Séries "Coligay - A Torcida Impossível" e "Colônia" integram a programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Canal Brasil marca presença no evento com duas
séries inéditas, quatro coproduções e debate sobre os desafios de levar
documentários brasileiros ao público
O Canal Brasil estará presente na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontece entre os dias de 15 e 29 de outubro, com uma programação que reúne ficção, documentários e duas séries inéditas. O destaque é a pré-estreia de “Coligay – A Torcida Impossível”, que terá seus dois primeiros episódios exibidos na Mostra em Série, além da pré-estreia da segunda temporada de “Colônia” com exibição dos cinco episódios. O Canal também participa com quatro coproduções: os longas-metragens de ficção “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” e “Pele de Rinoceronte”, e os documentários “O Projeto” e “Alucinação”, além de uma mesa dedicada às estratégias de circulação e à formação de público para o documentário brasileiro.
“COLÔNIA” - 2ª temporada e “COLIGAY – A TORCIDA
IMPOSSÍVEL” NA MOSTRA EM SÉRIE
A segunda temporada de “Colônia” terá pré-estreia no dia 17 de outubro,
às 17h, com a exibição dos cinco episódios. Criada e dirigida
por André Ristum, a série é inspirada no livro “Holocausto Brasileiro”, de
Daniela Arbex, e recria ficcionalmente a história do Hospital Colônia, em
Barbacena (MG), onde mais de 60 mil pessoas morreram ao longo de sua
existência.
A nova temporada retoma a trajetória de Elisa, interpretada por
Fernanda Marques, após os acontecimentos que encerraram a primeira temporada da
série. Depois de fugir da instituição e atacar o enfermeiro Juraci (Augusto
Madeira), a jovem tenta retomar a vida na fazenda, mas volta a enfrentar
ameaças e dificuldades para conquistar sua liberdade. Enquanto Elisa suspeita
que seu filho ainda esteja vivo e decide retornar ao Colônia, sua mãe,
Antonieta (Rafaela Mandelli), parte em busca da filha. Paralelamente, Wanda
(Rejane Faria) colabora com Marta (Bianca Bin), uma jornalista que investiga as
mortes ocorridas na instituição, e a enfermeira Laura segue tentando melhorar
as condições de vida dos internos. “Colônia” será exibida pelo Canal Brasil,
ainda sem data de estreia definida.
Já a série “Coligay – A Torcida Impossível”, dirigida por
Paulo Machline e protagonizada por Irandhir Santos, é inspirada na história real da
primeira torcida gay do Brasil, criada por gremistas em Porto Alegre, em 1977,
e terá sua pré-estreia
no dia 21 de outubro na Mostra de São Paulo. Na trama, Ramon
(Irandhir Santos), dono da boate Coliseu, decide organizar a torcida em meio à
crise do Grêmio, durante a ditadura militar. Entre a paixão pelo futebol e o
enfrentamento do conservadorismo da época, a Coligay se transforma em um
símbolo de resistência e luta por aceitação.
A criação da torcida também representa uma tentativa de reaproximação
de Ramon com o pai, Edgar (Zé Adão), um gremista fanático que não aceita o
filho. Com a ajuda do amigo Marquito, Ramon mobiliza a comunidade gay para
ocupar as arquibancadas com brilho, música e irreverência, enfrentando a
homofobia, as pressões sociais e a repressão do período. Em uma narrativa que
combina comédia dramática e futebol, a produção aborda temas como
pertencimento, aceitação e os conflitos entre tradição e transformação. A série
é baseada no livro “Coligay – Tricolor de todas as cores”, de Léo Gerchmann,
com coprodução Ventre Studio, Casa de Cinema de Porto Alegre, Canal Brasil e
+Galeria. A previsão de estreia no Canal Brasil é para o primeiro semestre de
2027.
FICÇÕES
Entre os filmes de ficção, “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”,
coprodução do Canal Brasil dirigida por André Novais Oliveira e exibida pela
primeira vez no Festival de Berlim, integra a Mostra Brasil nos dias 18 e 27 de
outubro. O filme acompanha Gilberto (Norberto Novais Oliveira)
e Jacira (Conceição Evaristo), casal que compartilha quase cinco décadas de
vida. Quando Jacira é internada inesperadamente, a rotina de Gilberto é
interrompida por acontecimentos perturbadores, que o conduzem por uma
experiência entre o tempo e o desconhecido.
Já no dia 21 de outubro,
será exibido “Pele
de Rinoceronte”, de Marcello Ludwig Maia, coprodução do Canal
Brasil com o Telecine, que chega à Mostra Brasil. Ambientado na década de 1970, o
longa conecta as trajetórias de uma repórter de jornal popular, interpretada
por Débora Falabella, e de uma advogada criminalista, vivida por Naruna Costa.
As duas personagens têm seus caminhos cruzados por um homicídio que chocou o
país e contribuiu para o debate sobre o feminicídio.
DOCUMENTÁRIOS
Em 22 de outubro, a Mostra Brasil
recebe “O
Projeto”, documentário de Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic,
coproduzido pela Globo Filmes e pelo Canal Brasil. O longa mostra uma cineasta
afro-brasileira e um fotógrafo suíço em uma investigação por diferentes países
sobre as marcas deixadas por mais de seis séculos de colonialismo e racismo. Ao
combinar experiências pessoais, reflexão crítica e encontros com intelectuais,
o filme examina como a herança colonial segue influenciando as relações e as
estruturas sociais contemporâneas.
A participação do Canal Brasil também inclui uma discussão sobre
os caminhos de circulação do documentário. No mesmo dia 22, o
canal promove a mesa “Canal Brasil apresenta: Documentários – novos caminhos até o
público”, com André Saddy, diretor geral do Canal Brasil; Alice
Riff, cineasta; e Ibirá Machado, diretor da distribuidora Descoloniza Filmes.
Com mediação de Maria Clara Senra, o encontro propõe discutir os desafios do
circuito comercial, as estratégias de lançamento, a construção de audiência e
os impactos dos serviços de streaming na relação entre o público e o
documentário brasileiro.
O debate dialoga com a criação do DOC Canal Brasil,
lançado em janeiro de 2026 como o primeiro serviço de streaming dedicado
exclusivamente a documentários brasileiros. Disponível inicialmente no Prime Video,
a plataforma reúne filmes, séries e programas em uma curadoria que contempla
títulos premiados, produções recentes e clássicos restaurados, incluindo obras
raras e digitalizadas. Com a proposta de ampliar o acesso ao gênero, preservar
a memória audiovisual nacional e fomentar novos realizadores, o serviço busca
aproximar o público da diversidade do documentário brasileiro, tendo também o
entretenimento como foco.
No dia 26 de outubro,
“Alucinação”,
de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano, integra a Mostra Brasil.
Coprodução da Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil, o documentário parte das
canções de Belchior para revisitar o Brasil dos anos 1970. A produção articula
música, imagens e contexto histórico para retratar uma geração atravessada
pelas ditaduras e pelas transformações políticas, sociais e culturais do
período, propondo também conexões com questões que permanecem presentes no
país.
SERVIÇO
50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo —
Programação do Canal Brasil
17 de outubro (sábado)
17h00 — “Colônia” (2ª temporada) (2026) (150’)
Sinopse: Após fugir do
Colônia e atacar seu algoz Juraci para se ver livre, a jovem Elisa, de volta à
fazenda, traumatiza seu pai Júlio com um tiro de raspão. O enfermeiro Juraci
não morreu e, depois de se recuperar, vai atrás de Elisa, acusando-a de
tentativa de homicídio. Na fazenda, Elisa tenta fugir, mas é capturada por
Juraci e dois agentes do DOPS após uma longa caçada. Elisa suspeita que o filho
poderia estar vivo e se entrega para voltar ao Colônia. A mãe Antonieta,
acompanhada pelo filho Oswaldo, resolve ir atrás dela, mas enfrenta muitas
dificuldades ao chegar em Barbacena. Wanda colabora com Marta, uma jornalista
que investiga os fatos ocorridos no Colônia. A enfermeira Laura segue tentando
melhorar a vida dos internos. Um novo e violento enfrentamento, que irá mudar o
destino de todos, finaliza a trajetória de Elisa e de todos os personagens de
Colônia.
Local: Espaço Petrobras de Cinema — Sala 1 (Rua Augusta, 1475 - Consolação, São Paulo - SP, 01305-100)
18 de outubro (domingo)
21h20 — “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” (2026) (101’)
Sinopse: No Brasil dos
anos 1970, Contagem ainda é uma cidade em crescimento e o lar de um jovem casal
apaixonado. Gilberto pede o perdão de Jacira pouco antes de um encontro
inesperado mudar o rumo de suas vidas. Cinquenta anos depois, Gilberto e Jacira
estão juntos há quase cinco décadas. Casal carismático e gentil, na casa dos
setenta anos, eles levam uma vida feliz apesar dos problemas de saúde que
acompanham a idade, compartilhando quase todas as atividades do dia a dia lado
a lado. Quando Jacira é subitamente internada, Gilberto passa a vivenciar
eventos perturbadores – numa espiral através do tempo e do espaço – que o
conduzem rumo ao desconhecido. Exibido no Festival de Berlim.
Local: Espaço Petrobras de Cinema — Sala 1 (Rua Augusta, 1475 - Consolação, São Paulo - SP, 01305-100)
21 de outubro (quarta-feira)
19h30 — “Pele de Rinoceronte” (2026) (90’)
21h30 — “Coligay – A Torcida Impossível” (2026)
(77’)
Sinopse: Desolado com a
crise do Grêmio e temendo que seu pai morra sem ver o time campeão, Ramon, dono
da boate Coliseu, cria a primeira torcida gay do Brasil para apoiar o tricolor.
Em plena ditadura, a Coligay vira símbolo de resistência e ajuda o Grêmio a
vencer o estadual após um jejum de oito anos. Baseado no livro “Coligay:
Tricolor e de todas as cores” de Léo Gerchmann. Exibição dos 2 primeiros
episódios da série.
Local: Espaço Petrobras de
Cinema — Sala 1 (Rua Augusta, 1475 - Consolação, São Paulo - SP, 01305-100)
22 de outubro (quinta-feira)
14h15 às 15h15 — Mesa “Canal Brasil apresenta:
Documentários – novos caminhos até o público”
21h10 — “O Projeto” (2026) (95’)
26 de outubro (segunda-feira)
18h — “Alucinação” (2026) (114’)
Sinopse: “Como Nossos Pais”.
“Apenas um Rapaz Latino-Americano”. “Sujeito de Sorte”. “Velha Roupa Colorida”.
O filme “Alucinação” parte das antológicas músicas de Belchior para trazer as
cores e os conflitos do Brasil nos anos 70. Uma viagem visual e sonora que
revela o espírito da época, amplia o sentido das canções e ecoa questões
fundamentais para o Brasil de hoje.
Local: Cinesesc (Rua Augusta, 2075 - Cerqueira César, São Paulo - SP,
01413-000)
27 de outubro (terça-feira)
13h45 — “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” (2026) (101’)
17h40 — “O Projeto” (2026) (95’)
28 de outubro (quarta-feira)
13h — “Alucinação” (2026) (114’)
Sinopse: “Como Nossos Pais”.
“Apenas um Rapaz Latino-Americano”. “Sujeito de Sorte”. “Velha Roupa Colorida”.
O filme “Alucinação” parte das antológicas músicas de Belchior para trazer as
cores e os conflitos do Brasil nos anos 70. Uma viagem visual e sonora que
revela o espírito da época, amplia o sentido das canções e ecoa questões
fundamentais para o Brasil de hoje.
Local: Cinesystem Belas Artes Frei Caneca — Sala 1 (Shopping Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569 - Consolação,
São Paulo - SP, 01307-001)
15h — “Pele de Rinoceronte” (2026) (90’)
Mais informações em https://mostra.org/
Créditos: Julia Bruce | Palavra Assessoria
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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