Tiago Araújo lança "Horizonte" em 15 de maio e apresenta álbum que traduz som em paisagem *

 

Foto meramente ilustrativa.

Com dez músicas em coautoria com Paulinho Pedra Azul, o novo trabalho do artista articula memória, afeto e novas leituras da música mineira

O compositor, escritor, cantor e multi-instrumentista mineiro Tiago Araújo lança no dia 15 de maio o álbum musical Horizonte, trabalho que nasce da relação entre som, imagem e experiência pessoal. O disco de dez canções em coautoria com o parceiro Paulinho Pedra Azul propõe uma escuta que atravessa a tradição da canção mineira e a reorganiza em uma linguagem própria, marcada por nuances contemporâneas. 

Gravado em Belo Horizonte, o álbum reúne músicos de diferentes trajetórias e constrói um diálogo entre gerações. A base sonora transita por referências como o Clube da Esquina e a liberdade criativa de Hermeto Pascoal, mas sem recorrer à repetição de fórmulas. O projeto se destaca por reafirmar a identidade da música mineira, mas o disco ainda dialoga com múltiplas influências como a bossa nova, o jazz e o baião.

Há um esforço claro de síntese: menos citação, mais assimilação. A ideia de “horizonte” aparece como eixo do trabalho — não como conceito abstrato, mas como imagem recorrente. Para Tiago, cada composição parte de uma percepção sensorial. “O horizonte, pra mim, é esse lugar onde o som encontra a cor e a emoção vira paisagem”, afirma. 

A construção coletiva do disco se revela nas participações. Para o coautor do álbum, Paulinho Pedra Azul, “as músicas de Tiago são simples e sofisticadas ao mesmo tempo”. E, como poeta que é, enaltece o parceiro: “ele é a própria música”. Paulinho diz que essa diversidade de ritmos deu a ele a oportunidade de variar também nas letras. “A letra e a melodia, são casais dialogando entre si.”

A cantora Bárbara Barcellos destaca o reconhecimento imediato ao entrar no projeto. “Quando Tiaguinho me mandou a guia da música, eu me identifiquei imediatamente. A música diz o que eu gostaria de dizer e tem uma melodia, harmonia e arranjos lindos. Encontrei meu lugar imediatamente. Existe algo muito comum, que é uma mineiridade, nossas influências. Esse encontro me relembrou o quanto é importante essa troca entre artistas de diferentes gerações. É uma experiência que levo pra vida”, diz. 

Responsável pela direção musical, Thiago Delegado conduziu o processo a partir da escuta das intenções do compositor. “O produtor é uma ponte entre as ideias do artista e a execução musical. Procurei preservar essa liberdade estética e trabalhar a partir das próprias composições. A diversidade das canções já traz esse colorido rítmico e harmônico do álbum”, afirma. 

Ricardo Cheib, gestor do estúdio Bemol, onde o álbum foi gravado, e também percussionista no projeto, chama atenção para o grau de maturidade do trabalho. “Acredito que ‘Horizonte’ tem uma raiz mineira moderna, com um toque especial na harmonia. O que mais me chamou atenção no Tiago foi o nível de concentração no projeto e o amadurecimento nas composições”, afirma.

O álbum também conta com participações instrumentais como Toninho Horta e Beto Lopes, e de intérpretes como Affonsinho, Mariana Nunes, Trio Amaranto. Ao longo das faixas, Horizonte se organiza como percurso. Não há pressa nem excesso. O disco aposta na escuta como experiência — e na canção como espaço onde memória e invenção convivem sem conflito.

“A música é um renascimento por si só. A letra vem para ‘traduzir’ esse sentimento. Uma é complemento da outra, mesmo que estejam separadas, como instrumental ou como poesia. Quando se juntam, criam a ‘VIDA’”, define Paulinho Pedra Azul.

Este álbum foi viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, com patrocínio da BLIP.

Créditos: Elisângela Orlando | ETC Comunicação

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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