ENEM 2026: 4 livros que ajudam a ampliar o repertório sociocultural para a redação *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Clássicos e obras contemporâneas podem ampliar o repertório dos estudantes para interpretar e relacionar temas sociais, culturais e humanos na redação.
Em um cenário em que o repertório sociocultural
ganhou importância na construção da redação do ENEM, a escolha das leituras
assume papel estratégico na formação dos estudantes. Mais do que dominar a
escrita, é necessário articular ideias, referências e visões de mundo, e a
literatura segue como uma das principais fontes para essa construção.
A própria Cartilha do Participante do Enem 2026,
divulgada pelo Inep, reforça que o repertório sociocultural pode ser formado
por informações, fatos, citações ou experiências relacionadas ao tema e capazes
de contribuir para a argumentação. O documento também alerta para o chamado
“repertório de bolso”, formado por referências decoradas e utilizadas de
maneira genérica ou forçada. Para o Inep, o repertório precisa ser pertinente,
bem contextualizado e articulado aos argumentos.
“Mais importante do que acumular uma lista de
autores e citações é desenvolver a capacidade de compreender aquilo que foi
lido. Uma obra literária pode oferecer diferentes possibilidades de interpretação,
mas o estudante precisa saber identificar qual aspecto daquela obra realmente
dialoga com o tema proposto e, principalmente, explicar essa relação”, explica
Taís Guimarães, pedagoga da Legacy School.
Uma das possibilidades é Grande Sertão: Veredas, de
João Guimarães Rosa. Considerado um dos maiores romances da literatura
brasileira, o livro aborda temas como ética, violência, identidade e
complexidade humana. Sua narrativa densa e filosófica permite múltiplas
interpretações e abre possibilidades para discussões sobre moralidade, escolhas
e sociedade.
Outro título contemporâneo é Torto Arado, de Itamar
Vieira Junior. A obra traz à tona questões estruturais do Brasil, como
desigualdade social, racismo, acesso à terra e invisibilidade de comunidades
rurais. Com linguagem envolvente e forte carga social, permite discutir
questões relacionadas à cidadania e aos direitos.
Já Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus,
permanece como uma das narrativas mais impactantes sobre desigualdade e
exclusão social no país. Escrito em forma de diário, o livro oferece um retrato
direto da vida na favela e permite discutir questões relacionadas à pobreza,
dignidade e políticas públicas.
Também entre as possibilidades de leitura está A
Samira e o Deserto, do poeta Augusto Branco. A obra apresenta uma história
simbólica que dialoga com temas universais como dor, empatia e recomeço. A
narrativa acompanha Arthur, um menino humilde que vive em uma pequena cidade e
que acaba se aproximando de um paisagista solitário e misterioso, conhecido na
vizinhança como “Velho das Areias”.
A amizade improvável entre os dois se desenvolve
entre lições sobre a vida, a natureza e a capacidade humana de transformar a
dor em beleza. A história constrói uma fábula contemporânea sobre empatia, superação
e amadurecimento. Entre jardins e flores raras, a obra aborda ainda perdas,
preconceito, luto, solidão, dignidade e formação de valores, mostrando como
experiências dolorosas podem se transformar em aprendizado e como gestos de
bondade podem mudar destinos.
Para estudantes que se preparam para o ENEM, essas
obras podem contribuir para ampliar o repertório a partir de diferentes
perspectivas. O ponto não está apenas em conhecer a história, mas em
compreender as ideias presentes na narrativa e saber relacioná-las de forma
pertinente ao tema discutido na redação.
Nesse processo, a leitura deixa de ser apenas uma
forma de conhecer novas histórias e passa a fazer parte da própria formação do
estudante, ajudando-o a construir argumentos a partir de diversas referências.
Créditos: Caroline Soares | Clacri.com
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

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