Museu Afro Brasil Emanoel Araujo reúne exposições sobre Exu, quilombo, silêncio e novas leituras da história da arte *
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| Créditos: divulgação |
Silêncio Retumbante entra em seus últimos dias em cartaz, enquanto programação do mês apresenta quatro exposições que abordam espiritualidade, território e memória afro-diaspórica
São Paulo, abril de 2026 –
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria
da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo,
apresenta em abril uma programação de exposições que articula religiosidade,
território, memória e construção de narrativas a partir de perspectivas
afro-diaspóricas. Entre os destaques está Silêncio Retumbante,
dedicada à trajetória do artista pernambucano Izidorio Cavalcanti e
em cartaz somente até 12 de abril. A programação inclui ainda Padê
– sentinela à porta da memória, em cartaz até 26 de julho de
2026, Bença! O Quilombo do Jaó pelo olhar das crianças,
até 12 de julho, e A História Inventada e a Invenção de
Histórias, até 26 de abril.
Exposições em cartaz
Ingressos: R$ 15 (inteira) | R$ 7,50 (meia)
Quartas-feiras: gratuito
A exposição toma Exu como eixo central para refletir
sobre movimento, comunicação e transformação nas culturas afro-diaspóricas.
Organizada em três núcleos — África, Travessia e Diáspora —, a mostra reúne
obras do acervo do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo em diálogo com produções
contemporâneas, explorando diferentes representações do Orixá e sua presença
nas encruzilhadas simbólicas entre tempos, territórios e linguagens.
O percurso expositivo articula obras de artistas
como Emanoel Araujo, Sidney Amaral, Gustavo Nazareno, Carla Désirée, Felix
Farfan e Ronaldo Rêgo, além de Mario Cravo Neto, Pierre Verger e Mestre Didi,
evidenciando a permanência e a reinvenção de Exu na arte afro-brasileira e
afro-diaspórica. Também integram a mostra trabalhos de Moisés Patrício, Georges
Liautaud, Rafaela Kennedy, Rochelle Costi e Juliana Araujo, entre outros.
Ao reunir esculturas, fotografias, objetos do
sagrado e instalações, a exposição articula religiosidade, arte e memória e
reafirma Exu como princípio ativo nas dinâmicas culturais afro-brasileiras.
Apresentada na Marquise do museu, a mostra reúne
fotografias produzidas por crianças e adolescentes do Quilombo do Jaó, em
Itapeva, no âmbito da oficina Olhares de Dentro. Ao assumir a
câmera, os jovens constroem suas próprias narrativas sobre o território,
registrando cotidiano, vínculos, afetos e formas de pertencimento a partir de
uma perspectiva interna.
Participam da exposição Ana Julia, Ana Laura, Breno
Alex, Emanuele, Emerson, Esther, Kamilly Vitória, Lauany Vitória, Maria Clara e
Nicoly Vitória, com idades entre 8 e 15 anos, que transformam vivências em
imagem e assumem o papel de autores.
A mostra desloca o olhar tradicional sobre
comunidades quilombolas ao colocar seus próprios moradores como narradores e
destaca o gesto de pedir a bênção como prática cotidiana que atravessa relações
de respeito, afeto e continuidade entre gerações.
Na obra do artista beninense Roméo Mivekannin,
imagens clássicas da história da arte ocidental são revisitadas por meio de um
gesto de reinterpretação que desloca corpos, símbolos e protagonismos. O que
antes ocupava a margem passa ao centro, tensionando narrativas estabelecidas e
propondo novas leituras sobre memória, colonialidade e representação.
A exposição convida o público a refletir sobre os
processos de construção da história e os mecanismos de apagamento presentes nas
imagens ao longo do tempo.
A mostra reúne obras históricas e inéditas de
Izidorio Cavalcanti e amplia sua investigação sobre matéria, som e silêncio. Em
diferentes linguagens, o artista constrói um percurso em que corpo, espaço e
percepção entram em relação, propondo uma experiência sensível que tensiona
presença e ausência, gesto e escuta.
Em seus últimos dias em cartaz, a exposição se
apresenta como uma oportunidade para o público conhecer de perto a produção do
artista e sua pesquisa sobre o silêncio como potência estética e sensível.
Serviço | Museu Afro Brasil
Emanoel Araujo
Parque Ibirapuera – Portão 10
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – São Paulo/SP
Funcionamento: terça a domingo, das 10h às 17h
(permanência até 18h)
Ingressos: R$ 15 (inteira) | R$ 7,50 (meia)
Quartas-feiras: gratuito
Sobre o Museu Afro Brasil
Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição
da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São
Paulo, administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de
Cultura. Inaugurado em 2004 a partir da coleção particular de seu fundador, Emanoel
Araujo (1940–2022), o museu está localizado no Pavilhão Padre Manoel da
Nóbrega, no Parque Ibirapuera, e reúne um acervo com mais de 8 mil obras em
cerca de 12 mil m², abordando arte, história, religiosidade e as contribuições
da população negra para a construção da sociedade brasileira.
Créditos:
Marcela Lima | 4F Com
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa
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