Rush: 45 anos de “Fly By Night”
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| "Fly By Night": álbum que marca a estreia de Neil Peart no Rush, completa 45 anos em 2025. |
Hoje, 15 de fevereiro, um dos álbuns mais conhecidos do Rush (e também da história do rock) completa 45 anos de lançamento. Trata-se do clássico “Fly By Night”, o segundo trabalho do grupo canadense e que marca a estreia de Neil Peart na bateria. Produzido pela banda em conjunto com Terry Brown, o álbum foi gravado entre dezembro de 1974 e janeiro de 1975 no Toronto Sound Studios, em Toronto, Canadá, e foi o primeiro a ser lançado por uma grande gravadora, a Mercury Records.
Depois de
lançarem o bom ‘debut’ no ano anterior, o Rush precisou trocar de baterista,
pois John Rutsey saiu em virtude de problemas de saúde, mais precisamente
diabetes, aliado ao seu desgosto em fazer turnês. Recrutado oficialmente em
julho de 1974, Neil Peart não foi apenas um “mero” baterista no Rush. Com ele
na banda, mudou-se o processo criativo na música do trio. Com o pouco interesse
em escrever por parte de Geddy Lee, o baterista passou a ser, a partir de
então, o principal letrista da banda, enquanto o baixista e o guitarrista Alex
Lifeson passaram a focar os aspectos instrumentais das músicas do Rush. Com
Peart, o baterista favorito de nove em cada dez aspirantes a baterista, na
criação das letras, as temáticas das canções da banda mudaram radicalmente em
virtude do fascínio de Neil por fantasia e ficção científica. Isso também mexeu
com a musicalidade do trio: eles deixavam um pouco de lado o Hard Rock Blues à
lá Led Zeppelin e assumiram, embora não tão afinco como nos trabalhos
posteriores, a veia progressiva.
O
play abre com a incrível “Anthem”,
com riffs rápidos e certeiros, além da agressividade de Neil Peart na bateria.
Um ‘hardão’ de primeira. Em seguida, sem deixar o nível cair, surge “Best I Can”,
outro Hard Rock nitidamente influenciado por Led Zeppelin. O terceiro tema é “Beneath, Between And Behind”,
grande música que comprova a qualidade de compositor de mão cheia que é Peart.
A letra aborda acontecimentos da Idade Média.
E
“Fly By Night” chega
a sua metade com a épica “By-Tor
And The Snow Dog”, a primeira mini história em uma música do
grupo: repleta de arranjos complexos e formatos, a música fala da briga de dois
cachorros (!). Isso mesmo, cachorros. Dois cães – que dão nome à canção – de um
roadie da banda se gladiaram e a imaginação perspicaz Neil Peart viu ali um
belo enredo. A faixa é dividida em quatro peças: “At The Tobes Of Hades”, “Across The Styx”, “Of The Battle” e “Epilogue”.
Em
seguida vem a faixa que dá título ao álbum. “Fly By Night” (a música) foi um sucesso comercial
e é, até hoje, uma das mais pedidas e aclamadas nos shows do Rush. Aqui, o riff
e o solo de Alex Lifeson são os destaques. O sexto tema é a ‘esquecida’ “Making Memories”,
com sua bela letra e levada country agregada por Lifeson. A penúltima música do
disco é a ótima balada “Rivendell”,
inspirada no clássico livro de J.R.R. Tolkien – “O Senhor dos Anéis”. E o álbum é finalizado com a bela
“In The End”,
outra balada e pesada, uma das únicas faixas que não foi composta por Peart.
Apesar
de não ser considerado como o melhor álbum, nem o mais criativo ou inspirado do
Rush (isso não significa que seja ruim, que fique claro), “Fly By Night” foi
primordial para a carreira dessa incrível banda canadense. Mas,
particularmente, para esse que vos escreve, foi o primeiro disco do Rush que me
cativou, simplesmente por sua incrível capa. Assinada por Eraldo Carugati (o
mesmo sujeito que trabalhou nos álbuns solos lançados pelos integrantes do Kiss
em 1978), a capa do “disco da coruja” foi o suficiente para que me convencer
que “Fly By Night” é um
“baita disco”. Vale a pena a aquisição.
Abaixo, a
ficha técnica e o tracklist do disco.
Por Jorge
Almeida

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