Museu Judaico de São Paulo recebe Burle Marx: Plantas em Movimento *
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
Abril de 2025 - O Museu
Judaico de São Paulo apresenta, em parceria com o Instituto
Burle Marx, a exposição Burle Marx: Plantas em Movimento.
Com curadoria de Isabela Ono e Guilherme Wisnik, a
mostra traz um recorte introdutório da obra paisagística de Roberto
Burle Marx e seus colaboradores, com foco no uso de algumas espécies
vegetais – por meio de desenhos de projetos, fotografias,
filmagens e documentação do acervo do Instituto Burle Marx. A mostra tem
abertura para o público no dia 30 de abril.
O percurso evidencia o paisagismo, em Burle
Marx, como linguagem em que a vegetação assume papel central, estruturando
composições em constante transformação. A partir de projetos públicos e
privados, a seleção privilegia a recorrência de determinadas espécies e suas
associações, revelando um vocabulário vegetal que atravessa sua produção e se
fundamenta na observação direta dos biomas e na relação entre natureza e
cultura.
Também se evidencia o caráter coletivo desse
processo, construído a partir da colaboração com botânicos, arquitetos,
paisagistas, artistas e jardineiros, além das expedições realizadas pelo
território brasileiro. “A atualidade do legado de Burle Marx reside em sua militância
absolutamente pioneira em prol da preservação da natureza, e também na sua
compreensão da arte como uma presença viva e em movimento, já que os elementos
com os quais trabalhava – as espécies vegetais – mudam
constantemente, não admitindo formas fixas”, afirma Guilherme Wisnik.
Para Isabela Ono, curadora e diretora do
Instituto, ‘’em um compromisso ético, Burle Marx entendeu o paisagismo como
ferramenta para promoção de cidades mais verdes, plurais e inclusivas,
ampliando o bem viver para todos.”
A produção paisagística de Burle Marx articula
arte, botânica e observação direta da natureza, atravessada por uma formação
cultural diversa. Filho de um judeu alemão emigrado para o Brasil no início do
século 20, desenvolve uma abordagem aberta à convivência entre diferenças,
perceptível na associação entre espécies de distintas origens em composições
dinâmicas. “Na exposição, Burle Marx é apresentado como figura central do
paisagismo moderno e de uma reivindicação ambientalista ainda incipiente no Brasil.
Sua prática incorporou uma dimensão crítica, dirigida a questões urgentes
como preservação ambiental, valorização da biodiversidade local, e construção
de cidades mais sustentáveis e inclusivas. Como articulador de uma proposta
singular da brasilidade no âmbito do projeto arquitetônico e cultural moderno
mobilizou espécies nativas promovendo deslocamento entre biomas e contextos
diversos. Dessa forma, sua produção instaura uma poética do trânsito e do
movimento que encontra ressonância na experiência histórica da judeidade,
marcada também pelo deslocamento, desafios adaptativos e contínua reinvenção”,
conta Patricia Wagner, diretora de Curadoria e Participação do Museu Judaico de
São Paulo.
Mais do que uma apresentação cronológica, Plantas
em Movimento evidencia a atualidade desse pensamento ao situar o
paisagismo como ferramenta crítica diante de questões urgentes, como a
preservação ambiental, a valorização da biodiversidade e a construção de
cidades mais sustentáveis e inclusivas.
Sobre o Museu Judaico de São
Paulo (MUJ)
O Museu Judaico de São Paulo cultiva e apresenta a
diversidade das expressões da cultura judaica em diálogo com o contexto
brasileiro e com o contemporâneo, dedicando-se à defesa dos direitos humanos e
ao combate ao antissemitismo e a todas as formas de preconceito. Inaugurado em
2021, fruto de uma mobilização da sociedade civil, o MUJ possui o maior acervo
judaico da América Latina. Além de quatro andares expositivos, com exposições
de longa duração e temporárias, o Museu realiza festivais literários, concertos
musicais, seminários, debates, publicações, jornadas, oficinas e um amplo
programa educativo, entrelaçando perspectivas judaicas e não judaicas. Os
visitantes também têm acesso a uma biblioteca com mais de mil livros para consulta,
a um café com delícias gastronômicas comandadas por chefs e restaurantes
judaicos e a "Lodjinha", com produtos diversificados para festas e
tradições judaicas.
Sobre o Instituto Burle
Marx
Preservar e difundir o legado vivo do paisagista e multiartista Burle Marx e de seus colaboradores. Esta é a prioridade do Instituto Burle Marx, uma organização da sociedade civil criada em 2019 com a missão de promover cidades mais verdes, sustentáveis, inclusivas e acolhedoras, incentivar o bem-viver em ambientes públicos e privados, favorecer o encontro entre as pessoas e elementos naturais e propiciar o acesso ao paisagismo como fazer artístico a serviço da sociedade. O Instituto tem como inspiração um rico acervo que reúne mais de 150 mil obras entre projetos urbanísticos, estudos, croquis, desenhos, fotografias, recortes de jornal, cartas e documentos que foi cuidadosamente preservado ao longo de quase sete décadas de atuação de um dos maiores artistas brasileiros do século 20.
Créditos: Edgard França | Cor Comunicação
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

Comentários
Postar um comentário