'Squel, Confissões de uma porta-bandeira' participa da 50ª Mostra de São Paulo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Na seleção da Mostra Brasil, doc acompanha Squel
Jorgea, porta-bandeira da Mangueira e Portela, em seu retorno à avenida após a
maternidade
Após se aposentar em 2022, Squel Jorgea decide voltar ao Carnaval do Rio. Porta-bandeira por mais de 20 anos, ela foi a primeira a representar tanto a Mangueira quanto a Portela. De volta após a maternidade solo, reencontra o corpo, o gesto e a força que a tornaram referência. Na avenida, dança o enredo de Um Defeito de Cor, a resposta de um filho à carta de sua mãe escravizada, história que ecoa sua trajetória. Entre o silêncio e o tambor, sua dança se transforma em rito, resistência e celebração da cultura afro-brasileira.
Esta
é a premissa de "Squel,
Confissões de uma porta-bandeira",
de Celina Torrealba e Zeca
Brito, longa-metragem que ganha, este
mês, sua première paulista na 50ª
Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
no dia 22, às 21h30min, no Espaço Petrobrás de Cinema, Sala 1. A exibição dentro do evento, que
ocorre de 15 a 29 de outubro, acontece dentro da Mostra Brasil.
A produção é assinada
pela Donna Features, com coprodução da Anti Filmes. Celina e Zeca também
dividem créditos de roteiro, produção e fotografia. O filme tem previsão de
lançamento marcada para 2027. "Squel" teve sua primeira exibição no
Festival do Rio.
"É um momento
muito importante para mim. Minha ficha ainda não caiu, meu coração está
apertadíssimo”, conta Squel Jorgea. Para ela, se tornar protagonista de um
filme ganha um significado ainda maior quando lembra sua carreira desde a
infância, na Baixada Fluminense. "Para aquela menina que começou em uma
escolinha de mestre-sala e porta-bandeira para crianças, ver hoje essa mulher
sambista, negra, artista e popular ocupando esse espaço em um mundo ainda tão
machista é uma conquista muito grande", complementa.
A produção nasceu da
admiração dos cineastas por Squel. Ela já estava aposentada da Mangueira quando
as gravações começaram, mas o longa ganhou novos contornos após a sambista
receber um convite da Portela. A porta-bandeira, aos 40 anos, precisou então se
reinventar, depois de ter feito o que o Carnaval muitas vezes não permite: ser
mãe. A festa popular coloca a mulher em evidência na avenida, mas, no dia
seguinte, nem sempre garante a ela o sustento. Squel conhece essa realidade
como poucas.
Entre intermináveis
ensaios e preparações, o documentário também acompanha os bastidores que
antecedem as sempre aguardadas performances de Squel na Marquês de Sapucaí.
"Entendi ali que o que emociona é resultado de um esforço enorme, que
acontece longe dos olhos do público", relembra Celina Torrealba. A
experiência também aproximou a equipe do universo da sambista: "Foi um
privilégio acompanhar a Squel nos bastidores e entrar no seu universo". A
produção do documentário durou cerca de quatro anos.
"Squel é uma das
maiores artistas nascidas no Brasil. Ela é a personificação da cultura popular
brasileira, da sofisticada linguagem do bailado carnavalesco, resultando de
muitos conhecimentos e ancestralidades", destaca Zeca Brito. “Apresentamos
o processo de criação dessa artista, em uma narrativa muito direta, onde ela
revisita sua história enquanto se prepara para um próximo grande desafio. É um
filme de superação e autoconhecimento", resume.
Serviço
"Squel,
Confissões de uma porta-bandeira"
(2026)
50ª
Mostra Internacional de Cinema em São Paulo,
Mostra Brasil
Première:
dia 22 de outubro, quinta-feira, às 21h30min, no
Espaço Petrobrás de Cinema, Sala 1 (Rua Augusta, 1.475)
Brasil | Documentário
| 85 min | Cor
Instagram: @donnafeatures
Ficha
Técnica
Direção: Celina
Torrealba e Zeca Brito
Produtores: Sergio
Carpi, Celina Torrealba, Frederico Ruas, Zeca Brito, Suzana Villas Boas e Squel
Jorgea
Produção: Donna
Features
Coprodução: Anti Filmes
Montagem: Jardel
Machado Hermes
Roteiro: Celina
Torrealba, Zeca Brito, Jardel Machado Hermes e Renato Dornelles
Direção de Fotografia:
Celina Torrealba, Zeca Brito, Bruno Polidoro e Érica Rocha
Música Original:
Fernando Aranha e Guga Bruno
Colorista: Marina
Cotrim
Design de Som:
Fernando Aranha
Mixagem: Bernardo
Adeodato
Personagens: Squel
Jorgea, Marluce Medeiros Paz e Marlon Lamar
Créditos: Patrícia Rabello
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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