Kid Abelha: 35 anos de “Tudo É Permitido”
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| "Tudo É Permitido", do Kid Abelha, completa 35 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, 30 de junho, marca o 35° aniversário do lançamento de “Tudo É Permitido”, o quinto disco de estúdio do Kid Abelha. Produzido por George Israel e Nilo Romero, o álbum foi lançado pela WEA e a obra é marcada pela redução do nome do grupo, que ficou sem os “Abóboras Selvagens”, passando a chamar-se simplesmente como “Kid Abelha”.
O trio formado por Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato adentrou a década de 1990 mantendo a mesma pegada pop rock dos discos anteriores, porém, o diferencial de “Tudo É Permitido” são as abordagens mais adultas, ou mesmo com certo tom de erotismo, como em “Gosto de Ser Cruel”, “Lolita” e “Eletricidade”, música que marcou a estreia de George Israel nos vocais.
Falando
em estreia, quem também debutou em um disco inteiro do grupo foi o baterista
Kadu Menezes, que tocara as baquetas em “No Seu Lugar”, música que foi lançada como single
no “Greatest Hits 80’s”
(1990), algo semelhante com o que aconteceu com a ‘paralâmica’ “Caleidoscópio”,
faixa inédita que saiu na coletânea “Arquivo” (1990), d’Os Paralamas do Sucesso.
O
álbum apresentou um dos maiores sucessos da carreira da banda, a ótima “Grand’ Hotel”.
Outro bom tema é “A
Indecência”, que foi inspirado em “A Indecência Pode Ser Saudável”, poema de D.H.
Lawrence.
Mas as minhas favoritas do play são justamente as duas regravações que o Kid Abelha fez: “Não Vou Ficar”, de Tim Maia, que fez muito sucesso com Roberto Carlos em 1969, no famoso “disco da praia”; e também a releitura de “Fuga N° II”, d’Os Mutantes, que também, anos depois, foi “coverizado” pelos Titãs no contestado “As Dez Mais” (1999).
O
disco vendeu cerca de 90 a 100 mil cópias na época, mas o grupo seguiu
acertando a mão na década, sempre com a batuta da linda Paula Toller, como a
única figura feminina capitaneando o BRock oitentista.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por
Jorge Almeida

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