Museu das Favelas e Meta renovam parceria e abrem inscrições do Favela Tech para mulheres periféricas *
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| Fachada do Museu das Favelas. Foto: Jorge Almeida/Arquivo |
Em sua 2ª edição, o programa de aceleração oferece formação e mentorias para empreendedoras de São Paulo, com foco em cultura e tecnologia
O Museu das Favelas,
instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado
de São Paulo, sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (idg), acaba
de abrir inscrições para a 2ª edição do Favela Tech. Realizado com o patrocínio
da Meta, o programa de aceleração é voltado a mulheres, em especial, negras e
indígenas, maiores de 18 anos que atuam como artistas, produtoras, educadoras,
técnicas ou criadoras independentes nas periferias e favelas do Estado de São
Paulo. As interessadas podem se inscrever pelo formulário até 10 de maio.
De acordo com Natália Cunha, Diretora do Museu das
Favelas, o Favela Tech é uma engrenagem que conecta cultura, território e
tecnologia. “As periferias já são um dos maiores laboratórios criativos
do país. Com o Favela Tech, estamos transformando iniciativas e projetos
culturais com as linguagens digitais. Nosso objetivo é que negócios diversos,
liderado por mulheres, não apenas acessem o mercado, mas pautem os novos
formatos de produção cultural.”, explica.
A iniciativa amplia oportunidades ao oferecer
imersão em tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial, realidade
aumentada e outras experiências imersivas. Por meio de um percurso de cinco
meses que combina encontros virtuais e imersões presenciais, o Favela Tech visa
ampliar repertórios e possibilidades reais de inserção no mercado cultural e
criativo, propondo uma abordagem crítica e aplicada das ferramentas digitais,
conectando a inovação às vivências e narrativas periféricas.
“O Favela Tech materializa esse compromisso ao
conectar cultura e inovação, oferecendo às mulheres das periferias ferramentas
para transformar suas criações em projetos sustentáveis. Investir nessa
formação é reconhecer as favelas como territórios de potência criativa e
ampliar o acesso à tecnologia como caminho para gerar impacto real na economia
e na vida dessas comunidades”, afirma Mateus Costa, Associado de Políticas
Públicas da Meta no Brasil
O conteúdo programático abrange desde Cultura,
Tecnologia e Identidade Digital até IA Aplicada à Produção Cultural, passando
por Comunicação, Narrativa e Portfólio, além de estratégias para editais. Ao
longo do processo, as participantes desenvolvem projetos autorais que unem
diferentes linguagens — como audiovisual, games, moda, design, teatro e música —
a ferramentas tecnológicas e estratégias de circulação.
O lançamento oficial do Favela Tech ocorre no dia 14
de maio, às 11h, com uma aula inaugural aberta ao público sob o tema "Quem
programa o futuro? Mulheres da periferia na era da IA". O evento será ministrado
por Sil Bahia, importante nome nas áreas de tecnologia e inovação, com a
participação de Jairo Malta, curador do Museu, e Priscila Gama, do
Instituto Das Pretas.
O Favela Tech escala sua operação em 2026
impulsionado pelo sucesso do ciclo anterior, com 88,5% de participação de
mulheres negras e a incubação de cinco projetos de alto impacto social, com
soluções para saúde periférica e redes de apoio feminino. Integrado ao CORRE —
Centro de Empreendedorismo do Museu das Favelas, o programa amplia o acesso à
tecnologia no campo cultural, apoiando o desenvolvimento de iniciativas
criativas e a geração de oportunidades para mulheres das periferias.
Segundo a Diretora do Museu, apesar da expansão das
tecnologias digitais na produção cultural, o acesso qualificado a essas
ferramentas ainda é desigual. “O uso de tecnologias emergentes tornou-se
central para a criação e sustentabilidade de qualquer projeto. É nesse contexto
que o Favela Tech se posiciona: não apenas como uma porta de entrada, mas como
uma plataforma que amplia a criação cultural a partir das periferias,
conectando repertório e inovação. Ao unirmos tecnologia às vivências e
narrativas desses territórios, propomos uma abordagem crítica, reconhecendo que
a inovação também nasce das experiências múltiplas das favelas”, explica.
A executiva reforça que o lançamento, no contexto do
Dia Internacional dos Museus (18 de maio), reforça o papel dos museus na
sociedade. “Estamos provando que o museu do futuro não guarda apenas o passado,
como também é um laboratório vivo de experimentação e um motor de transformação
social que prepara o território para as economias do amanhã” , finaliza.
Através de sua relevância cultural, o Museu das
Favelas recebeu o Selo de Igualdade Racial 2025, que destaca iniciativas que
promovem a equidade racial e a diversidade no mercado de trabalho. Também foi
premiado pela APCA 2024, na categoria Música Popular – Projetos Especiais, com
a exposição ‘Racionais MC’s: O Quinto Elemento’, reconhecido também como a
Melhor Atração Turística no 4º Prêmio do Afroturismo - Guia Negro, em
2026.
Na temporada de 2026, por meio da Lei de Incentivo à
Cultura - Lei Rouanet, o Museu tem a Meta como mantenedora, patrocínio do
Mercado Livre, apoio da EY e EATON, cooperação da Unesco e parceria
institucional da CUFA – Central Única das Favelas.
Localizado no Largo Páteo do Colégio, nº 148, o
Museu das Favelas possui entrada gratuita, funcionando de terça-feira a
domingo, das 10h às 17h. Saiba mais em: museudasfavelas.org.br.
Créditos: Stefany Ianca | Oliver Press
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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