Brasil é campeão na Copa Mundial - Paris 2026 *
Delegação formada por atletas com deficiência intelectual
retorna com a medalha de ouro e a certeza de mais visibilidade no esporte
O Brasil retorna de Paris com a sensação de dever
cumprido na disputa da Copa Mundial de Futebol Unificado Special Olympics 2026.
A competição, que reuniu atletas com e sem deficiência intelectual do mundo
todo jogando juntos, teve sua final no dia 11 na capital francesa e o Brasil
foi campeão. Uma campanha de muito destaque que alegrou a torcida pelos
competidores nacionais.
“Estamos muito orgulhosos dos nossos atletas.
Estaríamos independentemente do resultado, mas conquistando a medalha de ouro,
é ainda mais gratificante. Muitos tiveram a oportunidade de viajar para fora do
país pela primeira vez, distantes de seus pais e responsáveis e tiveram sua
autonomia colocada à prova. É justamente essa a função do movimento Special
Olympics: desenvolver os atletas por meio do esporte e
oportunidades de competição”, comenta Douglas Pereira, presidente das
Olimpíadas Especiais Brasil – representação nacional do movimento global Special
Olympics.
O torneio adotou a metodologia de Esportes
Unificados, ou seja, entre os 11 iniciais sempre há seis atletas com
deficiência intelectual e cinco sem (chamados de atletas-parceiros) para
demonstrar a inclusão na prática.
A seleção brasileira apoiada pela adidas com o fornecimento dos materiais esportivos, incluindo o uniforme, foi organizada pelas Olimpíadas Especiais Brasil com atletas de Campos dos Goytacazes (RJ) e composta por 16 atletas. Além deles, a delegação também contou com comissão técnica, médica e chefia da delegação.
Campanha
na Fase de Grupos
O Brasil estava no grupo A ao lado da França, a
anfitriã da casa, Jamaica e Senegal. Pensando em uma maior equidade, a fase de
grupos é um momento de nivelamento por habilidade, para a posterior disputa de
semifinais e finais.
A estreia do Brasil foi no dia 7 de julho contra a
Jamaica – campeã da última edição da Copa Mundial, realizada em Detroit no ano
de 2022 –, em partida que terminou em 2x2. Após um início nervoso dos dois
lados, a Jamaica abriu o placar em cobrança de pênalti e ampliou o placar após
cruzamento da direita para finalização na área brasileira. Mas o Brasil foi
valente e a reação veio rápida, descontando o placar no minuto seguinte após
bela jogada individual de Samuel de Campos driblando quatro adversários e
tocando a bola para Luan da Silva marcar o gol. O empate veio em bela cobrança
de falta de Nicolas Rangel.
No dia seguinte, foi a vez de enfrentar os
anfitriões do torneio e o Brasil venceu por 4x0 com um começo de jogo
avassalador, tendo os quatro gols em um intervalo de dois minutos entre cada
um. Logo aos sete minutos, Izaque Santos acertou um belo chute de fora da área
e a bola encobriu o goleiro. Na sequência, Sérgio Miguel anotou um hat-trick (quando
um mesmo atleta marca três gols em uma partida): em seu primeiro gol, também
foi um chute de fora da área, a bola ainda bateu no travessão e na grama antes
de entrar; no segundo, após cruzamento de João Pedro pela esquerda, ele
apareceu livre na área para cabecear; e, para fechar a conta, após boa troca de
passes entre a equipe brasileira, a bola chegou no artilheiro do dia, que deu
um corte no zagueiro e chutou para marcar o quarto gol do Brasil. A equipe
brasileira seguiu criando oportunidades e administrando a partida para vencer a
primeira dentro do torneio.
Fechando a fase de grupos, o Brasil empatou com Senegal em 1x1 no dia 9. Após a equipe senegalesa abrir o placar, Nicolas Rangel em cobrança de pênalti e igualou o placar. Com o término da partida, o Brasil encerrou a primeira fase com cinco pontos na segunda colocação do grupo A.
Campanha
no Mata-mata
Com a campanha da primeira fase, o Brasil ficou na
divisão 2 por nível de habilidade. A semifinal foi contra os Emirados Árabes Unidos,
que terminou o primeiro tempo a frente no placar por 1x0. Mas, na segunda
etapa, Izaque dos Santos entrou para virar a partida marcando os dois gols. No
primeiro, o artilheiro do dia aproveitou o rebote após boa jogada ensaiada em
falta para o Brasil, já o segundo foi marcado faltando dois minutos para o fim
da partida, Samuel de Campos rouba a bola na área adversária e cruza para
Izaque finalizar de cabeça.
No sábado, dia 11, a final foi contra o Equador – que havia vencido Senegal na outra semifinal – e, na final sul-americana, deu Brasil em vitória por 1x0. Um jogo muito disputado com as duas equipes querendo e batalhando muito pela medalha de ouro, o Brasil abriu o placar aos 14 minutos do primeiro tempo, após cruzamento na área, a zaga de Equador não conseguiu afastar corretamente e a bola caiu nos pés de Márcio Crispim dentro da área, que não perdoou e marcou o gol para o Brasil. Além do Márcio, outro grande destaque da final foi o goleiro Gabriel Gama que fez duas defesas importantes para segurar o placar e garantir o título para o Brasil.
SOBRE
OLIMPÍADAS ESPECIAIS BRASIL
Projeto global sem fins lucrativos, a Special
Olympics é um movimento mundial centrado no desporto, fundado em 1968 por
Eunice Kennedy Shriver – irmã do 35° presidente dos Estados Unidos John F.
Kennedy. Trata-se de uma organização internacional criada para apoiar pessoas
com deficiência intelectual a desenvolverem a sua autoconfiança, capacidades de
relacionamento interpessoal e sentido de realização por meio do esporte.
Acreditada pela Special Olympics International, as
Olimpíadas Especiais Brasil atuam nas seguintes modalidades esportivas:
atletismo, águas abertas, basquete, bocha, ciclismo, futebol, natação,
handebol, ginástica rítmica, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia e judô; além
dos Programas: Atleta Líder, Escolas Unificadas, Atletas Saudáveis, Atletas
Jovens, MATP (Programa de Treinamento em Atividade Motora) e Famílias. Tendo o
país quase 6 milhões de pessoas com deficiência intelectual, as Olimpíadas
Especiais Brasil possuem 44 mil atletas treinando.
Filosofi
A Special Olympics tem como filosofia dar
oportunidade a todos os atletas, independente do nível de habilidade,
promovendo diversas competições, nas mais diferentes regiões do mundo, durante
todo o ano. O programa é conduzido por voluntários e, por meio de treinamentos
esportivos e competições de qualidade, melhora a vida das pessoas com
deficiência intelectual e, consequentemente, a vida de todas as pessoas que as
cercam.
Embaixadores
A Special Olympics conta, em nível local e global,
com uma série de embaixadores que vestem a camisa do movimento e ajudam a levar
adiante a causa. No Brasil, as OEB dispõem de nomes como os jogadores de
futebol Cafu, Ricardinho, Romário, Zico, Lucas Moura e Willian Bigode e a jogadora
de vôlei Jackie Silva. No mundo, além de nomes importantes do esporte, com
destaque para Michael Phelps, há artistas como Avril Lavigne, Brooklyn Decker
Roddick, Charles Melton, Eddie Barbanell, Maureen McCormick, Chris Pratt e
Katherine Schwarzenegger.
Site: https://specialolympics.org.
Instagram: https://www.instagram.com/
Créditos: Gustavo Sandin | Coletiva Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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