Van Halen: 40 anos de “5150”
![]() |
| “5150”, álbum do Van Halen que debuta Sammy Hagar na banda de Eddie Van Halen completa 40 anos em 2026. |
Na última terça-feira, 24 de março, além de “Dirty Work”, dos Rolling Stones, outro álbum que chegou aos seus 40 anos de existência foi o clássico “5150”, do Van Halen, disco que marcou a estreia de Sammy Hagar no lugar de David Lee Roth. Gravado entre novembro de 1985 e fevereiro de 1986 no 5150 Studios, na Califórnia, o trabalho teve a produção de Mick Jones, Donn Landee e de Eddie Van Halen e foi lançado pela Warner Bros. E, mesmo sem uma de suas principais figuras na trupe, com o veterano ex-vocalista do Montrose, o grupo conseguiu chegar ao topo das paradas no ranking de vendas.
Essa nova fase da banda, ficou marcada pelo
momento de descontração que os caras viviam, tanto que o título do trabalho – “5150” – corresponde ao código médico que indica
desordem mental com perigo para quem está por perto.
O álbum começa com a ótima “Good Enough” e quem dá as boas-vindas é justamente
Sammy Hagar com o seu eterno grito marcante logo de cara – “Hello, Baby!”. Depois, o que se segue é um Hard Rock
pegajoso com o saudoso Eddie Van Halen desfilando o seu arsenal repertório de
efeitos. Depois, aparece a pop “Why Can’t This Be Love”,
marcada pela presença de teclados e um refrão grudento. Foi o hit mais
bem-sucedido da obra, atingindo a terceira posição da Billboard 100. O terceiro
tema é a enérgica “Get Up”, que não deixa ninguém
ficar parado, destaque para o ótimo trabalho da bateria de Alex Van Halen,
lembra um pouco o disco anterior (“1984”) em termos rítmicos. A faixa quatro é um
clássico da fase Hagar no VH: “Dreams”, em que o
vocalista dá uma aula de interpretação, além do ótimo trabalho de backing vocal
feito sempre com competência por Michael Anthony e a canção foi apropriada para
ser executada nas grandes arenas. Ela fez parte da trilha sonora de “Power Rangers – O Filme” (1995). A obra chega à metade
com “Summer Nights”, que possui um ótimo riff de Eddie (se
bem que falar coisas desse tipo em se tratando de Eddie Van Halen soa
redundância). Mas o trunfo aqui é a formidável combinação dos vocais de Hagar
com a condução da guitarra. A faixa foi um dos singles da obra, mas foi o
que menos fez sucesso, chegando ao 33° lugar do Mainstream Rock Tracks.
Na sequência, os caras mantiveram a pegada da
faixa anterior com “Best Of Both Worlds”, que traz uma
pegada contagiante e que, por anos, fez parte do repertório do grupo, mais um
tema que não deixa ninguém parado. Já em “Love Walks In” é uma
excelente balada, inspirada melodia, com muito teclados e um excepcional solo
de guitarra. Esse clássico embalou a trilha sonora de muitos casais na década
de 1980. Posteriormente, aparece a faixa-título, que enaltece a forte presença
dos riffs de guitarra e a pegada do Hard Rock setentista e uma interessante
mudança de andamento. E, para finalizar, “Inside”, em que o
quarteto usa e abusa dos improvisos, com sintetizadores pulsando.
Em relação à capa do play, é exibido um
halterofilista imitando Atlas “carregado” o peso do mundo. No globo, vê-se as
inicias da banda. Enquanto a contracapa mostra o mesmo sujeito, já caído, por
não ter conseguido segurar o globo. Há quem diga que seria uma referência a
Dave Lee Roth e o tamanho de seu ego. Enquanto isso, Diamond Dave, por sua vez,
havia lançado pouco tempo antes seu primeiro trabalho solo, que foi bastante
elogiado pela crítica pelos fãs.
E, convenhamos, apesar de boa parte dos fãs do
Van Halen se dividirem entre a preferência com relação aos dois vocalistas, “5150” é um discaço, afinal, além de ter sido o primeiro
trabalho da banda a ocupar o primeiro lugar, o clássico álbum desbancou do topo
das paradas “apenas” a obra-prima “Thriller” (1982), de
Michael Jackson.
O Van Halen acertou em cheio ao escolher Sammy
Hagar para ocupar o posto deixado por David Lee Roth, isso é inegável. Tá aí “5150” que não deixar mentir. Um disco que merece ser
ouvido nota por nota. Obrigatório na presença de qualquer “oitentista raiz”.
A seguir, a ficha técnica e o tracklist da
obra.
Por Jorge Almeida

Comentários
Postar um comentário