Exposição sobre arte gráfica no Museu Lasar Segall

 

Obra de Cláudio Caropreso em exibição no Museu Lasar Segall. Foto: Jorge Almeida

Acontece até próxima segunda-feira, 19 de outubro, no Museu Lasar Segall a exposição “Do Museu Ao Ateliê, do Ateliê ao Museu: O Que a Gráfica Pode Imaginar?”. Com curadoria de Luiz Armando Bagolin, a mostra contém cerca de 40 obras que enaltecem a próspera e plural arte impressa ao juntar a produção de doze artistas visuais que abordam desde técnicas habituais, como xilogravura e gravura em metal, até produções em monotopia e desenho.

A exposição coloca no cerne do debate o ateliê gráfico como um espaço coletivo e ativo, onde a obra de arte se transverte sempre a cada passagem pela matriz. A preferência pelo local corrobora para a proposta: a antiga residência e oficina do exímio Lasar Segall (1889-1957) abriga, há anos, um ateliê vivo de gravura, transformando o próprio museu em um lugar constante de criação e experimentação artística.

No núcleo da mostra está o ateliê de gravura como local coletivo de trabalho: o espaço em que a imagem não nasce feita, mas se edifica por fases, é reimpressa e se transforma a cada passagem da matriz.

Entre os destaques estão obras como “A Margem do Sonho” (2026), de Amália Barrio, feito em 24 desenhos em monotipia; a série “Ponta-de-Flecha” (2022), composta por 12 água-tinta, de Raphael Giannini; e “Sem Título” (foto), de 2022, uma gravura em relevo e estêncil, de Cláudio Caropreso.

SERVIÇO:
Exposição: Do Museu Ao Ateliê, do Ateliê ao Museu: O Que a Gráfica Pode Imaginar?
Onde: Museu Lasar Segall – Rua Berta, 111 – Vila Mariana

Quando: até 19/10/2026; de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h

Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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