Brasinês apresenta a escultura Savage de Zé Vasconcellos, obras históricas e música inédita *
A partir de 14 de outubro, escultura instalada no jardim do
Museu da Energia e obras que integram a exposição ampliam o diálogo entre arte
brasileira e chinesa, com trilha sonora composta especialmente para a mostra
A partir de 14 de outubro, o público poderá conhecer
novas expressões artísticas que complementam a exposição O Cavalo na
Arte Sino-Brasileira, em cartaz no Museu da Energia, em São Paulo,
até 22 de novembro. A programação inclui a escultura Savage,
do artista brasileiro Zé Vasconcellos, que ficará no jardim do museu, duas
peças históricas da coleção de arte asiática de Fausto Godoy, integradas à
mostra, e uma composição musical criada especialmente para o projeto pelo
compositor Mário Olinto.
“Reunir a escultura contemporânea de Zé
Vasconcellos, peças históricas da arte chinesa e uma composição musical criada
especialmente para o festival amplia as possibilidades de diálogo entre as duas
culturas. O cavalo conecta diferentes períodos e linguagens artísticas”, afirma
Clay D’Paula, diretor artístico e curador internacional do Brasinês.
Escultura
transforma metal em movimento
Produzida com aço reciclável, Savage
retrata um cavalo empinado, com as patas dianteiras erguidas e o corpo em uma
posição que transmite força e movimento. A obra foi construída a partir de
peças metálicas cortadas e montadas, em um processo que levou cerca de seis
meses. Com dimensões superiores às de um cavalo real, a escultura conta com uma
estrutura interna de sustentação. A cauda também contribui para o equilíbrio da
peça.
O trabalho evidencia um dos principais desafios da
trajetória de Zé Vasconcellos: criar a sensação de leveza e movimento com um
material rígido. Autodidata, o artista aprendeu a trabalhar com soldagem e
desenvolve esculturas metálicas desde 2004. Savage representa anos de pesquisa e aperfeiçoamento
de uma linguagem própria, centrada na representação de cavalos.
“A proposta de Savage é trazer a imponência do animal nessa postura e
fazer com que ele seja percebido. A escultura atrai o olhar e desperta a
curiosidade pela própria força da posição”, explica Vasconcellos. A obra marca
sua primeira participação em uma exposição em museu, depois de apresentar suas esculturas
principalmente em eventos e espaços ligados ao universo equestre.
Cavalos
históricos revelam diferentes períodos da arte chinesa
A exposição também reúne dois cavalos da coleção de
Fausto Godoy, que pertence ao Museu Oscar Niemeyer, foi diplomata que dedicou
parte de sua trajetória profissional à Ásia e formou um acervo voltado à arte e
à cultura da região. Uma das peças é uma escultura de terracota atribuída à
Dinastia Han, datada de cerca de 200 a.C. A outra é um cavalo policromado da
Dinastia Tang, período compreendido entre os séculos VI e IX. As obras permitem
observar diferentes formas de representação do animal na tradição artística
chinesa.
Ao longo de uma carreira diplomática de cerca de 40
anos, Godoy serviu em 11 postos na Ásia, onde aprofundou seu contato com as
culturas locais. Em 2017, doou aproximadamente 3.500 peças e mais de 2.500
livros sobre o continente ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. O conjunto
contribuiu para ampliar o acesso do público brasileiro à história, à arte e às
tradições asiáticas.
“Os cavalos fazem parte do meu empenho em trazer a
Ásia para o Brasil. São peças de culturas antigas e de períodos importantes da
história chinesa. Por meio delas, o público pode conhecer um legado artístico e
cultural ainda pouco conhecido no país”, afirma Godoy.
Música
criada para o projeto
A programação é complementada por uma composição
inédita de Mário Olinto intitulada Longna (na fonética chinesa, significa
cavalo dragão), criada especialmente para o festival. A música combina
percussão marcada, que remete ao ritmo das cavalgadas e marchas, com a escala
pentatônica, formada por cinco notas e presente em diferentes tradições
musicais asiáticas.
“O cavalo é o elemento central da composição. Para
traduzi-lo musicalmente, utilizei uma percussão bem marcada, com um ritmo
forte, associado às músicas de cavalgada e marcha. A referência oriental
aparece no uso da escala pentatônica”, explica Olinto.
Sobre
a exposição
Com curadoria de Anna Paola Baptista e Clay D’Paula,
“O
Cavalo na Arte Sino-Brasileira” reúne mais de 100 obras, da
Dinastia Han (206 a.C. a 220 d.C.) à arte contemporânea, em cinco núcleos que
exploram o cavalo como símbolo de poder, inspiração artística, mitologia,
ludicidade e intercâmbio cultural entre Brasil e China.
A mostra apresenta trabalhos de Djanira, Francisco
Faria, Sofia Borges, Flávia Junqueira, Leandro Júnior e Hua Tunan, com obras do
artista chinês exibidas pela primeira vez na América Latina. O acervo inclui
peças do Museu Oscar Niemeyer, do Museu do Ipiranga e do Museu Histórico
Nacional, além de coleções privadas brasileiras e chinesas.
A exposição é apresentada pelo Ministério da Cultura
e pela CTG Brasil, com apoio da Lei Rouanet e do Museu da Energia de São Paulo,
entre outros patrocinadores.
Serviço
Brasinês: Festival Internacional Sino-Brasileiro
Período: até 22 de novembro de 2026
Programação completa: www.brasines.com
Exposição:
O Cavalo na Arte Sino-Brasileira
Local:
Museu da Energia de São Paulo
Período:
até 22 de novembro de 2026
Visitação:
terça a domingo.
Fechado às segundas-feiras
Ingressos:
Terça-feira:
gratuito
Quarta
a sexta: (das 10h às 18h) - R$ 50 (inteira) | R$ 25 (meia)
Sábados e domingos: (das 10h às 18h) R$ 60 (inteira)
| R$ 30 (meia)
Ingresso família: R$ 80
Professores da rede pública e privada: gratuito
todos os dias, mediante comprovação de vínculo.
Mais informações: www.brasines.com
Créditos: Betini Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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