Exposição "MEME: no Br@sil da memeficação" recebe cerca de 17 mil visitantes nos 3 primeiros dias de visitação *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Inaugurada no último sábado (28/03), com uma programação especial que contou com passeios na Carreta Furacão, intervenção artística, distribuição de brindes e kits de lanches na barraca do Sanduíche-íche, a exposição "MEME: no Br@sil da memeficação" vem atraindo um grande volume de visitantes ao CCBB BH desde os primeiros dias, confirmando o sucesso da atração.
Entre sábado e segunda, cerca de 17 mil pessoas
visitaram a exposição, que reúne mais de 800 criações assinadas por 200
produtores de conteúdo e artistas. A mostra investiga os memes como forma de
linguagem, crítica, afeto coletivo e produção estética. A exposição chega à
capital mineira depois de temporadas de sucesso em São Paulo e Brasília.
Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael
Monticelli, e colaboração do perfil de Instagram @newmemeseum, a mostra
convida o público a explorar a memeficação como um dos modos mais potentes – e
irônicos – de narrar o Brasil contemporâneo.
“Memes não são só piadas. Eles são ferramentas
políticas, culturais e afetivas. São como o Brasil elabora, disputa e contorna
suas diferenças – sociais, raciais, de gênero, estéticas – em tempo real”,
afirma Clarissa Diniz. “A exposição parte do humor para provocar: como estamos
refazendo o país através de suas imagens mais debochadas?”.
“É impossível compreender o Brasil de hoje sem
entender seus memes”, diz Ismael Monticelli. “Eles não apenas refletem a
realidade, mas atuam sobre ela: produzem memória, disputam narrativa, geram
pertencimento. Enquanto fazemos memes, os memes refazem o Brasil”.
A proposta curatorial rompe fronteiras entre o que é
visto como “alta” e “baixa” cultura, reunindo nomes consagrados da arte
contemporânea brasileira, como Anna Maria Maiolino, Gretta Sarfaty,
Nelson Leirner e Claudio Tozzi, ao lado de criadores de conteúdo como Blogueirinha,
Porta dos Fundos, Alessandra Araújo, Melted Vídeos, John Drops e Greengo Dictionary.
"A abertura da exposição fez valer a vocação pública, coletiva e espontânea dos memes. Ver o CCBB-BH preenchido pela diversidade dos corpos e existências do Brasil, convergindo para a memeficação, sublinhou a força social do humor: esse que é capaz de nos unir mesmo em tempos de guerra", destaca Clarissa Diniz, uma das curadoras da exposição.
A exposição “MEME: no Br@sil da memeficação” fica em
cartaz até 22 de junho, no Centro Cultural Banco do Brasil, o CCBB-BH. A
entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na internet ou na
bilheteria.
O meme antes do meme
Organizada em cinco núcleos temáticos – Ao
pé da letra, A hora dos amadores, Da versão à inversão, O
eu proliferado e Combater ficção com ficção – tendo
como prólogo um espaço tátil intitulado Alisa meu pelo e epílogo Memes:
o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?, a mostra ocupa o pátio e o 3º
andar do CCBB BH e possui cenografia imersiva e uma ampla diversidade de
linguagens: vídeos, neons, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas,
objetos, backlights, instalações sonoras e experiências
interativas.
“A exposição não tem a ambição de ser um inventário
do humor nacional, mas investigar os memes como uma linguagem viva, que
transborda a internet e afeta diretamente nossas formas de pensar, sentir e
agir”, afirma Ismael Monticelli. “Eles são dispositivos de memória, de disputa
e de pertencimento, que operam em altíssima velocidade e atravessam todas as
camadas da vida social”.
“Queremos provocar o público a pensar: será que essa
vocação memética do Brasil começou mesmo com os memes digitais?”, questiona
Clarissa Diniz. “Ou será que ela já se anunciava no carnaval, nos bordões da
TV, nas pichações e nos outdoors? O que acontece quando política, publicidade e
arte se dobram aos formatos da zoeira?”.
Ao receber este projeto, o Centro Cultural Banco do Brasil reafirma seu papel como um espaço vivo de diálogo com as linguagens contemporâneas, valorizando a potência crítica, afetiva e estética que surge tanto das redes quanto das ruas. A mostra também reforça o compromisso do CCBB com a valorização da cultura brasileira em toda a sua diversidade, incluindo as expressões que nascem, se desenvolvem e se reinventam no ambiente digital.
"MEME: no Br@sil da
memeficação" é uma produção da Patuá Produções, com
patrocínio do Banco do Brasi e da BB Asset. Depois de Belo Horizonte, a
exposição será apresentada no Rio de Janeiro (agosto a novembro de 2026).
Sobre os curadores
Clarissa Diniz é
curadora, escritora e professora em arte com 20 anos de carreira. Professora da
Escola de Belas Artes da UFRJ. Foi uma das primeiras curadoras brasileiras a
incluir memes em exposições. Realizou curadorias em importantes instituições
como no Museu de Arte do Rio, na Pinacoteca de São Paulo e no Museu de Artes de
São Paulo – MASP. Ao longo de sua carreira, já realizou curadorias de
exposições como: Contrapensamento selvagem (cocuradoria com
Cayo Honorato, Orlando Maneschy e Paulo Herkenhoff. Instituto Itaú Cultural,
SP); O abrigo e o terreno (cocuradoria com Paulo Herkenhoff.
Museu de Arte do Rio – MAR, 2013); Ambiguações (Centro
Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2013); Todo mundo é, exceto quem
não é – 13ª Bienal Naifs do Brasil (SESC Piracicaba, 2016 e Sesc
Belezinho,2017); Dja Guata Porã – Rio de Janeiro
Indígena (cocuradoria com Sandra Benites, Pablo Lafuente e José Ribamar
Bessa. MAR, 2017); Rio do samba: resistência e reinvenção (cocuradoria
com Evandro Salles, Marcelo Campos e Nei Lopes. MAR, 2018); À Nordeste (cocuradoria
com Bitu Cassundé e Marcelo Campos. Sesc 24 de Maio, São Paulo, 2019); Raio-que-o-parta:
ficções do moderno no Brasil (cocuradoria com Raphael Fonseca,
Fernanda Pitta, Aldrin Figueiredo, Marcelo Campos, Divino Sobral e Paula Ramos.
Sesc 24 de Maio, 2022) e Histórias Brasileiras (cocuradoria
com Adriano Pedrosa, Lilia Schwarcz, Sandra Benites, Isabella Rjeille, Amanda
Carneiro, André Mesquita, Guilherme Guifrida, Glacea Britto, dentre outros,
MASP, 2022). Entre 2006 e 2015, foi editora da revista Tatuí,
principal revista de crítica de arte brasileira, de viés experimental. Publicou
inúmeros catálogos e livros.
Ismael Monticelli é
artista multimídia. Sua pesquisa de doutorado, concluída em 2022, enfocou a
relação entre arte, internet e redes sociais. Foi contemplado pelo programa
Retomada Artes Visuais (2023) da Fundação Nacional de Artes – Funarte. Recebeu
o 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça (2019), o mais importante
prêmio para artistas em atuação no Brasil. Também foi um dos três artistas
selecionados para a Bolsa ProHelvetia de Residência para Artistas
Sul-Americanos, realizada na La Becque Résidence d’Artistes, La Tour-de-Peilz,
Suíça (2019). Realizou residência no Institute of Contemporary Arts de
Singapura, desenvolvendo um trabalho com parte da coleção da instituição.
Participou da 14ª e da 10ª Bienal do Mercosul (2025 e 2015). Entre 2022 e 2023,
seu trabalho foi destacado pelo The Guardian, pela Apollo Magazine e pela Ocula
Magazine, durante sua participação na exposição Horror in the Modernist Block
(curadoria de Melanie Pocock, Ikon Gallery, Birmingham, Reino Unido). Realizou
diversas exposições individuais, como O Teatro do Terror (Casa França-Brasil,
Rio de Janeiro, 2025; Museu Nacional da República, Brasília, 2024); e O que
sobrenada, sobrenada no caos (curadoria de Clarissa Diniz, Portas Vilaseca
Galeria, Rio de Janeiro, 2022). Participou de diversas exposições coletivas no
Brasil e em países como Reino Unido, Estados Unidos, Suíça e Singapura. Possui Doutorado
em Arte e Cultura Contemporânea – Arte, Imagem e Escrita (UERJ, 2022), Mestrado
em Artes Visuais – Processos de Criação e Poéticas do Cotidiano (UFPel, 2014) e
Bacharelado em Artes Visuais (UFRGS, 2010).
Colaboração | Perfil de
instagram New Memeseum
O @newmemeseum foi criado no final
de julho de 2020 e conta com quase meio milhão de seguidores. Uma das
principais motivações de sua criação foi o desejo de refletir, com humor e
ironia, sobre os mecanismos adotados para sobreviver no/ao mundo da arte e,
também, sobre os mecanismos que o mundo da arte nos impinge. O perfil realizou
a ocupação virtual Combater ficção com ficção no projeto ofício:web do
Sesc Pompéia, São Paulo, que ficou em cartaz de julho a agosto de 2021.
Participou da terceira edição do programa Pivô Satélite, São Paulo,
intitulada Sexo, Mentiras e Videotape, com curadoria de Raphael
Fonseca, com a proposta Panorama Botijão da Arte Brasileira. Além
disso, o trabalho do perfil já foi destacado pelos Jornais Folha de São Paulo e
O Globo.
Circuito Liberdade
O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade,
complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo
(Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de
manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando
em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam
desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na
economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da
democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.
Serviço:
Exposição "MEME: no Br@sil da
memeficação”
Período: Até 22 de junho de 2026
Horário: De quarta a segunda, das 10h às 22h
Local: Pátio e Galerias do 3º Andar – Centro
Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH)
Endereço: Praça da Liberdade, 450 – Funcionários,
Belo Horizonte – MG
Ingressos: Gratuitos, disponíveis pelo site ccbb.com.br/bh e
na bilheteria do CCBB BH
Créditos:
Fábio Gomides | A Dupla Informação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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