 |
| Foto meramente ilustrativa. |
Com participações especiais dos
artistas que também integram o álbum recém-lançado, Pra Gente Se Acabar,
coletivo paulista toca pela primeira vez as canções do 5º disco para uma noite
de celebração, reflexão e muito balanço no Sesc Pompéia.
E se o mundo estiver acabando, que seja dançando! É
com esse espírito que Samuca e a Selva sobe ao palco do Sesc
Pompeia, no dia 31 de outubro, sábado, às 21h, para o show de
lançamento de “Pra
Gente Se Acabar”, quinto álbum de estúdio do coletivo paulista.
Com direção de Beatriz Barros, a apresentação contará com
participações especiais de artistas que participaram das gravações do álbum: Carlos Dafé,
um dos grandes nomes da soul music brasileira, da cantora e performer Silvia
Machete e do trio de vocalistas do grupo Abacaxepa, formado por
Bruna Alimonda, Carol Cavesso e Rodrigo Mancusi, que além de participarem na
canção “Flor do Mistério”, também assinaram os backing vocals das demais faixa
do álbum.
Com dez músicos em sua formação, Samuca e a Selva prometem transformar a noite
em um grande baile, daqueles que convidam o público a celebrar a vida mesmo
diante das incertezas sobre o futuro.
As vendas on-line de ingressos já estão disponíveis no site do Sesc São Paulo.
Lançado nas plataformas digitais em 23 de setembro, “Pra Gente Se Acabar” é
o trabalho mais maduro e reflexivo dos mais de 11 anos de trajetória do grupo.
São 13 canções que transitam entre a euforia e a melancolia, o desejo de
permanência e a consciência da finitude. No palco, esse universo ganha corpo
com a potência sonora que tornou Samuca e a Selva conhecida por apresentações
arrebatadoras, marcadas pela mistura de ritmos brasileiros, música latina, jazz
e uma energia contagiante.
As presenças de Carlos Dafé, Silvia Machete e Abacaxepa tornam o lançamento
ainda mais especial, levando ao palco os encontros musicais que ajudaram a
construir a identidade do álbum. Representantes de diferentes gerações e
linguagens da música brasileira, os convidados ampliam a riqueza sonora da
apresentação e reforçam o caráter coletivo de um projeto que celebra a troca
artística, a diversidade e a força dos encontros.
Completando a lista de reforços especiais, a diretora Beatriz Barros é quem
assina a direção do espetáculo. Reconhecida por seus trabalhos no teatro como a
aclamada montagem de “O Avesso da Pele”, o monólogo “Rita Lee: Balada da Louca”
estrelando Lília Cabral e “Nó”, Beatriz faz sua estreia dirigindo shows e não
esconde a empolgação com a possibilidade de tornar o álbum uma experiência
viva, capaz de atravessar o público lançando mão de diversos recursos cênicos.
Mas, por trás da festa, existe uma questão que atravessa todo o
novo trabalho: até quando será possível manter uma banda de dez integrantes na
estrada? Em um mercado musical cada vez mais voltado para
carreiras individuais, o coletivo enfrenta os desafios de sustentar uma
formação numerosa e horizontal. O disco nasce justamente dessa inquietação e
transforma a possibilidade de um encerramento em matéria-prima para a criação
artística.
“O tempo avança, novas prioridades da vida adulta vão surgindo e
o mercado muda drasticamente, favorecendo em inúmeros aspectos os artistas solo
e fazendo com que as bandas, principalmente as de grandes formações, entrem,
pouco a pouco num processo de extinção. Tem sido difícil manter um coletivo
horizontal deste tamanho e a gente, em meio a orgulho e cansaço, tem se
perguntado sinceramente se ainda faz sentido”, afirma Samuel Samuca,
vocalista e fundador do grupo.
O fim da banda não está decretado, mas é uma possibilidade real
que o grupo decidiu encarar sem disfarces. E é justamente essa tensão que dá ao
show de lançamento uma dimensão especial: mais do que apresentar um novo
repertório, Samuca e a Selva convida o público a celebrar sua história e a
própria vida enquanto ainda é possível.
Um
disco para dançar enquanto o mundo ainda gira
O título “Pra Gente Se Acabar” carrega múltiplos significados.
Ao mesmo tempo em que aponta para a possível despedida do grupo, faz referência
às crises contemporâneas que atravessam a sociedade, como as mudanças
climáticas, as guerras, o avanço do individualismo e as transformações
políticas e tecnológicas. Por outro lado, recupera uma expressão genuinamente
brasileira, associada à festa, à entrega e à vontade de dançar até não poder.
“É um projeto sensível que ensaia sobre a grande merda que é o
fim e a grande beleza que há em enfrentá-lo, escolhendo dançar e se entregar ao
máximo pra vida enquanto ela ainda existe, ainda que em meio ao caos. É sobre
honrar a nossa trajetória, que é tão bonita e ao longo da última década se
confunde com a nossa própria existência”, resume Samuca.
No show do Sesc Pompeia, essa dualidade se traduz em um
repertório que combina o balanço característico da banda com letras que abordam
saúde mental, especulação imobiliária, paixões, saudade, angústias e os dilemas
do tempo presente. É música para dançar, mas também para ouvir, sentir e
refletir.
Com referências que vão de Marku Ribas a Sade,
o álbum reafirma a identidade musical de Samuca e a Selva, marcada pela fusão
de gêneros e pela força de seus arranjos. A produção musical é assinada por Marcos
Maurício, parceiro de longa data do grupo, responsável também
por trabalhos como “Madurar” (2016), álbum de estreia indicado ao 28º Prêmio da
Música Brasileira, e “Ditados Populares Dançantes” (2022), que integrou a lista
dos 50 melhores discos do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte
(APCA). Pela primeira vez, Samuel Samuca divide a coprodução do álbum com
Marcos, consolidando uma nova etapa de amadurecimento artístico.
Sobre
Samuca e a Selva
Com mais de 11 anos de trajetória, Samuca e a Selva é um
coletivo musical paulista conhecido pela mistura de ritmos brasileiros,
influências latinas e jazz, combinando arranjos elaborados, letras poéticas e
apresentações de grande energia. Sua discografia inclui “Madurar” (2016),
indicado ao 28º Prêmio da Música Brasileira, “Ditados Populares Dançantes”
(2022), destacado pela APCA, e o recém-lançado “Pra Gente Se Acabar” (2026),
quinto trabalho de estúdio do grupo.
Formação: Samuel Samuca (voz
e flauta transversal), Carol Leão (teclados e voz), Allan Spirandelli
(guitarras e voz), Léo Malagrino (baixo e voz), Guilherme Nakata (bateria e
voz), Dominique Vieira (percussão), Kiko Bonato (sax tenor, sax alto e
escaleta), Bio Bonato (sax barítono e flauta transversal), Felippe Pipeta
(trompete) e Victor Fão (trombone).
SERVIÇO
Samuca
e a Selva – Show de lançamento do álbum “Pra Gente Se Acabar”
Participações
especiais: Carlos Dafé, Silvia Machete e Abacaxepa
Data:
31 de outubro de 2026 (sábado)
Horário:
21h
Local:
Comedoria do Sesc Pompeia
Ingressos:
Vendas on-line a partir das 17h do dia 20 de outubro de 2026.
Créditos:
Marcus Vinícius | MV Dias Magalhães
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
Comentários
Postar um comentário