Aerosmith: 50 anos de “Rocks”
![]() |
| "Rocks", do Aerosmith, completa 50 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, dia 3 de maio de 2026, o álbum “Rocks”, o quarto trabalho de estúdio do Aerosmith, completa 50 anos de lançamento. Gravado entre fevereiro e março de 1976 no Wherehouse, em Waltha, em Massachusetts, e também no Record Plant, em Nova York, o play foi co-produzido por Jack Douglas e o grupo. O material saiu pela Columbia Records.
Antes
de gravarem “Rocks”, os bad boys
de Boston havia no currículo três discos de estúdio – “Aerosmith” (1973), “Get Your Wings” (1974) e o ótimo “Toys In The Attic”
(1975), considerado um trabalho inovador e com dois hits nas paradas – “Walk This Way”
(com o seu icônico riff) e “Sweet
Emotion”. Contudo, apesar de ser ridicularizada pelos críticos,
o Aerosmith conquistou uma base de fãs leais em turnês implacáveis e
performances avassaladoras, ou seja, o quinteto viva intensamente o estilo
“Rock and Roll”, o que fez com que aumentasse o apetite dos músicos pelas
drogas. No entanto, seu estilo de vida hedonista não parecia prejudicá-los
criativamente. Com tudo isso, o Aero lançou “Rocks” no ano seguinte e o
trabalho foi considerado por muitos fãs, críticos e colegas músicos um dos
destaques de sua carreira.
O
disco começa em grande estilo com “Back In The Saddle“, que apresenta Joe Perry
destilando na guitarra um “riff cavalgado” na pegada velho-oeste, além da
bateria pesada de Joey Kramer, além do vocal feroz de Tyler, que manda aquele
berro quando dizer: “I’m
back in the saddle in the again“. Uma música bem vibrante para
começar o disco com os “dois pés no peito”. A faixa 2 é “Last Child“,
que possui um bom riff, meio “funkeado”, e também um ótimo groove das guitarras
de Brad Whitford, que também se destaca no solo, e Joe Perry. O alcance vocal
de Tyler também é de arrebentar. O terceiro tema é “Rats In The Cellar“, uma canção veloz que aborda
os tempos de penúria em Nova York. Os solos de harmônica são bem exitosos. E,
para encerrar o lado A, “Combination“,
uma faixa ‘stoniana’ escrita (e cantada) por Joe Perry, com um rock visceral e
enérgico.
A
segunda parte do disco começa com “Sick As A Dog“, que permite o ouvinte a parar e
respirar um pouco, uma música experimental, vide o fato de os integrantes
trocarem de instrumentos (Joe Perry, por exemplo, toca baixo, enquanto Tom
Hamilton ficou na guitarra base e Brad Whitford manda muito bem no solo. Em
seguida, “Rocks” traz “Nobody’s Fault“,
que apresenta uma ‘intro’ obscura, depois vem a pedrada, deixando essa música
mais selvagem transformando-a em um Heavy Metal bem consistente. A faixa 8 é “Get The Lead Out“,
uma música ‘swingada’ e pesada, que mantém o ritmo contagiante da obra e que a
mudança repentina de estilo na música atesta a competência do quinteto. A
penúltima faixa é “Lick
And A Promise“, que mantém a pegada da canção anterior e
apresenta toda a forma enérgica de Steven Tyler em um Hard Rock avassalador. E,
para encerrar o disco em grande estilo, “Home Tonight“, uma balada de rock muito boa, com
destaque para os riffs harmoniosos de Joe Perry que termina o álbum de forma
brilhante.
Ou
seja, pelo que descrevi acima, posso assegurar que “Rocks” é um disco perfeito, que mostra o Aerosmith no
seu auge na década de 1970 e que, embora não obtido o mesmo sucesso em relação
ao seu disco anterior, ele traz a essência do Rock And Roll em quase 40
minutos. Discaço, que dispensa comentários.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por
Jorge Almeida

Comentários
Postar um comentário