Após repercussão de patrocínio do Corinthians, parlamentares apresentam projetos para barrar publicidade de plataformas adultas em espaços públicos *

Foto meramente ilustrativa.

Deputada Marina Helou (PSB) e vereadora Marina Bragante (PSB) protocolam PLs que estabelecem limites para a divulgação de plataformas de conteúdo adulto em equipamentos esportivos, culturais e de lazer, além de outros espaços acessíveis à população

São Paulo (SP), 20 de julho de 2026. A deputada estadual Marina Helou (PSB-SP) e a vereadora Marina Bragante (PSB-SP) protocolaram projetos de lei, na Alesp e na Câmara Municipal de São Paulo, para restringir a publicidade de produtos, serviços, plataformas digitais e atividades econômicas destinados exclusivamente ao público adulto em espaços públicos e equipamentos de uso coletivo. 

Enquanto a proposta apresentada por Bragante na Câmara concentra a vedação em equipamentos esportivos, culturais, de lazer e entretenimento acessíveis à população, com destaque para crianças e adolescentes, as iniciativas protocoladas por Helou na Alesp ampliam essa proteção para outros espaços públicos e bens concedidos pelo Estado.

A iniciativa foi apresentada após a repercussão do anúncio de patrocínio do Corinthians por uma plataforma de conteúdo adulto. O caso provocou forte reação nas redes sociais, com críticas de torcedores, especialistas e defensores dos direitos da infância.

"O debate é sobre reconhecer que nem toda publicidade é adequada em ambientes de uso coletivo. Assim como já estabelecemos limites para a propaganda de outros produtos destinados ao público adulto, precisamos discutir quais referências queremos naturalizar nos espaços de convivência esportiva, que tem bastante influência sobre crianças e adolescentes", afirma a deputada Helou. 

As propostas estabelecem que a proibição alcança diferentes formas de comunicação comercial, como placas, painéis eletrônicos, patrocínios, naming rights, ativações promocionais e exposição de marcas. Em comum, os projetos não restringem o funcionamento dessas plataformas nem o exercício de atividades econômicas lícitas, mas estabelecem critérios para sua publicidade em espaços de uso coletivo, com fundamento no interesse público e na proteção integral da infância e da adolescência. No caso da Alesp, uma das propostas também estende a vedação à publicidade e ao patrocínio de casas de apostas (bets) em espaços públicos estaduais. 

"As famílias têm o direito de frequentar equipamentos públicos e privados de lazer sabendo que esses espaços respeitam o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Não faz sentido que locais voltados ao esporte, à cultura e ao convívio familiar se transformem em vitrines para a promoção de serviços destinados exclusivamente ao público adulto", destaca a vereadora Bragante. 

Na justificativa, ambas parlamentares argumentam que a liberdade de exploração de qualquer atividade econômica não elimina o dever do poder público de estabelecer limites para a publicidade em espaços públicos e equipamentos de uso coletivo, especialmente aqueles frequentados por crianças e adolescentes, à semelhança das restrições já existentes para outros produtos e serviços cuja divulgação recebe tratamento diferenciado em razão do interesse público. 

Para mais informações e interesse na pauta, estamos à disposição.

Créditos: Gerson Camargo | Marina Helou

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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