Feriado de 21 de abril: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo reúne exposições para quem fica em São Paulo *

 

Créditos: divulgação

Programação inclui mostra sobre Exu, exposição gratuita na Marquise e trabalhos em reta final

São Paulo, abril de 2026 - Para quem não vai viajar no feriado de 21 de abril, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, apresenta exposições que colocam em perspectiva temas como religiosidade, autoria, pertencimento e revisão histórica. Em cartaz, estão Padê – sentinela à porta da memóriaBença! O Quilombo do Jaó pelo olhar das crianças e A História Inventada e a Invenção de Histórias, de Roméo Mivekannin.

Entre os destaques está Padê – sentinela à porta da memória, em cartaz até 26 de julho de 2026, com ingressos do museu (R$ 15 inteira | R$ 7,50 meia e gratuidade às quartas-feiras). 

Com curadoria de Rosa Couto e Comitê Curatorial formado por Maurício Pestana, Renata Dias e Vera Nunes, a exposição toma Exu como eixo central para discutir comunicação, circulação e transformação. Organizada em três núcleos — África, Travessia e Diáspora —, a mostra articula obras do acervo do museu com produções contemporâneas, reunindo nomes como Emanoel Araujo, Sidney Amaral, Gustavo Nazareno, Carla Désirée, Mario Cravo Neto e Mestre Didi, entre outros. O percurso expositivo combina esculturas, fotografias, objetos do sagrado e instalações, evidenciando a permanência e as reinterpretações de Exu ao longo do tempo.

Na Marquise, com entrada gratuita e visitação até 12 de julho de 2026, Bença! O Quilombo do Jaó pelo olhar das crianças apresenta fotografias produzidas por crianças e adolescentes do Quilombo do Jaó, em Itapeva. 

Resultado da oficina “Olhares de Dentro”, a mostra desloca o olhar tradicional sobre comunidades quilombolas ao colocar seus próprios moradores como autores das imagens. Participam jovens entre 8 e 15 anos, que registram cotidiano, relações e formas de pertencimento a partir de uma perspectiva interna, transformando experiência em narrativa visual. A exposição pode ser visitada diariamente, das 5h à 0h, independentemente do funcionamento do museu.

Em seus últimos dias, A História Inventada e a Invenção de Histórias, do artista beninense Roméo Mivekannin, segue em cartaz até 26 de abril de 2026, com ingressos do museu. 

Com curadoria de Claudinei Roberto da Silva, a exposição reúne obras que partem de imagens clássicas da história da arte ocidental para propor deslocamentos de corpos, símbolos e centralidades. Ao inserir novos protagonistas em composições consagradas, o artista tensiona os mecanismos de construção da história e evidencia ausências estruturais, propondo uma revisão crítica das narrativas visuais que atravessam o imaginário ocidental.

Serviço | Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Parque Ibirapuera – Portão 10
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – São Paulo/SP
Funcionamento: terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até 18h)
Ingressos: R$ 15 (inteira) | R$ 7,50 (meia)
Quartas-feiras: gratuito

Bença! O Quilombo do Jaó pelo olhar das crianças
Local: Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Viisitação: até 12 de julho de 2026
Horário: das 5h à 0h
Entrada gratuita

Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004 a partir da coleção particular de seu fundador, Emanoel Araujo (1940–2022), o museu está localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, no Parque Ibirapuera, e reúne um acervo com mais de 8 mil obras em cerca de 12 mil m², abordando arte, história, religiosidade e as contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira.

Créditos: Marcela Lima | 4F Com

 

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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