Dança sem Fronteiras realiza residência artística, JAMs, oficinas e novo espetáculo em programação até dezembro *
Residência
de DanceAbility e intervenção artística no CCSP acontecem de 13 a 17 de
outubro, em programação que compartilha a pesquisa da companhia sobre dança e
diversidade.
Até
dezembro, a Cia Dança sem Fronteiras concentra em São Paulo uma
série de ações que dão continuidade a uma pesquisa desenvolvida pela companhia
há mais de 16 anos: investigar a dança a partir da diversidade dos corpos, das
diferentes habilidades e da relação com os espaços da cidade. A programação
reúne intercâmbio internacional, residência artística, oficinas, ensaios
abertos, ações em escolas públicas, JAMs, circulação de espetáculo, lançamento
de audiolivro e a estreia de uma nova criação.
O
conjunto de atividades integra o projeto Trajetórias Plurais e Diversos
Saberes com Dança sem Fronteiras, contemplado pela 38ª edição do Programa
de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo. A proposta dá continuidade à
pesquisa da companhia por meio de ensaios, criação e apresentações, oficinas
abertas, JAMs, residência artística, circulação de Traços e Traçados Urbanos
e a produção do audiolivro de Frestas Poéticas.
De
13 a 17 de outubro, a Companhia realiza a residência Introdução e
Aprofundamento ao Método de Danceability e o Processo de Criação da Dança Sem
Fronteiras. Será uma introdução e oportunidade de aprofundamento ao
método de DanceAbility, e ao processo único de criação através da diversidade
dos integrantes da Dança sem Fronteiras. A Cia compartilhará sua pesquisa de
mais de 16 anos para criar espetáculos e ações artísticas que envolvem a todos.
No último dia, 17, os participantes apresentam uma intervenção artística no
espaço de convivência do CCSP, aberta para o público.
Ainda,
às quartas-feiras (dias 7, 14, 21 e 28 de outubro), das 15h às 17h, serão
realizadas oficinas de Performance e Narrativas, em parceria com a
Biblioteca Braille do CCSP. A atividade começa na sala de ensaio e depois
percorre diversas áreas da instituição com participantes e bailarinos criando
narrativas, audiodescrições com a voz, e descrições com o corpo. Para
participar, basta se inscrever pelo e-mail: dancasemfronteiras@gmail.com.
No
dia 31, às 16h, acontece a JAM para Todos, que conta com práticas de
improvisação coletiva, a fim de possibilitar a participação de todos na dança,
incluindo pessoas com habilidades e características físicas, motoras e
intelectuais diversas. É conduzida pela coreógrafa e educadora Fernanda Amaral,
com a participação do elenco diverso da Dança sem Fronteiras.
Da
publicação ao audiolivro
Outro
eixo da programação é a transformação do livro Frestas Poéticas
em audiolivro, com lançamento previsto para 24 de novembro, na SP Escola de
Teatro, na Praça Roosevelt.
A
publicação, lançada originalmente em 2023, reúne reflexões e registros
relacionados à pesquisa da companhia e ao projeto Frestas Poéticas –
Cartografia do Corpo Diverso no Urbano, contemplado pela 31ª edição do
Fomento à Dança. O projeto anterior reuniu ações performáticas, videodanças,
oficinas, JAMs, residência, exposição e apresentações do espetáculo Ciranda
de Retina e Cristalino.
Agora,
a publicação ganha uma versão em áudio concebida especialmente para ampliar seu
acesso. O trabalho terá narração e música, com participação do compositor Sérgio
Zurawski, que também integra a trajetória artística da companhia.
A
produção do audiolivro se relaciona diretamente com uma questão central para a
Dança sem Fronteiras: não basta produzir uma obra acessível; é necessário
pensar a acessibilidade em diferentes etapas e formatos de produção e
circulação artística.
Um
novo espetáculo para diferentes espaços
Em
dezembro, a companhia estreia Sentidos Urbanos, nova criação de
Fernanda Amaral, no Centro Cultural São Paulo. As apresentações acontecem nos
dias 11 e 12 de dezembro, às 20h, e 13 de dezembro, às 19h, no
CCSP. Nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, o espetáculo será apresentado no
Centro de Referência da Dança, sempre às 18h.
A
criação é realizada por Fernanda Amaral, Lucinéia Felipe, Gabriel Domingues
e Cíntia Domingues, artistas que integram o núcleo de criação da companhia.
A obra parte das experiências e singularidades dos próprios intérpretes e
incorpora objetos cotidianos à cena.
Entre
os elementos presentes no novo espetáculo está uma bacia de metal com espelho,
utilizada como imagem para provocar uma reflexão sobre olhar, reconhecimento e
relação com o outro. A criação também incorpora grafite, música e uma cena
final em que intérpretes e público participam de uma espécie de manifestação
poética, com faixas e dança.
A
opção por criar trabalhos que possam circular tanto em teatros quanto em
espaços abertos também responde a uma questão prática enfrentada pela
companhia: ampliar as possibilidades de circulação de uma obra sem restringi-la
à estrutura convencional de um palco. É uma estratégia que dialoga com a
trajetória de Traços e Traçados Urbanos, concebido justamente para
diferentes espaços da cidade.
Para
Fernanda Amaral, essa possibilidade de circulação é parte do próprio pensamento
artístico da companhia: criar trabalhos que possam encontrar diferentes
públicos e lugares, mantendo a diversidade dos corpos no centro da pesquisa.
Dança
como espaço de convivência
A
programação que se estende até dezembro evidencia uma característica que
acompanha a Dança sem Fronteiras desde sua criação: a articulação entre criação
artística, formação, acessibilidade e encontro com diferentes comunidades.
Ao
longo dos anos, a companhia desenvolveu espetáculos para palco, espaços abertos
e telas e realizou oficinas, JAMs, residências e ações educativas. Em seu
trabalho, a acessibilidade não aparece apenas como recurso agregado a uma obra
pronta, mas como parte do próprio processo de criação. A companhia trabalha com
intérpretes de diferentes idades, corpos e habilidades e investiga como essas
diferenças podem produzir linguagem artística.
A
programação de 2026 amplia essa perspectiva ao colocar em relação artistas
brasileiros e estrangeiros, profissionais e estudantes, processos de criação e
apresentações, espaços culturais e escolas públicas, além de diferentes formas
de acesso às obras.
É
nesse cruzamento que se organiza a temporada de ações da Dança sem Fronteiras: uma
pesquisa continuada que transforma a dança em lugar de criação, formação,
convivência e disputa pelo direito de diferentes corpos ocuparem a cidade.
SERVIÇO
DANÇA
SEM FRONTEIRAS – PROGRAMAÇÃO DE OUTUBRO A DEZEMBRO DE 2026
OUTUBRO
7,
14, 21 e 28/10
Oficina Dança sem Fronteiras – Biblioteca Braille / CCSP
Inscrições
via e-mail: dancasemfronteiras@gmail.com
Classificação:
a partir de 16 anos
Inscrições por email: dancasemfronteiras@gmail, até dia 11
NOVEMBRO
4,
11, 18 e 25/11 – 16h
Oficina Dança sem Fronteiras – Biblioteca Braille / CCSP
DEZEMBRO
2,
9 e 16/12 – 16h
Oficina Dança sem Fronteiras – Biblioteca Braille / CCSP
Créditos: Dani Valério | Canal Aberto
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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