 |
| Foto meramente ilustrativa. |
Com curadoria de Benjamim Taubkin, a exposição Música Artesanal
reúne achados de Mário de Andrade de 1938, fotografias, registros audiovisuais
e vivências com luthiers de todo país.
O Museu A CASA do Objeto Brasileiro, inaugura
no dia 26 de junho a exposição “Música Artesanal” com curadoria do pianista
e compositor Benjamim Taubkin.
Após uma reforma que atualizou o espaço expositivo e ampliou a acessibilidade
do edifício, a mostra propõe um mergulho na origem dos sons que atravessam a
música popular brasileira, revelando os processos artesanais, os territórios e
as técnicas envolvidas na construção de instrumentos musicais no país, com
destaque para cinco peças históricas que foram coletadas durante a Missão de
Pesquisas Folclóricas de 1938, expedição idealizada por Mário de Andrade que
percorreu os estados do Norte e Nordeste com objetivo de mapear e registrar
manifestações culturais, musicais e religiosas daquelas regiões.
Um dos nomes envolvidos na fundação do museu ao lado de Renata Mellão, Benjamim
Taubkin retorna agora à instituição em um projeto que conecta música, memória e
cultura material brasileira. A exposição investiga o caminho que transforma
matéria-prima em som a partir de quatro instrumentos – o pífano, a rabeca, a
viola caipira e o atabaque. Ao convidar os luthiers Adam Bahrami (rabeca), Alexandre
Rodrigues (pífano), Régis Bonilha (viola
caipira) e Luiz Poeira (percussão) para integrarem a
mostra, evidencia-se o papel desses artesãos de instrumentos como
protagonistas fundamentais para a manutenção da tradição musical brasileira.
“A música
brasileira nasce de muitos encontros: de culturas, territórios, matérias e
modos de fazer. A exposição procura mostrar justamente esse elo entre o gesto
artesanal e a construção da nossa identidade sonora”, afirma
Benjamim Taubkin. “Os instrumentos carregam histórias e formas de conhecimento
transmitidas entre gerações.”
Cada instrumento traça conexões entre diferentes regiões e manifestações
culturais do país. Da viola surgem gêneros musicais tais como a moda, o
pagode caipira e o repente; da rabeca emergem o fandango, o baião e o forró; o
pífano deixa sua marca nas tradições indígenas e populares; enquanto os
tambores e atabaques ecoam em expressões como maracatu, samba, congada, ijexá e
frevo.
A exposição reúne instrumentos confeccionados especialmente para o projeto
pelos luthiers convidados, fotografias de nomes como Thomaz Farkas, Marcel
Gautherot e Miriam Bisilliat, uma seleção de instrumentos e registros que
pertencem ao Acervo da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade, do
CCSP , e a apresentação de um vídeo inédito idealizado e produzido pelo curador
em parceria com os artistas Kabé Pinheiro e Laís Branco, da Produtora VMD.
Parte importante do conteúdo iconográfico da mostra conta com imagens cedidas
pelo Instituto
Moreira Salles (IMS) e pelo Centro Cultural da Cidade de São Paulo (CCSP),
ampliando o panorama visual sobre os universos musicais e os contextos
culturais retratados na exposição.
Além da exposição, “Música Artesanal” contará com
uma programação
pública composta por vivências, apresentações musicais
e encontros com luthiers e músicos convidados. Ao longo da
temporada, o público poderá participar de atividades conduzidas por Adam Bahrami (rabeca), Alexandre
Rodrigues (pífano), Régis Bonilha (viola
caipira) e Luiz Poeira (percussão). Os interessados
podem encontrar mais informações sobre os luthiers aqui.
“Queremos
aproximar diferentes públicos da riqueza desses saberes e mostrar que os instrumentos
também contam histórias sobre o Brasil. É uma exposição viva, construída a
partir de encontros, escuta e troca”, comenta Taubkin.
A exposição fica em cartaz até o dia 18 de outubro, e é realizada pelo Ministério da
Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet),
e pelo Museu
A CASA do Objeto Brasileiro, e conta com recursos do ProAC
Editais, programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do
Governo do Estado de São Paulo.
PROGRAMAÇÃO
Abertura
da exposição “Música Artesanal”
Data: 26
de julho, sexta-feira (abertura), período expositivo 26 de julho a 18 de
outubro de 2026
Horário: Quarta
a domingo, das 10h às 18h
Gratuito.
Bate-papo
Tema: Música
Artesanal
Participantes: Benjamim
Taubkin, Régis Bonilha, Alexandre Rodrigues, Luiz Poeira e Adam Bahrami
Data:
11 de julho, sábado
Horário: das
11h às 12h30
Local: Espaço
de Eventos do Museu A CASA do Objeto Brasileiro – Av. Pedroso de Morais, 1.216
Evento gratuito. Sujeito a lotação.
VIVÊNCIAS GRATUITAS
25/07 (sábado) | Vivência de Rabeca, com Adam Bahrami
Horário: das 14h às 17h
15/08 (sábado) |Vivência de Pífano, com Alexandre Rodrigues
Horário: das 14h às 17h
29/08 (sábado) | Vivência de Viola Caipira, com Régis Bonilha
Horário: das 14h às 17h
19/09 (sábado) | Vivência de Atabaque, com Luiz Poeira
Horário: das 14h às 17h
Local
das oficinas: Espaço de Eventos do Museu A CASA do Objeto
Brasileiro – Av. Pedroso de Morais, 1.216
Sobre
Benjamim Taubkin
Músico e produtor com participação em mais de 150 discos, é o responsável
pelo projeto Núcleo Contemporâneo em São Paulo. Colabora com músicos de
países como Marrocos, África do Sul, Índia e Espanha. Desde 1997, criou
projetos como a Orquestra Popular de Câmara e o coletivo América Contemporânea,
além de realizar concertos e residências artísticas em países como Marrocos e
Coreia do Sul. Entre seus projetos recentes estão Fronteiras Imaginárias, Sons
de Sobrevivência, e o filme-documentário O piano que conversa. Participa
ativamente de festivais no Brasil e no exterior e integra fóruns internacionais
de música, como o Fórum Europeu de Festivais de Música do Mundo.
Sobre
o Museu A CASA do Objeto Brasileiro
O Museu A CASA do Objeto Brasileiro é um espaço de referência na
valorização do saber artesanal, atuando desde 1997 para proteger, difundir e
atualizar suas tradições. Criado pela economista Renata Mellão, o museu fomenta
a produção artesanal por meio de exposições, projetos, programação cultural e
parcerias institucionais. Seu acervo inclui peças de Mestres Artesãos como
Espedito Seleiro e de comunidades como os Baniwa e os ceramistas do Xingu.
Mais do que preservar, o museu atua ativamente na valorização do fazer manual
como ferramenta de desenvolvimento social e econômico. Suas iniciativas
incentivam a autonomia dos artesãos e artesãs, garantindo o reconhecimento de
seus saberes e respeitando a identidade cultural de cada comunidade. Por meio
de programas educativos, capacitações e pesquisas, o museu estabelece pontes
entre tradição e inovação, fortalecendo a produção artesanal em diferentes
territórios.
Ao longo de sua trajetória, o Museu A CASA consolidou-se como um importante
polo de pesquisa e reflexão sobre o artesanato brasileiro. Suas exposições
revelam a diversidade das práticas artesanais no país, abrangendo técnicas como
a cerâmica indígena, as rendas, os trançados e a marcenaria. Além disso,
promove iniciativas que aproximam artesãos, designers, pesquisadores e o
público interessado na cultura material brasileira.
Desde 2008, o Museu A CASA realiza o Prêmio Objeto Brasileiro, um dos
principais reconhecimentos do setor, voltado para a produção artesanal
contemporânea. Com nove edições realizadas, o prêmio já recebeu quase duas mil
inscrições, destacando a inovação e a excelência do fazer artesanal no Brasil.
Com um olhar atento à tradição e ao futuro do artesanato, o Museu A CASA segue
impulsionando novas narrativas e promovendo o encontro entre diferentes
gerações de criadores, pesquisadores e apreciadores do objeto brasileiro.
Sobre a Loja do Museu A CASA
A Loja do Museu A CASA é uma extensão do trabalho do Museu A
CASA do Objeto Brasileiro, oferecendo ao público a oportunidade de adquirir
peças criadas por artesãos e comunidades de diversas regiões do país. Seu acervo
é cuidadosamente selecionado para destacar a riqueza do artesanato brasileiro,
valorizando materiais, técnicas e expressões culturais únicas.
Cada peça disponível na Loja do Museu A CASA carrega a história
e a identidade de seus criadores, conectando tradição e contemporaneidade. O
espaço busca promover a sustentabilidade da produção artesanal, garantindo que
os artesãos sejam remunerados de forma justa e que seus saberes sejam
preservados.
Além de objetos de decoração e utilitários, a loja apresenta uma
curadoria especial de peças autorais, muitas delas fruto de parcerias entre
designers e mestres artesãos. Dessa forma, a Loja do Museu A CASA se torna um
ponto de encontro entre diferentes públicos, incentivando o consumo consciente
e a valorização do fazer manual brasileiro.
Serviço
Local: Museu A CASA do Objeto Brasileiro
(Av. Pedroso de Morais, 1216 - Pinheiros , São Paulo - SP,
05420-001)
Horário: De quarta a
domingo, das 10h às 18h
Entrada gratuita
Mais informações:
Tel: +55 11 3814-9711
E-mail| Site | Instagram
Créditos: Danielle
Monteiro | Agência Taga
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
Comentários
Postar um comentário