Queen: 35 anos de “Innuendo”
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| "Innuendo", o último disco do Queen lançado com Freddie Mercury em vida, completa 35 anos em 2026. |
Hoje, 4 de fevereiro, completam-se 35 anos do lançamento do último álbum de estúdio do Queen lançado com Freddie Mercury em vida: “Innuendo“. O disco foi gravado entre março de 1989 e novembro de 1990 nos Estúdio Metropolis (em Londres) e no Moutain Studios, em Montreux (Suíça).
A ideia inicial era para que “Innuendo” fosse lançado no fim de 1990 para, assim,
aproveitar a época de Natal para alavancar suas vendas. Porém, em função da
fragilizada da saúde do vocalista Freddie Mercury as gravações ocorreram mais
lentamente, propiciando para que o disco fosse lançado em fevereiro de 1991.
Assim como no álbum anterior, o excelente “The Miracle”, a autoria das faixas está creditada como
“Queen”, exceto em “All God’s People” que é de autoria
da banda e Mike Moran. Isso se deve ao fato de que a faixa foi gravada
inicialmente no álbum solo de Mercury, “Barcelona”, em que
Moran ajudou o vocalista nas composições.
O disco é considerado o mais triste produzido
pelo grupo, uma vez que durante os clipes, especialmente em “These Are The Days Of Our Lives”, percebe-se um Mercury
claramente fraco e abatido (por isso que o clipe foi lançado em preto e branco
para “disfarçar”), em função da AIDS que ele contraiu há alguns anos e que foi
mantida em sigilo pelo vocalista, que só pronunciou-se para dizer que era
soropositivo no dia anterior à sua morte, ocorrida em 24 de novembro de 1991.
A faixa-título começou como uma começou jam
session na Suíça, entre maio de Taylor e Deacon, na Primavera de 1989. Mercury
estava lá em cima e ouvi-los tocar o ritmo, ea transformou em uma música, criar
a melodia e começando a letra. Foi lançada como single e ficou em primeiro
lugar nas paradas do Reino Unido. Já a faixa seguinte, “I’m Going Slightly Mad“, foi iniciada na casa de
Mercury em Londres, depois que ele teve a ideia de escrever uma canção sobre a
loucura. Enquanto isso, a terceira canção, “Headlong”, seria
para um álbum solo que Brian May estava fazendo paralelamente. Mas ao ouvir
Mercury cantando-a, ele achou que seria melhor como “uma música do Queen”.
Logo, a banda, como um todo, fez modificações na música.
Assim como “Headlong”, “I Can’t Live With You”, a quarta canção, era
inicialmente para ser incluída no álbum solo de Brian May, mas entrou no
tracklist de Innuendo pelo fato dos outros integrantes terem gostado dela. Sua
sucessora, “Don’t Try To Hard” foi escrita com características
semelhantes de músicas que fizeram parte do “The Game” (álbum do
Queen lançado em 1980). A metade de Innuendo chega com “Ride the Wild Wind” que foi composta por Roger Taylor,
que gravou uma demo com sua própria voz. A versão definitiva é cantada por
Mercury com Taylor nos vocais de apoio. É como se fosse uma continuação de “I’m Love With My Car”, hit composto pelo baterista no
clássico “A Night At The Opera”, de 1975. Como já foi dito acima,
a sétima canção, “All God’s People” foi composta
inicialmente para ser incluída no álbum solo de Mercury, que teve Mike Moran
como co-autor. Logo em seguida, “These Are The Days Of Our Lives”
(de Taylor), além da parte do clipe citado acima, é harmonicamente uma das
canções mais simples do Queen. A percussão foi gravada por David Richards.
E Freddie Mercury resolveu homenagear a sua
gata de estimação em “Innuendo”, de nome “Delilah”. A música só foi incluída no tracklist após a
insistência do vocalista para com o baterista Roger Taylor que não gostava da
canção. A antepenúltima faixa do disco é “The Hitman” e nesta
todos os backing vocais foram feitos por May. A versão demo é cantada pelo
guitarrista, com Freddie fazendo os comentários falados (como “Bite the bullet
baby!”). A penúltima faixa, “Bijou”, composta
pela dupla Mercury e May, foi executada em 2008 pelo “Queen + Paul Rodgers” na
turnê de Cosmos Rock em que a reprodução do verso era ao vivo e os vocais de
Mercury em estúdio enquanto o telão mostrava imagens do show do grupo em
Wembley em 1986. E, para finalizar, “The Show Must Go On”,
uma grande letra que, apesar das condições de saúde de Freddie Mercury, serviu
para comprovar todo o talento único e peculiar do saudoso vocalista. Vale a
pena.
E só por curiosidade: “Innuendo” foi eleito o 94º melhor álbum de todos os
tempos em uma pesquisa realizada em 2006 pela BBC.
A seguir, a ficha técnica e o tracklist da
obra.
Por Jorge Almeida

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