Copa do Mundo 2026: cuidado à saúde é essencial para evitar atletas lesionados *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Entre as mais comuns e preocupantes estão lesões musculares, tornozelo e joelho. Prevenção é a palavra-chave para manter atletas preparados e em forma para integrarem seleção
Entre os eventos esportivos mais
esperados, assistidos pelo público e almejado pelos atletas, a Copa do
Mundo de 2026 chama a atenção para um fator preocupante na saúde dos jogadores
de alta performance. Durante a convocação para compor a seleção
dos países, o número de atletas lesionados e com risco de ficarem fora da
competição chamou a atenção. Mesmo convocados, o assunto ainda ganha
evidência, tendo um risco de acometer os atletas a qualquer
momento.
Segundo o ortopedista do Grupo São Lucas de Ribeirão
Preto, Dr. Murilo Moreira (CRM: 121075 /
RQE: 38298), as três principais lesões acometidas pelos atletas de
futebol são: lesões musculares conhecidas como “puxões nas
coxas”, entorses de tornozelo, que quando não tratadas corretamente
podem virar instabilidade crônica e lesões
de joelho como menisco e ruptura do ligamento cruzado
anterior, sendo a última responsável por afastar
o atleta de 8 a 12 meses.
“Eu costumo dizer que lesão raramente é um
acidente, quase sempre é uma consequência. Uma consequência de descuido,
de excesso e de falta de rotina. Os três pilares que
todo atleta de alto nível precisa respeitar são alimentação, descanso e
fortalecimento muscular. O músculo não cresce no treino, ele
cresce na mesa. Proteína de qualidade, hidratação rigorosa e a hora certa
para consumo dos nutrientes fazem diferença absurda. O
sono é o melhor anti-inflamatório que existe, onde o corpo
libera hormônio de crescimento, repara microlesões musculares e consolida o
aprendizado motor. Por fim, o músculo fortalecido é o
melhor ‘colete protetor’ das articulações. Quando o quadríceps e o
isquiotibial estão equilibrados por exemplo, o joelho fica muito mais
protegido”, detalha.
Para melhor performance, a preparação começa
meses antes do primeiro apito. Do ponto de vista ortopédico, é feita uma
varredura completa do atleta com exames como ressonâncias, avaliações
biomecânicas e histórico de lesões. Essa análise contribui para saber onde o
corpo pode enfraquecer o jogador nos momentos mais decisivos.
Durante a Copa, o desafio está na
chamada janela de recuperação curta, onde às vezes o atleta joga, descansa
72 horas e já
volta a campo. A crioterapia e fisioterapia
preventiva entram como pontos importantes nessa rápida
reabilitação. Respeitando fases como controle da inflamação, proteção da
estrutura lesionada e diagnóstico preciso por imagem, os
resultados na recuperação da
mobilidade, força e função podem ser
satisfatórios.
“Antigamente, lesão séria em Copa do Mundo era quase
sentença de morte para aquela competição. Hoje, com protocolos modernos, as
vezes conseguimos resultados que pareceriam milagre para o médico de 20 anos
atrás. Apesar disso, não basta o exame de imagem estar bonito para
definirmos a recuperação como bem-sucedida. Precisa de testes funcionais,
progressão gradual de carga e principalmente avaliação
psicológica, pois o medo de uma nova lesão é real e afeta o
desempenho”, comenta.
Outro detalhe pouco
conhecido é que a viagem até o evento já se
torna um fator de risco para o atleta. Voos longos, fusos
horários e pressurização da cabine inflamam articulações,
ressecam musculatura e desregulam o sono. Outras lesões também
podem ser diagnosticadas e trazer sérios problemas, entre elas
lesões de virilha, inflamações de tendão e fraturas por
estresse, causadas pelo excesso de impacto repetido. O acompanhamento
médico é indispensável para jogadores de alto nível.
“Não é só ir ao médico quando dói. É avaliação
periódica, exames de imagem preventivos, conversa honesta com o profissional. O
atleta que esconde a dor para não perder a vaga na Copa do Mundo é o atleta que
pode perder não a Copa, mas a carreira inteira”,
enfatiza o médico.
Prevenção é a chave
Para o especialista, prevenir se torna o método mais
inteligente e mais barato do que tratar. A medicina esportiva moderna
possui diversas estratégias que possibilitam um cuidado direcionado a tudo que
possa prejudicar o desempenho de um atleta de alto rendimento.
Entre os principais, estão programas de aquecimento
estruturado, com protocolo científico de aquecimento que
comprovadamente reduz em até 50% as lesões no futebol, monitoramento de
carga de treino com monitores cardíacos, análise de aceleração e
desaceleração em tempo real, possibilitando saber exatamente quando
o jogador está no limite antes mesmo que ele
sinta e biomecânica e análise de movimento, onde através da filmagem
do atleta correndo, chutando e saltando identifica-se padrões
de movimento que predispõem lesões, antecipando correções antes que o
problema apareça.
Apesar dos aparelhos e técnicas trazerem um
diferencial decisivo, o principal cuidado atualmente está na saúde mental do
profissional que se expõe a esse tipo de pressão. “Atleta emocionalmente
sobrecarregado se lesiona mais. O cortisol elevado por estresse crônico aumenta
o risco de lesão muscular de forma mensurável. Cuidar da cabeça é literalmente
cuidar do corpo”, conclui.
Sobre o Grupo São Lucas - O
Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP) é uma marca de tradição, qualidade e
confiança em medicina de excelência há mais de 50 anos, com médicos
especialistas, atendimento humanizado e estrutura própria com alta tecnologia.
É composto pelo Hospital São Lucas, Hospital São Lucas Ribeirania e
São Lucas Medicina Diagnóstica. O Grupo, localizado em Ribeirão Preto (SP) é
administrado pela Hospital Care, uma holding de serviços de saúde formada
por mais de 30 unidades entre hospitais e clínicas, em 7 cidades do país.
Créditos: Bruna Martinelli | Outras Palavras
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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