Projeto da Cia Bendita pesquisa a história do teatro infantil brasileiro e apresenta mostra de repertório gratuita no Teatro Cacilda Becker *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Ações reúnem intercâmbios entre grupos de
diferentes territórios, leituras dramáticas, debates, podcasts, publicação e
ações de acessibilidade; em outubro, cinco espetáculos da trajetória da
companhia integram mostra gratuita
Em outubro, a Cia Bendita ocupa o Teatro Cacilda Becker
com uma mostra gratuita de seu repertório: entre os dias 10 e 24, os
espetáculos Terremota (2012), Gagá (2017), Elagalinha
(2019), Fábula (2022) e O Retrato de Janete
(2024) serão apresentados em sessões às 11h e às 16h (confira o serviço
completo abaixo). No fim do mês, também no Cacilda Becker, acontece a Mostra
Panorama, com a leitura dramática de textos selecionados com a participação
de grupos de diversos territórios de São Paulo. A programação integra o projeto
realizado pela companhia em 2026, com apoio do Programa Municipal de Fomento ao
Teatro para a Cidade de São Paulo, dedicado à pesquisa, ao resgate e à difusão
da história do teatro infantil brasileiro.
Fundada
em 2012 por Jackie Obrigon e Marcelo Romagnoli, a Cia Bendita desenvolve, há 14
anos, uma trajetória dedicada à criação artística para as infâncias. Seus
espetáculos também acumularam prêmios e reconhecimentos por seu trabalho
artístico: Terremota (2012) recebeu o Prêmio APCA de Melhor Texto e os
prêmios Coca-Cola Femsa de Melhor Texto e Melhor Atriz, além de ter seu livro
homônimo distinguido com o selo de Altamente Recomendável da Fundação Nacional
do Livro Infanto-Juvenil (FNLIJ); Gagá (2017) foi premiado pelo APCA nas
categorias Melhor Texto e Melhor Cenário e recebeu o Prêmio São Paulo de
Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem de Melhor Cenário. Já Elagalinha
(2019) recebeu o APCA de Melhor Espetáculo de Rua e foi contemplado pelo ProAC
no programa de Incentivo à Criação e Publicação Literária, dando origem ao
livro publicado pela Editora Patuá.
A
mostra integra um projeto mais amplo que propõe um mergulho na produção
dramatúrgica voltada às infâncias, de 1948 aos dias atuais. Ao longo de 2026, a
Cia Bendita reúne artistas, pesquisadores, educadores e grupos teatrais em um
processo de investigação que procura recuperar obras, autores e experiências
que ajudaram a construir o teatro infantil brasileiro.
As
atividades partiram de perguntas lançadas pelos diretores sobre o lugar ocupado
pelo teatro para as infâncias na cultura brasileira: “como preservar a memória
de uma produção artística fundamental para a formação cultural das crianças e,
ao mesmo tempo, criar condições para que ela continue sendo reinventada?”.
Para
Marcelo Romagnoli, cofundador, dramaturgo e diretor da Cia Bendita, “o projeto
é também uma forma de abrir espaço para essa conversa, recuperar uma história e
pensar o que estamos fazendo hoje e para onde queremos ir”.
Entre
as ações estão intercâmbios entre coletivos de diferentes territórios de São
Paulo, leituras dramáticas de textos históricos, mesas de debate, aulas,
podcasts, publicação de um livro e ações de acessibilidade cultural.
“É
importante tratar a dramaturgia para crianças como literatura e como arte, e
não apenas como entretenimento. Existe uma história, existe uma pesquisa e
existe um campo artístico com muitas possibilidades. Se não falarmos sobre
isso, essa memória vai desaparecendo”, afirma Romagnoli.
Mostra
de Repertório
A
Mostra de Repertório apresenta os cinco espetáculos do repertório da companhia:
Terremota, de 2012, integra o início da trajetória do grupo; seguidos
por Gagá (2017) e Elagalinha (2019); Fábula (2022) e O
Retrato de Janete (2024) representam trabalhos mais recentes.
“A
reunião dessas obras no palco do Cacilda Becker permite acompanhar diferentes
linguagens, temas e perspectivas desenvolvidos pela companhia ao longo dos
anos. Continuamos dialogando com o dia de hoje”, afirma Jackie
Obrigon. A programação também amplia o acesso ao repertório, com todas as
sessões gratuitas e recursos de acessibilidade nas apresentações das 11h.
Leituras
dramáticas
Como
parte da pesquisa, quatro grupos de diferentes regiões da cidade foram
convidados a investigar dramaturgias de autores fundamentais do teatro para as
infâncias. “A proposta foi escolher os textos que representassem a trajetória
dos autores e pudessem estabelecer diálogo com os coletivos envolvidos”, coloca
Jackie.
O
Grupo Pandora de Teatro apresenta O Dia de Alan, de Vladimir
Capella, escrita em 1989. A obra aborda preconceito, diferenças socioeconômicas
e bullying no ambiente escolar. O Grupo Rosas Periféricas apresenta História
de Lenços e Ventos (1974), de Ilo Krugli, que aborda liberdade, opressão,
imaginação e amizade e marcou uma transformação na linguagem do teatro infantil
brasileiro ao utilizar materiais como lenços, papéis, jornais e latas na
construção da cena.
Também
integram a pesquisa o Grupo Pasárgada, com Pluft, o fantasminha
(1955), de Maria Clara Machado, e a Cia Lúdicos de Teatro Popular, com A
Sopa de Pedra (1988), de Tatiana Belinky.
Cada
coletivo participou de encontros presenciais e virtuais e de uma aula
ministrada pelo pesquisador Lucas Larcher, artista-docente com pós-doutorado
pela Unesp e especialista em teatro infantojuvenil. Além das apresentações em
seus territórios, os grupos integram a Mostra Panorama, prevista para setembro
e outubro, com encontros e mesas de conversa. As ações serão gravadas e
disponibilizadas posteriormente no YouTube.
Além
das leituras e da Mostra de Repertório, o projeto inclui podcasts sobre
a história do teatro para crianças, publicação de um livro com dramaturgias,
mesas de discussão, aulas on-line e ações voltadas à acessibilidade
cultural. A consultora e fundadora da Incluir Pela Arte, Vanessa Br,
desenvolveu e apresentou duas aulas on-line sobre como ampliar o acesso às
artes cênicas, especialmente às produções voltadas às infâncias. As aulas estão
disponíveis no canal da Cia Bendita no YouTube.
Sobre
a Cia Bendita
Fundada
em 2012 por Jackie Obrigon e Marcelo Romagnoli, a Cia Bendita é um grupo de São
Paulo dedicado à produção teatral para crianças e jovens. Ao longo de 14 anos
de trajetória, desenvolveu uma dramaturgia contemporânea e ações de formação
que incluem encontros de dramaturgia, oficinas, materiais didáticos, encontros
com educadores e atividades com estudantes da rede pública.
A
companhia recebeu prêmios como APCA, Coca-Cola Femsa e Prêmio SP de Incentivo
ao Teatro Jovem. Seu núcleo artístico é formado também por Guto Togniazollo,
Fausto Franco e Bruno Garcia. Atualmente, mantém parceria com a Corpo Rastreado
na produção de seus projetos.
O
repertório da Cia Bendita reúne Terremota (2012), Gagá (2017), Elagalinha
(2019), Fábula (2022) e O Retrato de Janete (2024).
Serviço
Mostra
de Repertório Cia Bendita
Teatro
Cacilda Becker
R. Tito, 295 - Lapa, São Paulo
Terremota
10/10,
sábado | 11h
e 16h
Com texto e direção de Marcelo Romagnoli, inspira-se em Mafalda, de Quino, e Pippi Meialonga, de Astrid Lindgren, para criar um universo de fantasia em que liberdade, autoridade, educação e limites entram em tensão. Com linguagem simples e direta, o espetáculo propõe às crianças uma reflexão sobre o mundo real e o mundo que gostariam de construir.
Gagá
11/10,
domingo | 11h
e 16h
Uma comédia do absurdo para todas as idades que fala sobre o tempo, o movimento circular da vida, a velhice e a infância. Com direção e dramaturgia de Marcelo Romagnoli, o espetáculo acompanha Lelé e Tantã enquanto esperam a visita de seu cuidador. Em um espaço sem portas nem janelas, os dois alternam humor, memória e lirismo e preparam uma surpresa para o Sr. Gagá.
Elagalinha
17/10,
sábado | 11h
e 16h
O espetáculo é uma fábula moderna para todas as idades, com música ao vivo, humor e filosofia. No caminho para seu primeiro dia de escola, uma galinha de seis anos é capturada por um monstro e transforma sua própria jaula em sala de aula, ensinando a partir do que traz no coração. Com texto e direção de Marcelo Romagnoli, o espetáculo aborda a educação como uma experiência que ultrapassa os muros da escola e acompanha todos nós ao longo da vida.
Fábula
18/10,
domingo | 11h
e 16h
Fábula é um
espetáculo intimista que combina teatro de sombras, narração poética e ação
para contar a história de Hari, um leão criado por carneiros que parte em busca
de sua verdadeira natureza. Com texto e direção de Marcelo Romagnoli, a peça é
livremente inspirada em um conto ancestral da literatura Vedanta, com mais de 3
mil anos.
O
Retrato de Janete
24/10,
sábado | 11h
e 16h
Neste
espetáculo solo, com música ao vivo, uma atriz melodramática de mais de 200
anos está confinada a um camarim na companhia de uma vespa de estimação que
sonha em escapar. Assim, ela revisita uma carreira esquecida. Escrita e
dirigida por Marcelo Romagnoli, a montagem aborda memória, liberdade, afeto e
etarismo, ao mesmo tempo em que celebra a imaginação, a arte e a potência de
reinventar a própria história.
Todas
as sessões das 11h terão intérprete de Libras. Entrada gratuita.
Créditos: Daniele
Valério | Canal Aberto
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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