Sinuhe LP e João Albino na terra de São Ão, padroeiro dos encontros, é novo projeto musical da dupla paulista *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Artistas de Bauru refletem sobre os encontros musicais, românticos, pessoais e do tempo, em EP que homenageia o padroeiro São Ão
São
Paulo, setembro de 2026 – Que portas nos separam de um verdadeiro encontro? É
a partir desse questionamento etéreo sobre a aleatoriedade da vida, refletindo
sobre uma força maior que conecta pessoas específicas ao longo dos caminhos,
que os músicos paulistas Sinuhe LP e João Albino dão
vida ao EP São Ão Tem
Razão. Após lançarem o single “Escola de Jorge” (ouça aqui), o projeto completo ganha vida e
chega aos streamings homenageando a literatura brasileira e santificando os
encontros através da música, que é uma grande catalisadora deles. Ouça aqui o EP.
Amigos de longa data e parceiros recorrentes de criação, os
artistas nascidos em Bauru (SP) utilizam o conceito de "São Ão" não
apenas como título, mas como a personificação dos diferentes encontros:
amorosos, de si mesmo, no tempo-espaço e até os desencontros. O termo resgata
uma referência direta à literatura de Guimarães Rosa para criar uma entidade
simbólica centrada na sonoridade da desinência "-ão" — o aumentativo
que amplifica possibilidades e costura palavras-chave da existência humana, como
canção, relação, afirmação.
"A canção por si só é uma entidade de qualidade poética,
símbolo da arte do encontro. Muitos artistas brasileiros já falaram da vida
como a arte do encontro e isso também resume a canção muito bem. É como se a
literatura e a música estivessem sentadas, uma de frente para a outra, para um
jogo de damas, na praça central da cidade, ao lado de um coreto, de uma igreja,
e de uma sorveteria. Esse é o universo das canções do nosso EP.", destaca
Sinuhe LP.
Após consolidarem suas trajetórias no interior paulista, a dupla
mira na expansão dos seus horizontes artísticos: "Nós nos encontramos na
música e acreditamos nela, por isso estamos colocando esse novo projeto no
mundo. Lá em Bauru nós já abrimos muitas portas dos encontros, agora queremos
descobrir quais outras podem ser abertas aqui na capital", pontua João
Albino.
Estética Latina, Memória Afetiva e a Capa-Festa
Recheado de metáforas e imagens visuais marcantes, o EP carrega
em suas raízes a simplicidade e os símbolos da vida no Sul global. A estética
do projeto faz um aceno direto à latinidade, às vivências comunitárias e à
união da literatura com a música como em Caetano Veloso e obras do argentino
Julio Cortázar. As referências de Sinuhe e João também vivem em Mercedes Sosa,
argentina que fez honra aos campesinos e ao folclore de sua terra; Milton
Nascimento que cantou suas Minas Gerais; Chico Buarque também mesclando
literatura e seu cancioneiro popular; e o cubano Pablo Milanés. Na capa
recorda-se um diálogo com a obra Debí Tirar Más Fotos do porto-riquenho Bad Bunny,
onde a celebração cotidiana ganha contornos de poesia urbana.
Para a foto de capa, ao invés de um estúdio frio, a dupla
organizou uma festa de verdade: um encontro brasileiro autêntico reunindo
família, amigos, comida farta e as clássicas cadeiras de ferro de boteco ou de
plástico (icônicas dos anos 1990 e 2000 em churrascos de quintal e chácaras do
interior). A imagem traduz visualmente a essência do EP: o calor humano e a
comunidade.
Faixa a Faixa: As Portas dos Encontros no Tempo
O repertório do EP passeia pelas diferentes fases e caminhos dos
afetos através de quatro faixas:
1. “Um Quarto De Mim”
“Dois corpos podem gostar de ocupar o mesmo lugar”. A faixa que abre o EP
começa com um coro de vozes sobrepostas, todas as vozes em um mesmo lugar, para
refletir o que é vivenciar uma relação a dois: estar aberto ao novo,
entregar-se completamente, deixar-se ocupar por uma outra história, que não a
sua. Por isso, “Um Quarto de Mim”, o corpo como casa, como quarto, para novas
visitas. A canção também faz uma homenagem a “You Don’t Know Me” de Caetano Veloso.
2. “Hoy No”
Uma balada sensível, contemplativa e introspectiva sobre os desencontros: o que
fica depois do último “não”? A canção abre com uma reflexão de um homem
caminhando por Cuba, refletindo sobre a história do amor que marcou a sua vida.
Quando resolve, embalado pelos boleros de Los Tres Diamantes e suas lembranças
pessoais, cantar essa história nostálgica, precisamente, sobre a primeira vez
que teve coragem de assumir o fim, de não ceder mais uma vez, de dizer “hoy no”
para o encontro. “Hoje não vai dar / Para arrematar / O que eu perdi / O que eu
não vi / Vendo você”.
3. “Infância”
A canção foi a fonte para desenvolvermos o logotipo do projeto: um menino que
está brincando de esconde-esconde, na rua com os amigos, e eis que chega a sua
vez para ser o contador. Ele se debruça em uma porta para contar até 10, mas
tem uma epifania, ao fechar os olhos diante da porta. O que o espera atrás da
porta? O futuro, as memórias, o que está por vir, o que está por trás do que
somos? A porta abre caminhos para os encontros. Desta imagem, a canção
“Infância” é um encontro do adulto com a sua criança, um percurso ao revisitar
os espaços que já foram grandes e hoje são miniatura: “se eu ainda fosse eu /
atrasava o amanhã / abria a porta da memória / e descia rolimã”. A letra
reflete sobre a infância e o entrelaçamento entre passado, presente e futuro,
provocando o ouvinte a pensar: quais portas se abrem para os encontros nas
diferentes etapas das nossas vidas?
4. “Escola de Jorge”
Single de abertura do trabalho que pede a bênção de São Jorge
(Ogum nas religiões de matriz afro-brasileira) para abrir os caminhos.
Inspirada na oração a Ogum interpretada por Jorge Ben e no clássico entoado
pelo Zeca Pagodinho, exalta a fé, o misticismo e a coragem necessária para encarar
as batalhas diárias de peito aberto e coração em paz. Com referências a
Gilberto Gil em “Oriente”, a canção se conecta também diretamente à vida de
Sinuhe e João, porque ambos foram criados em ambientes escolares, seus pais são
professores, e tanto João como Sinuhe, têm o mesmo nome de seus pais. “Escola
de Jorge” também é um viva! aos professores do Brasil.
FICHA TÉCNICA
1 - Um Quarto de Mim
Composição: Sinuhe
LP e João Albino
Produção Musical: João
Albino e Cauê Gifalli
Vozes: Sinuhe LP e João
Albino
Coro: Luísa Ramos e Isabella Grossi
Violão: Sinuhe LP
Guitarra: João Albino
Baixo: João Albino
Bateria: Cauê Gifalli
Teclas: Cauê Gifalli
Sopros: Alu Santo
Gravado e Mixado por: Cauê
Gifalli
Masterização: Maurício
Gargel
Composição: Sinuhe LP e João Albino
Produção Musical: João Albino e Cauê Gifalli
Vozes: Sinuhe LP e João Albino
Violão: Sinuhe LP e João Albino
Coro: Luísa Ramos e Isabella Grossi
Guitarra: Leonardo Pacheco
Violão: Sinuhe LP e João Albino
Baixo acústico: Adriano Martins
Bateria: João Albino
Percussão: Cauê Gifalli
Teclas: Cauê Gifalli
Sopros: Alu Santo
Gravado e Mixado por: Cauê Gifalli
Masterização: Maurício Gargel
Composição: Sinuhe LP e João Albino
Produção Musical: João Albino e Cauê Gifalli
Vozes: Sinuhe LP e João Albino
Violão: Sinuhe LP e João Albino
Guitarra: João Albino
Baixo acústico: Adriano Martins
Bateria: João Albino
Percussão: Cauê Gifalli
Gravado e Mixado por: Cauê Gifalli
Masterização: Maurício Gargel
Produção Musical: João Albino e Cauê Gifalli
Vozes: Sinuhe LP e João Albino
Violão: João Albino
Guitarra: Leonardo Pacheco
Cavaquinho: João Albino
Baixo: João Albino
Bateria: Cauê Gifalli
Gravado e Mixado por: Cauê Gifalli
Masterização: Maurício Gargel
FICHA TÉCNICA GERAL
Voz: Sinuhe LP
Voz, violão, baixo, guitarras, cavaquinho,
bateria: João Albino
Coros: Luísa Ramos e
Isabella Grossi
Teclas, bateria, percussão: Cauê
Giffali
Sopros: Alu Santo
Guitarras: Leonardo
Pacheco e João Albino
Composição e autoria: Sinuhe
LP e João Albino
Pré-produção: João Albino
Produção musical: Cauê
Giffali
Mix: Cauê Giffali
Master: Maurício
Gargel
Gravado em agosto de 2025 no sítio Retiro dos Patos (Macatuba - SP)
Créditos:
Stella Sanches
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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