Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo divulga tema oficial e celebra sua 30ª edição *
Evento acontece no dia 7 de junho, na Avenida Paulista, e propõe
reflexão sobre as três décadas de atuação da APOLGBT-SP e a importância da
participação política
A Parada SP, organizada pela APOLGBT-SP
(Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), chega à sua 30ª edição com
o tema “30
Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, reafirmando
seu papel como espaço de mobilização social e política. Em 2026, o evento propõe
um debate sobre a importância do voto e da participação democrática na defesa
dos direitos da população LGBT+.
Em um ano marcado pelo debate sobre participação política, a
proposta articula mobilização social e processo eleitoral, destacando o voto
como instrumento central na definição de políticas públicas e garantia de
direitos. A associação reforça que a ocupação das ruas e a participação nas
urnas são dimensões complementares da atuação política.
Considerada a maior manifestação de diversidade do mundo, a
Parada SP se consolidou ao longo de três décadas como um ato de ocupação do
espaço público e de visibilidade para pautas da população LGBT+.
A primeira edição da Parada aconteceu em 1996, na Praça
Roosevelt, reunindo um grupo reduzido de participantes. No ano seguinte, o
evento passou a ocupar a Avenida Paulista, onde se consolidou como uma das
principais manifestações públicas do país.
Desde então, a Avenida Paulista passou a ser ocupada ano após
ano. “A
APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às
investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada
tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e
a luta é inegociável”, reforça Nelson Matias
Pereira, presidente da APOLGBT-SP.
O reconhecimento da união estável, o casamento civil, o direito
à identidade de gênero, a criminalização da LGBTfobia, a adoção por casais
homoafetivos, os direitos da população trans, o fim das restrições discriminatórias
na doação de sangue e o acesso à saúde passaram pela Avenida Paulista antes de
chegarem aos tribunais. Segundo a organização, a Parada construiu essas pautas
como resultado direto da mobilização, visibilidade e pressão social organizada.
Segundo Nelson, “a Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque
a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. 30 anos
não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar,
para enfrentar, para participar e para decidir”.
Segundo a organização, a permanência da Parada nas ruas está
diretamente ligada à continuidade de desafios enfrentados pela população LGBT+.
A mobilização, nesse sentido, se mantém como instrumento de visibilidade,
reivindicação e participação política.
O manifesto completo da edição de 2026, que marca os
30 anos da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, está disponível nas redes
socias @paradasp
Créditos:
Angelina Colicchio Bosísio | Pevi 56
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa
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