The Doors: 55 anos de "L.A. Woman"
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| "L.A. Woman", do The Doors, completa 55 anos de lançamento em 2026. |
O
disco regressa a banda às suas origens, com R&B. Porém, o produtor Rotchild
recusou a trabalhar o álbum por considerá-lo como “música cocktail”, caso de “Riders On The Storm”, deixando entregue
o trabalho ao engenheiro Bruce Botnick. E a maioria das músicas foram gravadas
ao vivo, exceto algumas partes do teclado de Manzarek que foram sobrepostas.
Apesar da mudança na produção, a banda lançou aquele que é considerado um de
seus trabalhos mais lendários. Exemplo disso são os dois singles que foram
lançados na época, “Love Her Madly”
e “Riders On The Storm”, que
obtiveram bastante sucesso nas rádios norte-americanas.
A
obra começa com “The Changeling”,
que retrata a atmosfera do disco: um groove com pegada funk e blues, quase um
manifesto de transformação. Em seguida, “Love
Her Madly” surge com uma pegada leve e acessível, com uma melodia
envolvente que contrasta com o peso emocional do restante do disco.
A
intensidade se desenvolve com “Been Down
So Long”, um blues direto e pesado, onde Jim Morrison canta como se
estivesse no extremo. Já “Hyacinth House”
e “L’America” são faixas menos notadas,
mas essenciais para entender o clima do álbum — mais introspectivas, estranhas
e cheias de nuances.
O
grande centro do disco é “L.A. Woman”,
uma faixa longa e hipnótica que funciona como uma carta de amor e despedida a
Los Angeles. É ali que tudo se mistura: estrada, excessos, liberdade e
decadência, com Morrison em estado quase metafísico.
No
fim, “Riders On The Storm” fecha o
álbum de forma perfeita. O som da chuva, o piano suave e a voz quase sussurrada
criam uma atmosfera cinematográfica, sombria e reflexiva. Não por acaso, é
vista como uma das músicas mais marcantes da banda — e a última gravação vocal
de Morrison com o grupo.
Apesar
do sucesso do álbum, após sua gravação, Morrison optou em passar um tempo para
repousar e foi rumo à Paris com a sua namorada da época, Pamela Courson. O
vocalista escolheu a capital francesa porque visitou a cidade no verão anterior
e sentiu-se confiante em escrever e conhecer mais aquele local.
Contudo,
três meses após o lançamento de “L. A.
Woman”, em três de julho, o corpo de Jim Morrison foi encontrado na
banheira do seu apartamento. Foi concluído que morreu de ataque cardíaco,
embora tenha sido revelado mais tarde que não foi realizada qualquer autópsia
antes do corpo de Morrison ter sido enterrado no Cemitério de Père Lachaise a 7
de julho.
Vale
registrar que em 2003, o álbum foi classificado número 362 da lista da revista
Rolling Stone dos 500 maiores álbuns de todos os tempos.
Particularmente,
considero este como a melhor obra dos Doors. Recomendo.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist (da versão de 40 anos) da obra.
Por
Jorge Almeida

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