Scorpions: 30 anos de “Pure Instinct”
![]() |
| As duas versões das capas de “Pure Instinct”, do Scorpions, que completa 30 anos em 2026. |
Logo
após a saída do baterista Herman Rarebell durante a turnês que culminou com o
lançamento de “Live
Bites” (1995), a banda seguiu adiante com o músico de
estúdio, Curt Cress, para a gravação de seu próximo registro de estúdio: “Pure Instinct”.
Talvez, motivado pelo sucesso global conquistado fora dos veículos direcionados
ao Rock And Roll por conta das baladas presentes em “Crazy
World” (1990) e “Face
The Heat” (1993), como as inclusões de temas dos alemães
nas novelas brasileiras, por exemplo, o Scorpions ficou motivado com a ideia e
presentou os fãs com “Pure
Instinct”, assustando os fãs mais longevos, uma vez que o play
apresenta um grande número de baladas e menos rocks enérgicos característicos
do grupo.
O
álbum começa com “Wild
Child“, uma das melhores do disco, que remete à pegada mais
Hard Rock dos anos 1980 e que saiu como single. Depois, o começo das baladas: “But The Best For You“,
que até começa de forma mediana, mas se destaca no final. O terceiro tema é
outra lenta: “Does
Anyone Know“, que é mais ideal para adolescente apaixonada. A
faixa seguinte é “Stone
In My Shoe“, que dá até uma agitada e um refrão tipicamente
característico do grupo. Em seguida, vem “Soul Behind The Face“, que não chega a
decepcionar, mas longe de ser um hit. O álbum chega ao meio com “Oh Girl (I Wanna Be With You)“,
que se tivesse sido mais inspirada, com mais peso e energia teria potencial de
um (por que não?) clássico.
A
segunda parte da obra aparece com uma das melhores baladas do disco “When You Came Back To My Life“,
que é uma linda canção. A faixa oito é “Where The River Flows“, uma música apreciável de
ouvir, com destaque a pegada semi-acústica e para a interpretação ímpar de
Klaus Meine. Posteriormente, em “Time Will Came Your Name“, merece atenção porque
conta da presença dos teclados e do arranjo de cordas dando aquela atmosfera
dramática. Na sequência, outra baladaça dos caras, “You And I“, a faixa com maior duração do play, com
um pouco mais de seis minutos, é uma excelente faixa. E, para encerrar, “Are You The One?“,
que possui até um bem feito dedilhado de violão, mas o restante da música é
“insossa”. Além disso, a versão nipônica do play contém também “She’s Knocking At My Door‘.
E,
depois de muito tempo, uma capa de um disco do Scorpions volta a chamar
atenção. No caso de “Pure
Instinct”, em alguns mercados, mostra uma típica família (pai, mãe
e filhos) dentro de uma jaula e os animais do lado de fora. Porém, a presença
de nudez dos “enjaulados” na capa permitiu com que o álbum tivesse uma capa
alternativa em alguns países.
Só
para constar: “Pure
Instinct” foi o único registro com Curt Cress na banda. Em seguida,
ele foi substituído por James Kottak, o primeiro músico a integrar o grupo que
não nasceu na Alemanha (ele é norte-americano).
Em suma, “Pure Instinct” tem seus altos e baixos, mas não está no rol dos melhores discos do Scorpions, para quem curte a fase “mais balada” da banda, é um prato cheio, mas quem aprecia os ‘hardões’ feito pelos caras, não perderá nada se não comprar esse disco. De 0 a 10, minha nota é 6,0 para ele.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist (versão japonesa) da obra.
Por
Jorge Almeida

Comentários
Postar um comentário