6ª Mostra do Filme Marginal apresenta 123 filmes com entrada gratuita em diferentes pontos do Rio *
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| Frame do curta “Samba Infinito”. Créditos: Divulgação |
Com o tema “Cinema e Emergência Ambiental: Imagens
de um Futuro Possível”, evento traz produções das cinco regiões do país e
filmes internacionais.
Abertura acontece em 15 de outubro, às 19h, no
Cinema Nosso, na Lapa, com a estreia no Brasil de “Retorno a Fukushima”, sobre
os impactos do desastre nuclear no Japão.
A programação inclui filmes para diferentes faixas etárias e sessões com recursos de acessibilidade. Mostra vai até 24 de outubro, incluindo encontros e debates.
De 15 a 24 de outubro, o Rio de Janeiro recebe a 6ª
Mostra do Filme Marginal, que, nessa edição, propõe um olhar sobre as urgências
e os desafios ambientais por meio do cinema. Com o tema “Cinema e Emergência
Ambiental: Imagens de um Futuro Possível”, a mostra reúne 123 filmes nacionais e
internacionais, com exibições gratuitas em diferentes pontos da cidade.
Entre longas, médias e curtas-metragens, o público terá acesso a produções independentes das cinco regiões do país, dos mais variados gêneros e linguagens: ficção, documentário, cinema experimental, ficção científica, animação, realismo fantástico e terror. A programação inclui ainda debates, encontros e bate-papos com realizadores. Toda a programação é gratuita.
Cinema, território e emergência ambiental
Para essa edição da mostra foram selecionados filmes
que trazem reflexões sobre a crise climática e seus impactos sociais, culturais
e políticos. Temas como aquecimento global, racismo ambiental, direito à terra,
moradia, direitos indígenas, feminismo e diversidade sexual atravessam a
programação, colocando em diálogo diferentes territórios, experiências e formas
de imaginar o futuro.
Há produções de todas as regiões do país, com
destaque para os estados do Rio de Janeiro, que entra com 20 filmes; São Paulo,
com 18; Rio Grande do Norte, com 10; e Pernambuco e Bahia, com oito cada um.
Minas Gerais aparece com seis filmes na programação; Santa Catarina, Paraná e
Mato Grosso, com quatro cada; Amazonas, Espírito Santo, Goiás e Rondônia, três
cada; Distrito Federal, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins,
dois cada; Ceará, Mato Grosso do Sul e Paraíba, com um cada. Há também
produções feitas em parceria por estados diferentes, como uma de Rio de Janeiro
e São Paulo; uma de Goiás e Distrito Federal, e outra unindo Minas Gerais, Rio
de Janeiro, Goiás e Pará.
Programação ocupa diferentes espaços do Rio
O Cinema Nosso, na Lapa, será o principal ponto de
encontro da mostra, que também ocupa diferentes espaços da cidade, como a Arena
Dicró, na Penha Circular; o Galpão Bela Maré, na Maré; as Casas Casadas, em
Laranjeiras; a Casa Marx, na Lapa; Cinema de Garagem, em Anchieta, Escola
Clóvis Monteiro, em Manguinhos; MUCA, na Lapa; a Sala Glauber Rocha, do Museu
da Imagem e do Som, na Pça XV; o IFCS /UFRJ, no Centro; o INES, em Laranjeiras;
e a Sala Mário Tavares, do Theatro Municipal, no Centro. Muitas sessões incluem
recursos de acessibilidade, seja legenda descritiva, audiodescrição, legenda em
português ou libras.
Destaques do ano
A abertura da 6ª Mostra do Filme Marginal será
marcada pela estreia no Brasil do longa-metragem “Retorno a Fukushima” (Retour à
Fukushima/Return to Fukushima), no Cinema Nosso, na Lapa.
Dirigido pelo belga Thomas Licata, o documentário aborda a vida na cidade de
Namie, na província de Fukushima, no Japão, mais de dez anos após o desastre
nuclear de 2011.
Segundo Uilton Oliveira, idealizador da mostra,
nessa edição chama a atenção a quantidade de filmes indígenas, especialmente
dirigidos por mulheres, como ‘A Floresta das Mulheres-Peixe’, do Amazonas.
Também há nomes fortes na lista de diretores, como o de Leonardo Martinelli,
carioca do Andaraí, que apresenta o curta “Samba Infinito”, que teve sua
estreia em Cannes, no ano passado. Outro cineasta de destaque na programação é
Alberto Sena, de São Gonçalo, que exibirá “Proteção”. De São Paulo, Thais
Scabio e Gilberto Caetano participam com o longa de terror negro “Onde Estamos
Seguros”, também exibido em Cannes.
Entre os filmes da programação que vem se destacando
no circuito de festivais está “Capim Navalha”, documentário que retrata
questões vividas por personagens trans na Chapada dos Veadeiros (DF), com
direção do brasiliense Michel Queiroz. Nesse quesito entra também “Quanto Vale
uma Década”, sobre os dez anos do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana
(MG), dirigido pelo carioca Clementino Junior, fundador do Cineclube Atlântico
Negro. “Os Arcos Dourados de Olinda”, do pernambucano Douglas Henrique, é outra
produção bastante premiada em festivais no Brasil e no exterior. Muitas sessões
incluem bate-papo com os realizadores, conforme a programação apresentada nas
redes sociais da mostra, no site e Instagram.
Seis edições de cinema independente
A Mostra do Filme Marginal foi criada em 2017. Em
sua primeira edição, 36 filmes foram inscritos e, neste ano, as inscrições
chegaram a 356. A seleção dos filmes foi realizada pela curadoria formada por
Leila Xavier, Milena Manfredini, Rosa Miranda, Rosy Nascimento e Uilton
Oliveira.
“A mostra existe para promover a difusão do
audiovisual independente, abrir caminhos, dar visibilidade e fortalecer
narrativas que a sociedade muitas vezes tenta invisibilizar. É uma celebração
da diversidade e da potência das vozes de nossas periferias”, afirma Uilton
Oliveira, idealizador do evento.
“Entendemos o cinema como linguagem crítica capaz de
dar visibilidade às populações que vivem na linha de frente dos impactos
ambientais”, afirma a curadora Leila Xavier.
A 6ª Mostra do Filme Marginal é uma realização da
Corpo Fechado, com apoio do Pró-Carioca Audiovisual 2026, Edital nº 2 – Apoio à
Produção de Mostras e Festivais de Audiovisual, no âmbito da Política Nacional
Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), RioFilme.
SOBRE A MOSTRA
Desde que foi criada em 2017, a Mostra do Filme
Marginal é uma iniciativa de difusão, reflexão, estímulo, autoformação e
organização do público para um cinema popular, autoral e crítico. Por meio de
parcerias com movimentos sociais e instituições culturais, tornou-se um
importante espaço de divulgação de produções que trazem personagens e temáticas
sociais, políticas e culturais diversificadas e marginalizadas pelo sistema
sociopolítico vigente, com uma leitura crítica fora dos meios comerciais.
SERVIÇO
6a Mostra do Filme Marginal
Tema: Cinema e Emergência Ambiental: Imagens de um Futuro Possível
Data: de 15 a 24 de outubro de 2026
Local: cidade do Rio de Janeiro (diversos locais, conforme programação)
Entrada franca
Programação: https://mostradofilmemarginal.
Site: https://
Créditos:
Junia Azevedo | Escrita Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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