Gillan: 45 anos de “Future Shock”
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| "Future Shock", do Gillan, que completa 45 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, 17 de abril, o quarto disco do Gillan (banda de Ian Gillan – ah, vá!), “Future Shock”, completa 45 anos de seu lançamento. Produzido pela própria banda, o material foi gravado entre dezembro de 1980 e janeiro de 1981 no Kingsway Recorders, em Londres, o play foi lançado pela Virgin.
Depois da boa aceitação de “Glory Road”, especialmente na Inglaterra, o Gillan
manteve a sua line-up – Ian Gillan (voz), Bernie Tormé (guitarra), John McCoy
(baixo), Mick Underwood (bateria) e Colin Towns (teclados) – para gravar o
disco seguinte. No entanto, durante a turnê de divulgação da obra, Tormé foi
substituído por Janick Gers (sim, um dos três guitarristas do Iron Maiden).
Com essa formação, o quinteto gravou um bom
disco de rock. A começar pela empolgante faixa-título, um Hard/Heavy contagiante,
com um bom riff de Tormé e, claro, a potência vocal de Ian Gillan. Ótima música
para abrir a obra. Em seguida, “Night Ride Out Of Phoenix”
mantém o peso, porém, mais lenta e arrastada que é protagonizada pelos teclados
de Towns. E Gillan relembra os tempos de Deep Purple, para alegria de quem ouve
a faixa, com “(The Ballad Of) The Lucitania Express”. O quarto tema é
a ótima “No Laughing In Heaven”, que é bem ‘purpleniana’, mas
que o grupo mostra toda a sua competência na parte rítmica, que fique registrado.
A obra chega à metade com “Sacre Bleu”, com uma
pegada veloz capitaneada pela guitarra de Bernie. E o play chega à metade com
um cover: “New Orleans”, composta por Frank Guida e Joseph Royster
e lançada pela primeira vez por Gary U.S. Bonds em 1960. Gillan e sua trupe
deixaram com um estilo mais Hard Rock, com uma pegada mais próxima do rock da
década de 1950.
O lado B da obra começa com a eletrizante “Bite The Bullet” é uma cacetada certeira, com ótimo
trabalho da dupla Underwood e McCoy. A obra chega ao seu momento mais
introspectivo com “If I Sing Softly”, que começa com
um bonito violão, arrastada e melancólica. Mas o ápice da canção fica por conta
da atuação perfeita de Ian Gillan. A penúltima faixa é “Don’t Want The Truth”, um Hard Rock cativante e com
notável presença do baixo de McCoy. E, para finalizar, “For Your Dreams”, que apresenta uma performance absurda
dos teclados de Colin Towns, assim como a interpretação de Ian Gillan, que,
assim, encerra de forma brilhante esse disco.
Com bons músicos em sua banda, Ian Gillan presenteou seus fãs com um belo trabalho. E o legal é que, nem sempre, o protagonismo ficou apenas com o vocalista, pois, teve momentos que Tormé e Towns se destacaram mais até que Ian. O disco “Future Shock” é enérgico e vigoroso, um Hard Rock para ninguém botar defeito. Para quem aprecia o Silver Voice com o Deep Purple, pode ouvir sem medo de hesitar.
O título é retirado do livro “Future Shock”, de Alvin Toffler. O LP de vinil original
tinha uma capa dobrável, com páginas centrais. A pintura da capa é de Alan
Daniels da Young Artists.
O álbum foi relançado com faixas bônus em 1989
e em 2007, com uma pequena variação de músicas. Enquanto na versão de 1989,
possui o cover de “Trouble”, um Blues gravado
originalmente em 1958 por Elvis Presley, enquanto a edição mais recente
apresenta um velho cover conhecido dos fãs do cantor: “Lucille”, que o próprio Gillan cantara com o Deep
Puple, com destaque para a incendiária performance no clássico “Made In Japan” (1972).
A seguir, a ficha técnica e o tracklist (versão de 1989) da obra.
Por Jorge Almeida

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