançadas de
maneira independente. Paralelo à sua carreira solo, FATEL também fundou a banda
“A trupe poligodélica”, onde atua como compositor, intérprete e instrumentista,
desenvolvendo um trabalho experimental e coletivo com outros músicos do Vale do
São Francisco, já tendo dois álbuns lançados pelo grupo. Além disso, integra o
grupo “Outras Vozes”(Salvador-BA) , que reúne artistas do Interior e da
Capital. Seu trabalho vem sendo acompanhado e repercutido com destaque na cena
musical contemporânea, sendo elogiado e apontado em entrevistas por nomes consagrados
da MPB, como Tom Zé e Margareth Menezes, como promissor talento da música
brasileira atual. Seu último Single “Deus que me segure agora eu vou me
apaixonar”, uma composição sua e gravada em parceria com a cantora Ana Barroso,
foi lançado em 2023 e já conta com mais 120 mil plays nas plataformas musicais,
além de ter sido uma das canções escolhidas para fazer parte da trilha sonora
original do “O auto da compadecida 2”, lançado em dezembro de 2024 nos cinemas
de todo o Brasil. No final de janeiro, Fatel lançou o seu primeiro trabalho
gravado ao vivo, e está em pré produção do projeto de seu mais novo álbum,
“Rasante”.
Instagram
aqui
Sobre ONErpm: ONErpm é o
grupo musical e gravadora liderando a nova geração da música – operando
globalmente em 43 localizações e mais de 600 funcionários. O grupo oferece
serviços de gravadora a artistas que procuram elevar suas carreiras e opera uma
das maiores distribuidoras musicais do mundo inteiro, além de contar com uma
das maiores networks multi-canais no YouTube.
Contando com um leque completo de serviços, que inclui apoio de
marketing, ferramentas para a supply chain, SAAS, inteligência de
empreendedorismo, publicação, contabilidade e soluções globais de pagamento, a
empresa oferece a infraestrutura necessária para o sucesso de criadores e donos
de conteúdo. Prezando por ser uma parceira confiável, a ONErpm oferece
transparência em tudo que faz, desde a criação de uma campanha de marketing aos
pagamentos.
Para mais informações, visite www.onerpm.com
Créditos: Thiessa de Castro Torres | One RPM
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

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