Lançamento internacional reúne coletânea e marca participação de Maria Klien como coautora *
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| Foto meramente ilustrativa. |
O IV volume da coletânea Mulheres que Cruzaram
Oceanos será lançado em dois encontros internacionais neste mês. A obra reúne relatos
de mulheres de língua portuguesa e conta com a participação da psicóloga Maria
Klien como coautora. Os eventos acontecem na quarta-feira (22/4), no
Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Real, em Portugal, e na sexta-feira
(25/4), em Utrecht, na Holanda.
O projeto foi idealizado por Yeda Fernal e reúne
histórias que tratam de deslocamentos, mudanças internas e reconstruções ao
longo do tempo. A publicação propõe uma leitura sobre experiências que
atravessam dimensões geográficas e subjetivas, com base em vivências
compartilhadas por autoras de diferentes contextos.
Maria Klien participa
da obra com um texto que aborda processos ligados à ansiedade, ao medo e à
reorganização psíquica diante de mudanças. Sua contribuição parte da prática
clínica e propõe uma análise sobre como experiências internas acompanham
deslocamentos externos ao longo da trajetória individual.
“A travessia que proponho no livro não se limita
a um deslocamento no espaço. Trata-se de um percurso interno em que a pessoa
confronta estruturas construídas ao longo da vida, reconhece padrões de
funcionamento psíquico e inicia um processo de reorganização do próprio modo de
existir”, afirma Maria Klien.
A psicóloga também discute, no texto, a relação
entre identidade e adaptação em contextos de mudança. Segundo ela, o processo
de deslocamento pode mobilizar conteúdos psíquicos que permaneciam em estado
latente, exigindo elaboração consciente.
“Quando uma mulher atravessa um processo de
mudança, seja ele geográfico ou simbólico, ela entra em contato com registros
emocionais que estavam organizados de forma silenciosa. Esse encontro exige
elaboração, escuta interna e construção de novos referenciais para sustentar a
própria identidade”, declara.
A coletânea foi apresentada em edições anteriores em
espaços institucionais na Europa, incluindo a Embaixada do Brasil em Berlim,
consulados em Londres e Edimburgo, além de eventos realizados em Paris e
instituições acadêmicas. Ao longo das publicações, o projeto ampliou a
circulação de narrativas femininas em diferentes territórios.
No novo volume, a proposta editorial mantém o foco
em relatos que articulam experiências individuais e coletivas. A capa foi
criada pela artista plástica Gil Kosicka, com base nas histórias das
participantes, estabelecendo diálogo entre linguagem visual e conteúdo
narrativo.
Para Maria Klien, a escrita do capítulo
integra sua atuação clínica e amplia o campo de escuta para além do
consultório. A psicóloga destaca que o registro escrito permite organizar
experiências e atribuir sentido a processos internos.
“A escrita funciona como dispositivo de
elaboração psíquica. Ao narrar a própria trajetória, a pessoa acessa conteúdos,
reorganiza memórias e constrói novos significados para experiências que antes
operavam de forma fragmentada”, diz.
A autora também relaciona a proposta do livro com
sua linha de trabalho voltada à compreensão de estados emocionais e construção
de identidade. Em sua análise, o contato com diferentes narrativas pode
favorecer reconhecimento e reflexão.
“O encontro com outras histórias permite identificar pontos de contato entre trajetórias distintas. Esse reconhecimento amplia a compreensão sobre o funcionamento psíquico e contribui para processos de transformação que se constroem de forma gradual”, conclui.
Sobre Maria Klien:
Maria Klien exerce a psicologia, com título de
mestra na área, orientando sua investigação aos distúrbios relacionados ao medo
e à ansiedade. Sua atuação clínica integra métodos tradicionais e práticas
complementares, com foco nas demandas emocionais de cada indivíduo em seu
contexto singular. Também é criadora do Psicologia da Moda, iniciativa que
articula comportamento, identidade e expressão a partir da relação entre
vestuário e subjetividade. Como empreendedora, se dedica à ampliação do acesso
a recursos terapêuticos voltados à saúde psíquica, desenvolvendo instrumentos
que contribuem para o equilíbrio mental e para o enfrentamento de questões que
atravessam o bem-estar psicológico de cada paciente.
Créditos:
Igor Fernandes | Visar Plan
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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