Coletivo de bordadeiras das Fábricas de Cultura leva exposição de bordados de mesa posta à ArtRio 26 *
Grupo vende cinco peças durante
a feira e arrecada mais de R$ 8 mil; experiência fez bordadeiras perceberem
novas possibilidades para o artesanato no mercado de arte
São Paulo, setembro de 2026 - As
Fábricas de Cultura, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria
Criativas do Estado de São Paulo, levaram à ArtRio 26 o trabalho de um coletivo
de bordadeiras de Sapopemba, Zona Leste de São Paulo, que apresentou uma
exposição de mesa posta durante uma das principais feiras do mercado de arte e
da indústria criativa do Brasil. Durante o evento, encerrado no último domingo
(20), o grupo comercializou cinco peças e arrecadou R$ 8,4 mil.
A participação na feira proporcionou ao coletivo uma
experiência inesperada. As bordadeiras não imaginavam que peças de artesanato
poderiam despertar interesse dentro de um ambiente tradicionalmente associado
às galerias e ao mercado de arte. A venda das obras mostrou ao grupo uma
possibilidade de circulação para o trabalho manual em espaços destinados à arte
contemporânea e à produção autoral.
Para o educador de bordado, Alan Santana, “Fiquei
muito feliz por dois motivos: primeiro, pelo reconhecimento do trabalho delas,
pois entre tantos artistas, alguns visitantes disseram que o trabalho delas foi
o que mais gostaram. E, segundo, porque elas também saíram da feira com muitas
encomendas, e já tem gente interessada na criatividade delas. Isso nos motiva a
planejar mais e mais coisas para o próximo semestre, que também será incrível”,
conta Alan, que ministra as aulas de bordado e pedrarias na Fábrica de Cultura
de Sapopemba.
A mostra chegou à ArtRio 26 após ser apresentada nos
15 anos da Fábrica de Cultura de Sapopemba e em um espaço cultural na
Barra Funda, bairro de São Paulo que concentra galerias de arte. No local,
curadoras do Instituto Mulheres Latinas se interessaram pelas artes bordadas e
estreitaram o relacionamento com as bordadeiras, que também ganharam
visibilidade nas redes sociais e telejornais.
A projeção trouxe resultados financeiros que chamam
a atenção do coletivo: três artes que reproduzem “PFs” (como um prato-feito com
arroz, feijão, ovo e bisteca em bordados e pedrarias) foram comercializados por
R$ 2 mil, e dois jogos de talheres de bordados foram vendidos a R$ 1,2 mil,
totalizando R$ 8,4 mil em arrecadação. Para as bordadeiras, a experiência
ampliou a percepção sobre o valor atribuído ao trabalho manual e abriu uma
reflexão sobre os caminhos que o artesanato pode percorrer dentro da economia
criativa e do mercado de arte.
Sobre as Fábricas de Cultura*: Desenvolvido
desde 2007 pelo Governo do Estado, com recursos do BID – Banco Interamericano
de Desenvolvimento e da Secretaria de Estado da Cultura, atual Secretaria de
Estado da Cultura, Economia e Indústria Criativas, o Programa Fábricas de
Cultura foi criado para estimular o desenvolvimento integral de cidadãos por
meio da valorização e ampliação de universos culturais e de situações de
convivência e experimentação artística, bem como incentivar e potencializar a
articulação de redes de produção e de circulação cultural. As Fábricas de
Cultura oferecem à população uma diversa e intensa programação cultural, com
cursos de dança, teatro, música, circo, artes visuais, audiovisual e
literatura, além de sessões de cinema, shows musicais, bibliotecas com cerca de
cinco mil títulos cada e estúdios de áudio e vídeo. Além disso, as Fábricas de
Cultura também funcionam como espaços de formação técnica voltada para o
mercado, com estúdios de gravação, teatros e iniciativas nas áreas das
linguagens culturais e da economia criativa. São 15 as unidades das Fábricas no
Estado de São Paulo. Sete delas são geridas pela Organização Social Catavento:
Vila Curuçá; Sapopemba, Itaim Paulista; Cidade Tiradentes; Parque Belém; Santos
e São Bernardo do Campo. As oito gerenciadas pela Organização Social Poiesis
são: Vila Nova Cachoeirinha, Brasilândia, Jaçanã, Capão Redondo, Jardim
São Luís, Diadema, Osasco e Iguape. Todas as unidades atendem, ao todo, mais de
dois milhões de pessoas por ano.
Créditos: Bia Murano | BM Com
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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