Aerosmith: 50 anos de "Toys In The Attic"
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| “Toys In The Attic”: o terceiro trabalho do Aerosmith, clássico atrás de clássico, completa 50 anos em 2025. |
Hoje, 8 de abril, o terceiro álbum de estúdio do Aerosmith, “Toys In The Attic”, completa 50 anos de seu lançamento. Produzido por Jack Douglas, o disco é considerado por muitos como o melhor trabalho da banda de Boston – há quem dê esse status ao “Rocks”, de 1976. Afinal, não é à toa que ele consta na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock And Roll Hall Of Fame e alcançou as onze platinas (com mais de 11 milhões de cópias vendidas, sendo oito apenas nos Estados Unidos).
Gravado no lendário Record Plant Studios, em Nova York, entre janeiro e março de 1975, “Toys In The Attic” traz uma mistura bem-sucedida de Heavy Metal, Hard Rock e pitadas de punk, recheados de clássicos para nenhum “aerofã” botar defeito. Os dois singles do play – “Sweet Emotion” e “Walk This Way” – foram lançados depois do álbum. Foi a partir dessa época que Steven Tyler e sua trupe começaram a lotar seus shows.
O disco foi
qualificado pelo jornalista Stephen Thomas Erlewine, da AllMusic, como “mistura
de Led Zeppelin com riffs dos Rolling Stones”, e abarrotado de canções sobre
sexo em um estilo diferente do que já houve antes.
O
álbum abre com a faixa-título, que detona tudo, rápida e certeira, um bom rock,
sem frescura. Foi regravada por grupos com estilos totalmente diferentes:
R.E.M. e Metal Church. Posteriormente, o play segue com “Uncle Salty”,
que aborda um tema polêmico: o abuso infantil. A terceira faixa é “Adam’s Apple”,
inspirada em R&B, e que ganha notoriedade em virtude das guitarras dobradas
e pelo belo trabalho que Joe Perry faz com bottleneck no dedo. Em seguida,
aquela que é considerada o principal hit do disco: “Walk This Way”, cujo conhecidíssimo riff foi
tirado em uma passagem de som. Um “funk-rock” bem executado e que, onze anos
depois, foi regravado pelo pessoal do Run-DMC com a participação do próprio
Aerosmith, o que fez com que a carreira do quinteto ressurgisse diante do
ostracismo que passava por conta do abuso de drogas. E o lado A do vinil era
encerrado com “Big
Ten Inch Record“, um cover de F. Weistmantel, que mescla
rockabilly com jazz, com solos curtos e eficientes.
O lado B começa com outro petardo: “Sweet Emotion”, que dispensa comentários. Escrita inicialmente pelo baixista Tom Hamilton nos tempos de escola, a música se destaca pela dinâmica de seu andamento, vai da tranquilidade à energia total e vice-versa sem perder a qualidade. Considero como uma das melhores músicas de toda a (vasta) discografia do Aero. Já o tema seguinte é o ‘rockão’ “No More, No More”, que fala da aventura que é ser integrante de uma banda de sucesso. A penúltima faixa é “Round And Round”, a mais pesada do disco, trata-se de uma excelente música, mas que, infelizmente, aos poucos, foi deixada de lado no repertório do grupo. E, para finalizar, “You See Me Crying”, uma ótima balada, que mostra apenas o lado romântico de Tyler, sem soar “comercial”, como àquelas que a banda tem feito nos últimos anos. Ela foi composta quando Tyler ainda atendia pelo nome de Steven Tallarico nos anos 1960 e fazia parte do Chain Reaction.
O LP traz
nove temas distribuídos ao longo de um pouco mais de 37 minutos. Pode parecer
pouco, porém, em compensação, se você gosta de um rock bem feito, vai querer
ouvi-lo novamente.
A seguir, a
ficha técnica e o tracklist do disco.
Por Jorge
Almeida

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