Exposição “Nazareth Pacheco: Jogos de Contaminação” no MuBE
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| A instalação "Quarto", de Nazareth Pacheco, em exposição no MuBE. Foto: Jorge Almeida |
O Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE) apresenta a exposição “Nazareth Pacheco: Jogos de Contaminação” até o próximo sábado, 31 de outubro, e reúne cerca de obras da artista Nazareth Pacheco produzidas ao longo de mais de 40 anos, incluindo instalações do espaço externo do museu.
Com curadoria de Amanda Tavares, a mostra trata de assuntos como corpo, feminilidade, dor, beleza e relações de poder. Através de materiais como acrílico, bronze, borracha, miçangas, agulhas e lâminas de barbear, Nazareth construiu obras que ajustam fascinação e perigo, interrogando os padrões sociais e estéticos que influenciam a inteligência do corpo e do desejo.
A trajetória da artista também se pauta à investigação do corpo e às experiências pessoais vividas desde a infância. No entanto, seus trabalhos vão mais adiante da autobiografia, sugerindo reflexões sobre vulnerabilidade, resistência e os mecanismos sociais de controle. A combinação de materiais delicados e objetos cortantes robustece esses contrassensos e seduz o público a repensar os limites entre beleza e violência, proteção e aprisionamento.
Instalada nas áreas interna e externa do MuBE, a mostra forma um diálogo entre as obras e a arquitetura brutalista do museu, explorando o embate entre a rigidez do concreto e a fragilidade da pele humana.
A exposição não é apropriada para menores de 12 anos, por conta da presença de materiais cortantes, sangue e imagens vinculadas a procedimentos médico-estéticos. Visitantes menores dessa idade só podem entrar acompanhados de um responsável, mediante assinatura do termo de ciência de risco. Durante a visita, é necessário respeitar as barreiras de segurança e as orientações da equipe do museu.
Entre
os destaques estão obras como “Faço o Possível... Banco” (2024), uma escultura
de bronze; “Faço o Possível... Cesta de Basquete” (2025), escultura de cobre e
cristal; “Cadeira” (2007), feita de acrílico; e “Quarto” (foto), de 2003,
instalação feita de cristal, miçanga, lâmina de barbear, aço inox e acrílico.
Quanto: entrada gratuita. É recomendável adquiri o ingresso com antecedência no link.
Por
Jorge Almeida

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