Autobiografia do Vermelho, estrelado por Bianca Comparato, ganha nova temporada no Teatro YouTube, a partir de 14 de agosto *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Com direção de Daniela Thomas, espetáculo é inspirado no romance de Anne Carson e cria um retrato profundamente comovente de um jovem que se reconcilia com o fantástico acidente de ser quem é
Inspirado no romance homônimo de Anne Carson, o
espetáculo Autobiografia do Vermelho, estreou em
fevereiro no Sesc Avenida Paulista. E, agora, a peça estrelada pela
atriz Bianca Comparato e dirigida por Daniela
Thomas, ganha uma nova temporada no Teatro YouTube (dentro
da Galeria Magalu no Conjunto Nacional), de 14 de agosto a 27 de setembro,
com sessões às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.
A peça é, ao mesmo tempo, um romance e um poema, uma recriação
não convencional de um antigo mito grego e um romance de formação totalmente
original ambientada no presente, no midwest estadunidense.
Com dramaturgia de Gabi Costa, Daniela Thomas e Bianca
Comparato, a encenação conta ainda com a direção de movimento
da artista e coreógrafa Malu Avelar e cenário de Daniela
Thomas. Lello Bezerra assina a direção musical e a
trilha sonora original, que é executada ao vivo pelo próprio músico. A
produção é da SOUTH.
“Encontre o que você ama e deixe isso te matar. Quem disse isso
foi Bukowski. E, talvez, seja o que mais me atraiu a fazer a peça. Me lanço
nesse abismo de 7 personagens, sem medo de errar. Aprendi com a Carson a errar
deliberadamente, ela erra deliberadamente, inventa, engana. Este projeto é para
mim maravilhosamente perturbador”, revela Bianca Comparato.
“Já na primeira leitura de Autobiografia do Vermelho, em
preparação para dirigir Bianca no audiolivro, fui transportada para o ambiente
no qual iniciei minha trajetória no teatro há quase 50 anos: o teatro
experimental estadunidense do final dos anos 70, início dos 80, especificamente
em Nova York, onde morava então. Lá assisti ou convivi ou trabalhei com
artistas de grupos como Mabou Mines, Wooster Group, Living Theater, em teatros
como o La Mama, Theater For the New City, Public Theater, e com criadores como
Sam Shepard, Laurie Anderson, Richard Foreman, Jeff Weiss, Spalding Grey e por
aí vai. Uma potência inventiva de grande impacto, que repercutiu mundo afora,
balizou minha imaginação e a quem devo minha formação como artista do teatro”,
conta a diretora Daniela Thomas.
“Passando as páginas do livro, fui descobrindo que o monstro
alado Gerião (aquele morto pelo herói Hercules, no seu décimo trabalho, no mito
clássico) que eu antecipava habitar a paisagem grega era, nessa versão, um
jovem americano esquisito e solitário, vivendo na exata geografia dos meus
heróis experimentais de Nova York.(...) Essa descoberta fez com que eu
abraçasse a ideia de transformar o livro em um espetáculo que fosse tributário
dessa cultura de teatro que me formou e por quem tenho uma admiração imensa”,
conclui Thomas.
Sinopse:
Gerião é o personagem principal da Gerioneida, um poema lírico
narrativo escrito por volta de 650 A.C pelo poeta grego Estesícoro, cujos
poucos fragmentos foram encontrados somente em 1967, no Egito. A peça conta a
sua história misturando fragmentos da peça original grega com criações de Anne
Carson e intervenções de Bianca e de Daniela. Gerião, um menino que também é um
monstro vermelho alado, revela o terreno vulcânico de sua alma frágil e atormentada
em uma autobiografia que ele começa a escrever aos cinco anos de idade.
À medida em que cresce, Gerião escapa de seu irmão abusivo e de
sua mãe afetuosa, mas ineficaz, encontrando consolo na construção da sua
autobiografia e nos braços de um jovem chamado Hércules, um andarilho que
abandona Gerião no auge da paixão. Anos depois, quando Hércules reaparece,
Gerião confronta novamente a dor de seu desejo e embarca em uma jornada por
terrenos vulcânicos. A paixão obsessiva por Hércules leva Gerião até seu
destino inevitável.*
Ora excêntrica, ora assombrosa, erudita e acessível, ricamente
complexa e enganosamente simples, Autobiografia do Vermelho é um retrato
profundamente comovente de um jovem que se reconcilia com o fantástico
acidente de ser quem é.
Mais sobre o livro e peça:
A obra de Anne Carson, Autobiografia do vermelho, foi destaque
no New York Times como “Livro notável do ano” e finalista do National
Book Critics Circle Award. Anne Carson também foi a primeira mulher a ganhar o
TS Eliot Prize.
O que acontece com a mitologia clássica, que ainda ecoa no mundo
contemporâneo nas formas atuais de pensar, viver e sentir, quando colocamos no
centro da narrativa o que antes era periférico a ela? É essa pergunta que a
autora nos faz em Autobiografia do Vermelho. Se assim como Carson fez valer em
sua maneira de contar essa história o monstro, é a partir de uma ética da
monstruosidade - que faz conviver tudo que é estranho entre si - que percorreu
o processo de criação do espetáculo. Tudo aquilo que está à margem, que não é
aceito pelo mainstream, os queers, os “diferentes”, os que estão fora do padrão
heteronormativo.
A obra é uma reinterpretação contemporânea do mito
de Gerião, o monstro vermelho da mitologia grega, apresentando-o como um jovem
sensível e introspectivo. Desde os cinco anos, Gerião enfrenta desafios
relacionados à sua aparência monstruosa, com asas vermelhas, que é apresentado
de maneira mais humana e introspectiva do que o mito original. Ele busca
autocompreensão e amor, especialmente através de sua relação com Hércules.
A história mistura elementos de ficção e poesia, explorando
questões de identidade, amor, desejo, e a busca pela aceitação. Gerião é
retratado como um jovem isolado, que se vê marcado tanto por sua aparência
quanto por seu destino trágico. Ele tem uma relação complexa com Hércules, o
herói que deve matá-lo, mas a história se concentra também no desenvolvimento
emocional e psicológico de Gerião.
Hércules, que inicialmente é visto como o herói que o mataria,
passa também por uma transformação emocional. A morte de Gerião no contexto da
obra não é apenas física, mas também simbólica, representando um encontro com o
próprio destino e a aceitação de seu ser. Sem se ater a um fechamento
“clássico” de um romance, mas mantendo uma reflexão sobre a morte, identidade e
a verdade interna. A obra é profunda e aberta a múltiplas interpretações, convidando
o espectador a questionar as fronteiras entre mito, realidade e a construção de
futuros possíveis.
O espetáculo expressa a pluralidade e diversidade em sua
composição de artistas e técnicos da ficha técnica. A equipe é formada
majoritariamente por mulheres e também é válido reafirmar que os lugares de
protagonismo do projeto são ocupados por mulheres ou pessoas não-brancas e
LGBTQI+.
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 160 lugares
Sobre o Teatro YouTube
Mais do que um palco, o Teatro YouTube é um polo de criatividade
que une o mundo digital ao presencial. Situado no Conjunto Nacional, em São
Paulo, dentro da Galeria Magalu, o espaço tem gestão da Aventura Teatros. Além
de receber a programação de espetáculos da produtora, o local sediará projetos
de criadores de conteúdo elegíveis e de marcas, estimulando a economia criativa
e as comunidades de fãs da plataforma. Entre as diversas possibilidades, o
espaço oferece estrutura para transmissões ao vivo, gravações de podcasts e
eventos de interação com o público. O Teatro YouTube também acolhe projetos
institucionais, como o YouTube Music Nights, uma série de shows intimistas
lançados de forma exclusiva nos canais dos artistas convidados.
Sobre a Aventura
Fundada em 2008, e liderada por Aniela Jordan, diretora
artística e produção geral, Luiz Calainho, diretor de marketing e negócios, e
por Giulia Jordan, diretora geral de venues, a Aventura é referência na
produção de espetáculos de altíssima qualidade, que tornou o mercado de teatro
musical um dos principais segmentos da economia criativa no Brasil. A empresa
se estabeleceu como uma grande aliada da multiplicidade artística, fundamental
para o desenvolvimento social, econômico e cultural. A sua missão é transformar
grandes ideias em realidade, criando fortes conexões entre marcas e projetos.
São mais de 40 produções, de espetáculos inéditos e de versões
da Broadway, como “Elis, a musical”, “A Noviça Rebelde”, "Mamma Mia",
"Hair" “Sete”, “O Mágico de Oz”, “SamBRA”, “Chacrinha, o musical”,
“Romeu & Julieta, ao som de Marisa Monte”, “Merlin e Arthur, um sonho de
liberdade” e o infantil “Zaquim”. Em 2022, a produtora inovou com o primeiro
musical em formato de série do país, o “Vozes Negras – A Força do Canto
Feminino”, e com o musical “Seu Neyla”, apresentado em dois palcos com o uso da
internet para criar uma experiência diferenciada no espectador, além de estrear
uma parceria com a Disney - Pixar com o espetáculo “Pixar in Concert”. Com o
objetivo de democratizar o acesso à cultura, criou a Cia Stone de Teatro,
projeto de teatro itinerante no interior do Brasil e é a responsável pela
produção da Cia de Ballet Dallal Achcar. Ao todo, foram mais de 3,8 mil
apresentações e cerca de 4,5 milhões de espectadores, mais de 16 mil empregos
diretos e indiretos gerados, números que não param de crescer.
Em sinergia com a Aventura, o Instituto Evoé é
responsável pela gestão, no Rio de Janeiro, do Teatro Riachuelo Rio e do Teatro
TotalEnergies. Em São Paulo, a parceria está presente nos equipamentos
culturais: Arena B3 e do BTG Pactual Hall. Juntas, as instituições oferecem uma
estrutura robusta na formação e qualificação profissional voltado para o
desenvolvimento técnico e social do setor de entretenimento e bastidores.
Créditos: Marcus Magalhaes | Agência Pub
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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