Motörhead: 45 anos de “No Sleep ‘Til Hammersmith”
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| "No Sleep 'Til Hammersmith", do Motörhead, completa 45 anos de lançamento em 2026. |
Neste sábado, 27 de junho, completam-se 45 anos de lançamento do primeiro disco ao vivo do Motörhead, o clássico “No Sleep ‘Til Hammersmith”, que foi editado durante a mini-turnê “Short, Sharp Pain In The Neck” pela Inglaterra (dizem que o nome da turnê é uma referência ao baterista Phil Taylor enquanto ele estava caído durante algumas brincadeiras pós-show). O álbum alcançou o topo das paradas inglesas, talvez, o resultado disso se deve em função da aceitação do público para com “Ace Of Spades”, álbum de 1980, além é, claro, da repercussão dos concertos da “banda mais barulhenta do mundo”.
De
acordo com Lemmy Kilmister, a ideia inicial seria lançamento de um álbum duplo,
mas o grupo só tinha material suficiente para preencher três lados. E, para
surpresa de muitos, apesar do título “No Sleep ‘Til Hammersmith”, o álbum não foi
gravado na lendária casa de espetáculo londrina (o, na época, Hammersmith
Odeon). E, sim em concertos feitos entre os dias 27 e 30 de março de 1981, no
Queens Hall, em Leeds e no City Hall, em New Castle, exceto a faixa “Iron Horse / Born To Lose”,
que foi gravada em um show realizado em 1980. Vale registrar também que na
época de gravação, a banda estava abrindo os shows de Ozzy Osbourne em sua
turnê norte-americana.
Nos
bastidores dos shows de Leeds e Newcastle o grupo recebeu disco de ouro e prata
pelas vendas de “Ace
Of Spades” e outro disco de prata para “Overkill”.
Na
versão norte-americana em CD, de 1996, constam que três faixas bônus foram
gravadas “ao vivo no estúdio”.
O
título do álbum também foi parodiado ou referenciado em obras de outros
artistas como o Beastie Boys, que lançaram um single intitulado “No Sleep Till Brooklyn”,
a banda punk alemã Die Ärzte também fez referências ao título do trabalho do
Motörhead, em seu álbum duplo ao vivo, o “nur Wir wollen deine Seele”, também conhecido como “’till No Sleep
‘Viehauktiönshalle Oldenburg”, além do “No Sleep Til Festival” que dá nome ao festival que foi
realizado na Austrália e na Nova Zelândia em dezembro de 2010 e que tinha o
Megadeth como headline. Inclusive, a banda de Dave Mustaine, na ocasião, tocou
o álbum “Rust In Peace” na
íntegra.
E
só algumas curiosidades sobre o “Hammersmith Odeon”: casa de espetáculos
londrina inaugurada em 1932 sob o nome de Gaumont Palace, trinta anos depois
foi renomeada para Hammersmith Odeon e, finalmente, em 2009 foi renomeada mais
uma vez, desta vez Hammersmith Apollo.
O
local foi escolhido para gravações de diversos álbuns “live”, como o “Live And Dangerous“,
do Thin Lizzy; “Live…In The Heart Of The City“, do Whitesnake, cinco faixas de “Live After Death“,
do Iron Maiden, foram gravadas lá.
Além
disso, o local foi um dos primeiros palcos em que Randy Rhoads tocou na banda
de Ozzy Osbourne e, infelizmente, também foi lá que Cliff Burton, do Metallica,
fez sua última apresentação – seis dias depois, o baixista morreria em um
acidente de ônibus na Suécia.
E, sobre o disco, considero um dos melhores registros “live” do rock. Aconselho a
comprá-lo e ouvi-lo no volume máximo. Aliás, fica aqui uma dica: quando você
estiver em casa e ouvir um vizinho escutando música de um “gosto questionável”,
não tenha dúvida: bote “No
Sleep ‘Til Hammermith” no talo para ofuscar o gosto alheio.
A
seguir a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por
Jorge Almeida

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