SP-ARTE 2026 Pela primeira vez, Danielian Galeria leva trabalhos de artistas representados, além de obras do acervo *

 

Foto meramente ilustrativa.

Abril de 2026 - A Danielian leva para a 22ª edição da SP-Arte um conjunto de obras de diferentes épocas e escolas artísticas, apresentando uma seleção de trabalhos com um arco temporal, indo do século XIX até a contemporaneidade. Esse será o primeiro ano da galeria apresentando os artistas representados, além de obras do acervo. 

Entre as obras apresentadas no estande da galeria está uma pintura rara de Vicente do Rego Monteiro. A obra, realizada em Paris, na década de 1920, pertenceu a Geo Charles (marchand e colecionador de obras do artista) e estava em uma coleção particular na Europa. O paradeiro da obra era desconhecido pelos pesquisadores, ela foi localizada pela galeria, trazida ao Brasil e será exibida pela primeira vez ao público na SP-Arte.

Reproduzida em publicações dedicadas ao artista como obra desaparecida, a pintura figurava há anos como um dos trabalhos cuja localização era desconhecida pelos estudiosos. Sua redescoberta não apenas reconfigura o catálogo conhecido de Rego Monteiro, como também ilumina um período decisivo de sua carreira internacional.

De composição sintética e monumental, a obra exemplifica um momento central da produção do artista, quando, radicado em Paris, desenvolvia uma linguagem singular que articulava influências do cubismo, da arte decorativa e de referências arcaicas, com forte identidade própria. A cena — marcada pela figura estilizada de um cocheiro e seu cavalo — revela o rigor construtivo e o interesse do artista por volumes simplificados e ritmos geométricos.

A obra dialoga diretamente com outras peças do mesmo período, hoje preservadas em importantes instituições internacionais, reforçando sua relevância histórica e museológica. Trabalhos dessa fase integram acervos de museus e coleções de destaque na Europa e nos Estados Unidos, consolidando o reconhecimento do artista no circuito moderno internacional.

A apresentação da obra na SP–Arte representa, assim, não apenas a reintrodução de um trabalho inédito ao público brasileiro, mas também um gesto de restituição histórica — devolvendo ao país uma peça fundamental de um dos nomes mais originais do modernismo brasileiro. 

Ficha técnica:
Vicente Do Rego Monteiro
Le Charretier, 1925
Óleo sobre tela
Assinado e datado no canto inferior direito: “V. De Rego-Monteiro-1925 Paris”
56 x 72 cm

Também destaque da Galeria na SP-Arte, a exibição da primeira tapeçaria realizada por Burle Marx
A Danielian também apresenta a primeira tapeçaria realizada por Burle Marx em Aubusson, na França. A obra foi encomendada por Ernesto Waller em 1952, ficou pronta em 1953. A tapeçaria, permaneceu desde então na mesma coleção e é a primeira vez que é exposta desde sua confecção, ha mais de sete decadas. 

Ficha tecnica:
Roberto Burle Marx
Sem título, 1953
Tapeçaria Aubusson
372 x 236 cm

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No recorte dedicado aos artistas contemporâneos representados pela galeria, destaca-se ainda a produção de Florencia Rodríguez Giles [Buenos Aires, 1978], marcando a presença internacional na Galeria. A artista, que vive e trabalha em Buenos Aires, tem na sua prática artística o contato com comunidades oníricas e outros processos coletivos ou relacionais que não se limitam ao sonho. 

Em seu processo, o intercâmbio com o outro pode ocorrer de inúmeras maneiras— desde cartas que descrevem sonhos até o compartilhamento da vida cotidiana com pessoas portadoras de especificidades psicossociais no CAOS, projeto de longa duração desenvolvido no interior de Buenos Aires, onde a artista trabalha de perto com comunidades locais.

Já para a participação de Ana Neves [São Vicente Ferrer, 1998], serão levadas obras inéditas. A artista manipula a imagem em suas pinturas e desenhos para evidenciar a interconexão entre o ser humano e seu entorno, acionando corpos híbridos que unem o corpo humano, a fauna, a flora e objetos para revelar tanto a partilha do mundo quanto às tensões do pertencimento e da resistência.

A trajetória de Neves se inicia na literatura; por isso, palavra e imagem coexistem como forças especulativas em suas obras. A artista desenvolve um léxico próprio de figuração a partir de um repertório recorrente de signos relacionados à sua formação pessoal, como pontes e estruturas curvas riscadas, que conectam um lugar a outro.

Serviço
Danielian Galeria:  Estande C3SP-Arte 2026 
Período expositivo: 
08 de abril - convidados
09 e 10 de abril - 12h às 20h
11 de abril - 11h às 20h
12 de abril - 12h às 19h

Créditos: Victor Benevides | Cor Comunicação

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

 

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