ALGORIKI - e se você saísse?, novo espetáculo do Coletivo Quizumba, convida crianças a redescobrir o mundo para além das telas *
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| Foto meramente ilustrativa. |
A peça estreia em julho com temporada gratuita na Funarte SP e transforma a queda da internet em uma aventura sobre presença, imaginação e convivência.
O Coletivo
Quizumba, referência na pesquisa do teatro para infâncias e juventudes a partir
de perspectivas afrocentradas e decoloniais, estreia ALGORIKI – e se
você saísse? no Complexo Funarte SP, onde ocupa a Sala Renée Gumiel
(Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos) de 17 de julho a 9 de agosto.
Em seguida, o espetáculo segue para o Teatro Alfredo Mesquita (Av. Santos
Dumont, 1770, Santana), com apresentações de 15 a 30 de agosto.
Todas as sessões são gratuitas, com distribuição de ingressos uma hora antes do
início do espetáculo.
Com
direção de Thais Dias e dramaturgia de Tadeu Renato, ALGORIKI – e se você
saísse? reúne em cena Camila Andrade (Ayrá), Jefferson Matias (Ayó), Kleiton
Breda (Obá) e Bel Borges (Kossi). A montagem acompanha quatro crianças que
vivem no mesmo prédio, mas só se conhecem quando um apagão interrompe toda a
conexão com a internet e as obriga a deixar, pela primeira vez, a segurança de
seus apartamentos.
Guiados
por Kossi, uma criança misteriosa que conhece caminhos invisíveis, Ayó, Ayrá e
Obá iniciam uma travessia por um edifício que parece mudar de forma a cada
andar. Corredores, escadas, memórias e desafios conduzem o grupo até uma
descoberta surpreendente: o maior mistério não é o fim do wi-fi, mas o
desaparecimento da própria rua.
Ao
longo desse percurso, jogos eletrônicos, algoritmos, redes sociais, histórias
ancestrais e encontros presenciais coexistem em uma narrativa fantástica que
convida o público a refletir sobre as formas contemporâneas de comunicação, sem
estigmatizar a tecnologia. Em vez de opor mundo virtual e mundo real, a peça
pergunta o que se perde quando o brincar, a experiência compartilhada, o corpo
e o encontro deixam de ocupar espaço na vida cotidiana.
Dramaturgia - A
dramaturgia nasceu de uma pesquisa iniciada há anos pelo coletivo sobre o itan
iorubá "O Chapéu de Duas Cores", história tradicional que questiona
verdades absolutas e diferentes pontos de vista. Ao longo do processo de
criação, porém, a investigação ganhou novos contornos e passou a dialogar com a
maneira como os algoritmos, as telas e redes sociais influenciam a construção
da identidade, dos afetos e da percepção do mundo entre crianças e
adolescentes. O próprio título da peça sintetiza esse encontro entre
ancestralidade e contemporaneidade: "ALGORIKI " reúne as palavras
"algoritmo" e "oriki", forma poética da tradição iorubá
utilizada para celebrar identidades e trajetórias.
A
pesquisa sobre as culturas africanas atravessa toda a encenação, mas sem
representar literalmente os orixás em cena. Seus arquétipos servem de base para
a construção dramatúrgica dos personagens, das relações, da musicalidade e da
linguagem corporal, articulando uma investigação estética desenvolvida pelo
Quizumba desde sua fundação, há 18 anos.
Sinopse
Quando
a luz acaba, Ayó, Ayrá e Obá atravessam um prédio-labirinto em busca de uma
saída, mas descobrem que o mistério é ainda maior: a rua desapareceu. Guiados
por Kossi, uma criança que costura caminhos, eles encontram personagens,
memórias e desafios no limite entre o real e o imaginário. Jogos, redes,
algoritmos e histórias antigas fazem parte desse caminho, enquanto cada um
precisa descobrir novos modos de olhar para o mundo e para si mesmo além das
telas.
Esse
encontro resultou em seis espetáculos: Quizumba! (2011) com
direção de Camila Andrade, sobre Zumbi dos Palmares e Mestre Pastinha,
viabilizado pelo Edital ProAC 2010 de Montagem de Espetáculo Inédito; Cantos
de Aiyê - canto das águas e Cantos de Aiyê - cantos da terra e do fogo (2012),
espetáculos de narração de história inspirados em contos da tradição oral
africana; Oju Orum (2015) direção de Johana Albuquerque, sobre
papéis de gênero e feminismo negro, a partir do história da Negra Anastácia,
escravizada que se tornou uma santa popular e símbolo da luta contra a
Escravidão, contemplado na 25a Edição da Lei de Fomento ao Teatro da cidade de
São Paulo (2014).
Pequena
história para um tempo sem memória (2018), sobre o período pós-abolição e seus reflexos na
urbanização da cidade de São Paulo, teve sua temporada de estreia no SESC
Pompeia (2018) e recebeu três indicações ao prêmio São Paulo de Incentivo ao
Teatro Infantil e Jovem, nas categorias: “Revelação” para o diretor Tadeu
Renato, “Ator Coadjuvante” para o ator Jefferson Matias e “Prêmio Especial”,
pela pesquisa das culturas africana e afro-brasileira voltada para o público
infantojuvenil; e Quizumba no Mafuá de Lima Barreto (2022),
espetáculo de narração de história criado em celebração ao centenário da morte
do escritor Lima Barreto, com estreia no Sesc 24 de Maio.
Além
dos espetáculos, há também os projetos: Toguna: narrativas
afro-brasileiras, desenvolvendo ações artísticas e pedagógicas a partir do
eixo reflexivo “oralidade e a escrita como formas de registro de nossas
histórias”, viabilizado pelo edital ProAC Incentivo à leitura (2013); Vivência
artística para educadores, encontros com convidados (Mafoane Odara, Rafael
Galante, Salloma Salomão e Valéria Rocha), para refletir sobre temas presentes
nas pesquisas dos espetáculos do Coletivo no SESC Pompeia (2018); A
Boca Que Tudo Come, com três histórias contadas em formato podcast que
buscam evocar e tecer relações entre o orixá Exu - seus símbolos e sentidos, e
o conceito de bucalidade nas dimensões psíquica e cultural, à convite do SESC
Campo Limpo (2021); Exu Matou um Pássaro Ontem, com a Pedra que
Arremessou Hoje, documentário sobre o coletivo em participação no projeto
“Arte Cênica em processo”, realizado pelo Sesc Pinheiros (2021).
Ficha
Técnica
Direção artística: Thaís Dias
Dramaturgia: Tadeu Renato
Direção Musical e orientação em voz e canto: Bel Borges
Elenco: Camila Andrade (Ayrá), Jefferson Matias (Ayó),
Kleiton Breda (Obá) e Bel Borges (Kossi)
Produção: Plataforma - Estúdio de Produção Cultural
Direção de Produção Fernando Gimenes
Produção Executiva: Bruno Ribeiro
Composições Originais: Jonathan Silva
Operação de som: Pedro Augusto e Tamires Pistoresi Arantes
Iluminação: Carol Gracindo
Operação de Luz: Carol Gracindo e Rebeka Teixeira
Cenografia: Eliseu Weide
Figurino e Visagismo: AGO - Ateliê Gil Oliveira
Assistência de Figurino e costureira: Alma Luz Adélia
Criação de Mídias Cênicas e Projeções: Achiles Luciano
Operação de Projeções: Achiles Luciano e A1219
Provocadora da pesquisa: Daniela Beny
Orientação de pesquisa da relação das infâncias com a
internet: Alícia Peres
Treinamento de Capoeira: Mestre Pedro Peu
Danças brasileiras e coreografias: Silvana de Jesus e Cauã
Oliveira
Convidados Mesas de Debate: Magno Rodrigues e Daniela Beny
Designer Gráfico: Murilo Thaveira
Redes Sociais: Mayhara Ribeiro
Fotos e vídeos para projeção e registros: Alícia Peres
Assessoria
de Imprensa: Canal Aberto Comunicação - Márcia Marques, Daniele Valério e
Carina Bordalo
Realização: Coletivo Quizumba, Cooperativa Paulista de Teatro
e Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal
de Cultura e Economia Criativa
Apoio: Complexo Cultural Funarte - Funarte Aberta SP e iBT -
Instituto Brasileiro de Teatro
Recomendação:
8 anos | Duração: 60 min
Dias
1 e 8 de agosto, sessões duplas às 14h e 16h
Local:
Complexo Funarte SP / Sala Renée Gumiel - Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos,
São Paulo, SP
De
15 a 30 de agosto, sábado e domingo, às 16h
Local:
Teatro Alfredo Mesquita - Av. Santos Dumont, 1770 - Santana
Créditos: Dani Valério | Canal Aberto
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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