Blue Öyster Cult: 45 anos de “Fire Of Unknown Origin”
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| "Fire Of Unknown Origin", do Blue Öyster Cult, completa 45 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, 22 de junho, o álbum “Fire Of Unknown Origen”, o oitavo disco de estúdio do Blue Öyster Cult, completa 45 anos. Gravado no Kingdom Sound Studios, em Long Island, em Nova York, e no The Automatt, em San Francisco, na Califórnia, o disco foi lançado pela Columbia e produzido pelo saudoso Martin Birch.
Esse registro da banda foi o último a conter um hit comercial, a
clássica “Burnin’ For You”,
que chegou ao topo na parada da Rock Tracks da Billboard, e foi o disco de
maior sucesso da banda na própria Billboard 200, ocupando o 24º lugar, graças
ao sucesso da citada “Burnin’
For You”, o maior hit da banda.
Contudo, apesar da situação comercialmente favorável, nem tudo
andava às mil maravilhas entre os integrantes. Durante a turnê, os músicos
tiveram sérios problemas com o baterista Albert Bouchard por conta de seus
abusos com drogas e o álcool que comprometerem seu desempenho nas apresentações
da banda. Eles tiveram uma trégua durante a Black & Blue Tour, turnê feita
em conjunto com o Black Sabbath, naquele ano. Porém, depois de dois atrasos
seguidos do baterista para a realização de shows na Inglaterra, culminou para
que ele fosse substituído por Rick Downey, embora o irmão Joe Buchard tenha
tentando manter o irmão na banda, mas não havia mais clima para ele e,
portanto, Albert acabou demitido, encerrando, assim, a fase clássica do BÖC.
Várias das canções foram destinadas à trilha sonora do filme de
animação “Heavy Metal”, como “Vengeance (The Pact)“,
cujas letras seguem em detalhes o enredo do segmento “Taarna” do filme. No entanto, apenas a canção “Veteran Of The Psychic Wars”
(ironicamente não escrita para o filme), co-escrita pelo autor de ficção
científica Michael Moorcock, acabou na versão final do filme e na trilha
sonora. A faixa-título foi usada no episódio 17 da 1ª temporada de “Supernatural”.
A obra começa muito bem com a faixa-título, com uma boa letra,
incluindo um poema sobre a morte, que se completa com ótimos riffs de guitarra
e uma espetacular presença de teclados. Em seguida, o hit “Burnin’ For You“,
com a guitarra com riff à lá The Police, juntamente com a boa presença do baixo
de Joe Bouchard e vale enaltecer o excelente vocal de Buck Dharma. É um
clássico do rock, sem sombras de dúvidas. O terceiro tema é “Veteran Of The Psychic Wars“,
que tem uma batida de bateria e teclados que fazem o ouvinte associar a alguma
banda de rock progressivo dos anos 1970. O tecladista Allen Lanier mandou muito
bem na música. A quarta faixa é “Sole Survivor“, que apresenta um bom riff e um
refrão “grudento”, mas o backing vocal também chama a atenção. O disco chega à
metade com “Heavy
Metal: The Black And Silver“, que faz jus ao título, pois, é um
Heavy Metal de excelente qualidade, tem peso, bons refrãos, guitarras
excelentes e uma espetacular performance da bateria de Albert Bouchard.
A parte final da obra se dá com “Vengeance (The Pact)“, que começa lento, vai
ganhando ritmo e, depois, ganha ares de um Hard Rock de primeira linha com o
ritmo “cavalgado”. Já “After
Dark” que tem uma ‘intro’ com a presença de baixo que, na
primeira audição, me fez pensar de tratar-se de uma faixa Synthpop, mas, ao
longo da faixa, a música melhora e o ótimo refrão corrobora para isso. A
penúltima faixa é a minha favorita da obra: “Joan Crawford“, cujo tema é referente à atriz de
mesmo nome, que morreu quatro anos antes do lançamento da música. Um videoclipe
foi criado para a música, que foi proibida pela MTV por apresentar uma cena
sexualmente sugestiva. A faixa possui um excelente sintetizador e no meio uns
efeitos sonoros com barulho de sirene, acidente de trânsito, enfim, o caos
instalado. E, para encerrar, “Don’t
Turn Your Back“, que marca a contribuição final de composição
de Allen Lanier para o Blue Öyster Cult. Ela foi tocada ao vivo pelo grupo pela
primeira vez em 17 de junho de 2016, em um concerto especial destacando a música
de Lanier. É uma música bem eletrizante para encerrar de forma incrível esse
grande disco.
Bom, para quem não conhece muito o Blue Öyster Cult, este disco é
um bom pontapé, pois marca a estreia do grupo em um estilo que mescla ocultismo
e psicodelia, uma espécie de ‘mistureba’ entre o Black Sabbath e o Pink Floyd.
Vale (e muito) a aquisição.
A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por Jorge Almeida

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