[Santos - SP] Ponto de Cultura Indígena une sabedoria ancestral com ação ambiental *
Evento que inaugura
Observatório Astronômico Indígena receberá encontro de lideranças,
apresentações culturais e evento ambiental, no dia 17 de dezembro.
A roda de conversa será mediada por Jandé Potyguara,
multi-artista indígena e idealizador do observatório indígena ao lado de Juá
Jacarandá, indígena educadora popular e cientista social.
“A conversa envolverá importantes lideranças
indígenas como Awa Tenondegua, cacique da aldeia Tapirema e coordenador da
Arpin Sudeste que estava presente na Cop 30, Catharina Apolinário, jornalista
que falará sobre sua pesquisa Memórias, Histórias e Apagamentos Indígenas em
Santos, Guaciane professora e liderança da aldeia Tapirema. Nas apresentações
culturais, destaque para o multi-artista Wescritor, poeta e rapper. Além disso
teremos apresentação de coral, dança ancestral com Jandé e grafismo indígena.
Uma verdadeira imersão para se aprofundar na cosmovisão indígena, explica
Estela Vajda, produtora cultural.
Idealizado pelo multiartista indígena Jandé Potyguara, o observatório “Caminhos do Céu” propõe uma imersão única no universo astronômico indígena, unindo cosmovisão, tradição, sabedoria, arte e educação ambiental.
“Antigamente, os povos indígenas observavam o
movimento das estrelas como um GPS, para se orientar nas trilhas, definir
épocas de plantio, colheita e caça, os ciclos da natureza. O observatório
funciona como um marcador do espaço-tempo, revelando como os povos indígenas
compreendem a leitura do céu e das estrelas, interpretando as constelações. O
observatório atual é uma reconstrução contemporânea desse conhecimento
ancestral, feita com pedras dispostas de forma a indicar direções e momentos do
tempo e do céu. É um espaço vivo de espiritualidade, de conexão entre o céu, a
terra e as pessoas”, explica Jandé, Indígena Potiguara nascido numa antiga
aldeia chamada Mucuripeaçu, no Ceará.
Programação:
· 09h00
- Ação Voluntária EcoFaxina: Mutirão de limpeza no entorno do quebra-mar com a
participação de indígenas e do público presente.
https://forms.gle/
· 12h30 - Roda de Conversa “Teko Porã”: Permanências indígenas e preservação da vida. Awa Tenondegua (Cacique da aldeia Tapirema e coordenador da Arpin Sudeste), Catharina Apolinário (jornalista e pesquisadora), Guaciane Gomes (professora e liderança da aldeia Tapirema), JùpïRã (artista, geógrafo e pesquisador transceccional de linguagens), Karol Kaysá (atriz, produtora cultural e arte educadora), Mimby Tupi (artista de grafismo indígena), Ronildo Guarany Amandios (Cacique Aldeia Paranapuã) e Wescritor (multiartista e jovem liderança).
· 14h30 - Manifestações Culturais Indígenas: Coral Mensageiros de Tekoá Paranapuã, grafismo indígena de Mimby Tupi, dança ancestral contemporânea de Jandé Potyguara, música de Wescritor.
· 16h30 - Distribuição de mudas com orientações de plantio.
· 17h00 - Cerimônia de encerramento.
Evento gratuito e aberto ao público. As pessoas que
quiserem acompanhar devem levar cadeiras, cangas, e proteção para o sol. Em
caso de mau tempo o evento será adiado.
Sobre
“Jandé Kodo Potyguara”: Nascido em Fortaleza e residente há 15 anos de
Santos (SP), Jandê - Kodo é indígena descendente do povo Potyguara, do Ceará. É
bailarino, performer, dramaturgista, professor de dança, coreógrafo, fotógrafo,
videomaker, editor e cenógrafo de práticas ancestrais. É diretor da Cia Etra
junto com Ariadne Fernandes, fundada em 2001 e, em 2006, lançou o Canal OitO,
realizando produções audiovisuais com foco na documentação e fomento da
videodança no Brasil, com programas e experimentos em videodança.
Sobre
o Instituto EcoFaxina: O Instituto EcoFaxina é uma associação civil
sem fins lucrativos, fundada em 2008 na cidade de Santos para combater a
poluição marinha e a degradação de ecossistemas aquáticos por meio da
elaboração de projetos, desenvolvimento de pesquisas e promoção de políticas
públicas, tendo como estratégia a contenção do resíduo sólido flutuante e a
recuperação de áreas de preservação permanente, em parceria com o poder
público, comunidades de palafitas e setor privado. O Instituto EcoFaxina
inspira pessoas a falarem e agirem pelo Oceano e desde sua fundação, o
Instituto realizou 203 ações, com o envolvimento de mais de 6.500 voluntários
que retiraram 94.733 kg de resíduos sólidos de ecossistemas aquáticos
dulcícolas e marinhos.
Fomento
público: O projeto Ponto de Cultura Observatório Indígena
Caminho do Céu é uma iniciativa de Jandé Potyguara em parceria com o Instituto
EcoFaxina e Estela Vajda, produtora cultural, e foi viabilizado por meio de
recursos financeiros provenientes de emendas parlamentares das vereadoras
Débora Camilo e Audrey Kleys.
Créditos: Rafaella Malucelli | Comunicadora de Boas Ideias!
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa
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