SP-ARTE 2026 Pela primeira vez, Danielian Galeria leva trabalhos de artistas representados, além de obras do acervo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Entre as obras apresentadas no estande da galeria está uma
pintura rara de Vicente do Rego Monteiro. A obra, realizada em
Paris, na década de 1920, pertenceu a Geo Charles (marchand e colecionador de
obras do artista) e estava em uma coleção particular na Europa. O paradeiro da
obra era desconhecido pelos pesquisadores, ela foi localizada pela galeria,
trazida ao Brasil e será exibida pela primeira vez ao público na SP-Arte.
Reproduzida em publicações dedicadas ao artista como obra
desaparecida, a pintura figurava há anos como um dos trabalhos cuja localização
era desconhecida pelos estudiosos. Sua redescoberta não apenas reconfigura o
catálogo conhecido de Rego Monteiro, como também ilumina um período decisivo de
sua carreira internacional.
De composição sintética e monumental, a obra exemplifica um
momento central da produção do artista, quando, radicado em Paris, desenvolvia
uma linguagem singular que articulava influências do cubismo, da arte
decorativa e de referências arcaicas, com forte identidade própria. A cena —
marcada pela figura estilizada de um cocheiro e seu cavalo — revela o rigor construtivo
e o interesse do artista por volumes simplificados e ritmos geométricos.
A obra dialoga diretamente com outras peças do mesmo período,
hoje preservadas em importantes instituições internacionais, reforçando sua
relevância histórica e museológica. Trabalhos dessa fase integram acervos de
museus e coleções de destaque na Europa e nos Estados Unidos, consolidando o
reconhecimento do artista no circuito moderno internacional.
A apresentação da obra na SP–Arte representa, assim, não apenas
a reintrodução de um trabalho inédito ao público brasileiro, mas também um
gesto de restituição histórica — devolvendo ao país uma peça fundamental de um
dos nomes mais originais do modernismo brasileiro.
Também destaque da Galeria na SP-Arte, a exibição da
primeira tapeçaria realizada por Burle Marx
A Danielian também apresenta a primeira tapeçaria realizada por
Burle Marx em Aubusson, na França. A obra foi encomendada por Ernesto Waller em
1952, ficou pronta em 1953. A tapeçaria, permaneceu desde então na mesma
coleção e é a primeira vez que é exposta desde sua confecção, ha mais de sete
decadas.
No recorte dedicado aos artistas contemporâneos representados
pela galeria, destaca-se ainda a produção de Florencia
Rodríguez Giles [Buenos Aires, 1978], marcando a presença
internacional na Galeria. A artista, que vive e trabalha em Buenos Aires, tem
na sua prática artística o contato com comunidades oníricas e outros processos
coletivos ou relacionais que não se limitam ao sonho.
Em seu processo, o intercâmbio com o outro pode ocorrer de
inúmeras maneiras— desde cartas que descrevem sonhos até o compartilhamento da
vida cotidiana com pessoas portadoras de especificidades psicossociais no CAOS,
projeto de longa duração desenvolvido no interior de Buenos Aires, onde a
artista trabalha de perto com comunidades locais.
Já para a participação de Ana Neves [São Vicente Ferrer, 1998],
serão levadas obras inéditas. A artista manipula a imagem em suas pinturas e
desenhos para evidenciar a interconexão entre o ser humano e seu entorno,
acionando corpos híbridos que unem o corpo humano, a fauna, a flora e objetos para
revelar tanto a partilha do mundo quanto às tensões do pertencimento e da
resistência.
Danielian Galeria: Estande C3SP-Arte 2026
Período expositivo:
08 de abril - convidados
09 e 10 de abril - 12h às 20h
11 de abril - 11h às 20h
Créditos: Victor Benevides | Cor Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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