Glenn Hughes: 20 anos de “Music For The Divine”
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| "Music For Divine", de Glenn Hughes, que completa 20 anos de lançamento em 2026. |
Nesta terça-feira, 9 de junho, o álbum “Music For The Divine”, o 11° da discografia solo de Glenn Hughes completa 20 anos. O disco foi co-produzido entre o próprio músico com Chad Smith (sim, o baterista do Red Hot Chili Peppers) e lançado pela Frontier Records na Europa, pela Demolition Records nos Estados Unidos, pela Yamaha Records no Japão e pela Sony BMG na Austrália.
O álbum é praticamente uma sequência do trabalho anterior do “Voice of Rock”, “Soul Mover” (2005), porém, com mais variedades nas abordagens nas músicas, mas sempre deixando aquele estilo de mesclar funky com Hard Rock, mas também tem momentos mais acústicos, com uso de violões e alguma orquestração.
Esse
foi o segundo disco de Hughes a ter a participação de Chad Smith tocando
bateria na íntegra. Aliás, o batera foi co-produtor e sua casa, em Hollywood
Hills, foi um dos locais de gravação da obra, como pode ser conferido em
algumas fotos do encarte registrada durante esse processo.
Glenn
Hughes também teve a parceria de JJ Marsh, guitarrista que co-escreveu a
maioria das faixas com o vocalista. Enquanto o compositor sul-africano Mark
Kilian organizou as seções de cordas e tocou teclado. Além de Chad, outro
membro do RHCP participou do disco: John Frusciante, que tocou guitarra em dois
temas.
A
versão europeia do álbum inclui um cover da música “Nights In White Satin“, de Moody Blues, com
Frusciante. Isso foi originalmente apresentado na trilha sonora do filme “Stealth”, de 2005 e
também apareceu na versão australiana de “Soul Mover”. A versão presente em “Music For The Divine”
teve uma mixagem ligeiramente diferente. A versão japonesa inclui uma faixa
bônus, que é uma versão bruta e acústica de “This House“.
A
versão australiana, lançada em 2007, incluiu duas faixas bônus, a primeira é
uma versão diferente de “Monkey
Man“, que apresenta o cantor australiano Jimmy Barnes fazendo
backing vocals. A segunda faixa bônus é um cover de “Misty Mountain Hop” do Led Zeppelin, que foi
gravada em 2005 com o guitarrista do Alice in Chains, Jerry Cantrell.
O
álbum começa muito bem com a intensa “The Valiant Denial“, onde seus sete músicos
praticamente resume a pegada do disco: funky, violões, guitarras ‘grooveadas’,
orquestração, o baixo e a indefectível voz de Glenn Hughes. O play apresenta
outros bons temas, como “Steppin’
On“, com Chad Smith se destacando na bateria; a cadenciada “You Got Soul“,
música em que Glenn deixa os seus agudos lá no alto. Enquanto “Black Light” é
um rockão para ninguém botar defeito, especialmente com Chad destruindo tudo na
bateria. A versão europeia do play tem “Nights In White Satin“, originalmente gravada pelo
The Moody Blues em 1967, mas que Glenn Hughes detona tudo, no bom sentido, em
uma performance vocal que deixa qualquer um boquiaberto assim como o desempenho
estupendo de John Frusciante na guitarra. Simplesmente maravilhoso. Enquanto
isso, em “Too High“, tem
uma pegada de rock setentista, especialmente com o peso da guitarra.
Frusciante aparece novamente na ‘pepperiana’ “This Is Now I Feel“, com um solo simples, mas
direto e, tipo, é como se fosse uma música do Red Hot Chili Peppers cantada por
Glenn Hughes, só para se ter uma ideia. Outra boa pedida e que fecha o disco
(desconsiderando as versões japonesa e australiana que vem com bônus) é a
trágica, liricamente falando, “The Divine“, que traz o vozeirão do cara e a
presença de cordas. E, sim, a versão de “Misty Mountain Hop”, do Led Zeppelin, ficou bem de
responsa.
Enfim,
para quem curtiu “Soul
Mover”, lançado no ano anterior, pode comprar esse de olhos
fechados, mas quem é adepto de Hard Rock/Heavy Metal, talvez, o play não tenha
o mesmo encanto e, por fim, para quem é fã do cara, é um item bem interessante.
Em suma, dá para ouvir de ‘buenas’.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist (versão australiana) da obra.
Glenn
Hughes: voz, guitarra acústica e baixo
Por
Jorge Almeida

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