Quantos Brasis cabem em uma tela? 10 filmes para viajar pelo país sem sair do sofá *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Da Amazônia à
Serra Gaúcha, produções nacionais percorrem as cinco regiões e revelam
paisagens, sotaques e modos de vida para além dos cartões-postais
Conhecer o Brasil vai muito além de
visitar seus destinos mais famosos. Há um país que aparece nas pequenas
cidades, nas periferias, no sertão, nas comunidades do interior e no cotidiano
de quem vive longe dos lugares que costumam estampar os cartões-postais.
O cinema brasileiro também pode ser
uma forma de percorrer esses territórios. Há filmes que fazem mais do que usar
uma cidade ou região como cenário: incorporam sotaques, costumes, relações
sociais e paisagens à própria narrativa e ajudam a revelar quantos Brasis
diferentes existem dentro de um mesmo país.
“O cinema tem o poder de ser esta
janela que nos aproxima de realidades e sonhos distantes. Quando uma
produção incorpora o lugar à história, o espectador não conhece apenas uma
paisagem. Ele entra em contato com modos de falar, viver e se relacionar. O
cinema nacional é especialmente rico nesse sentido porque temos uma diversidade
cultural e regional enorme para contar pelas telas”, afirma Ado Oliveira, CVO
da Watch TV, hub que reúne vários streamings em um único aplicativo.
Pensando nessa viagem, reunimos dez produções nacionais, que podem ser assistidas na Watch TV, e organizamos um roteiro que passa pelas cinco regiões brasileiras.
1. Tainá – Uma
Aventura na Amazônia — Região Norte
A viagem começa na Floresta Amazônica.
No filme que apresentou Tainá ao público, a menina indígena vive com o avô em
meio à floresta e acaba enfrentando traficantes de animais. A aventura coloca a
biodiversidade, os rios e a relação com a natureza no centro da história e traz
para a seleção um olhar sobre o Brasil amazônico.
2. Pureza — Maranhão
Do Norte, a rota segue para o Maranhão.
Inspirado em uma história real, Pureza acompanha uma mãe que
deixa sua casa em busca do filho desaparecido e, durante o percurso, se depara
com trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. A trajetória
apresenta ao espectador uma realidade distante das imagens mais conhecidas do
estado e coloca em cena questões sociais que também fazem parte do território
brasileiro.
3. Motel Destino —
Ceará
A próxima parada é o Ceará. Em Motel
Destino, o lugar não funciona apenas como pano de fundo. O calor, as cores
e a atmosfera cearense ajudam a construir a tensão da história dirigida por
Karim Aïnouz. O longa acompanha Heraldo, que encontra abrigo em um motel de
beira de estrada e acaba envolvido na vida do casal que administra o lugar.
4. Oeste Outra Vez —
Goiás
Do Nordeste, o roteiro segue para o
Centro-Oeste. O sertão goiano vira território de um faroeste contemporâneo
dirigido por Erico Rassi. Entre estradas de terra, paisagens áridas e
personagens marcados por relações difíceis, Oeste Outra Vez apresenta
um Goiás distante das imagens mais conhecidas da região. A produção foi a
grande vencedora do Festival de Gramado de 2024, levando, entre outros, o
Kikito de Melhor Filme.
5. Marte Um —
Contagem, Minas Gerais
A viagem chega ao Sudeste por Minas
Gerais, mas longe das cidades históricas que normalmente protagonizam os
roteiros turísticos. Em Contagem, na Região Metropolitana de Belo
Horizonte, Marte Um acompanha uma família negra e seus sonhos,
conflitos e expectativas. Entre trabalho, futebol e o desejo do jovem Deivinho
de estudar astrofísica, o filme apresenta um Brasil urbano para além das
metrópoles mais retratadas pelo cinema.
6. Kasa Branca —
Baixada Fluminense, Rio de Janeiro
Ainda no Sudeste, chegamos a um Rio de
Janeiro sem Cristo Redentor, Pão de Açúcar ou praias famosas. Kasa
Branca leva o espectador à Baixada Fluminense por meio da história de
Dé, um adolescente que vive com a avó e encontra nos dois melhores amigos apoio
para enfrentar um momento difícil. O filme coloca no centro da tela o cotidiano,
os afetos e as relações de uma periferia pouco presente nas imagens mais
difundidas do estado.
7. Baby — São Paulo
A próxima parada é a maior cidade do
país, mas por uma São Paulo distante dos cartões-postais. Depois de deixar um
centro de detenção juvenil, Wellington, conhecido como Baby, circula pelas ruas
da capital e conhece Ronaldo, um homem mais velho com quem estabelece uma
relação marcada por afeto, desejo e sobrevivência. Dirigido por Marcelo
Caetano, o longa apresenta a metrópole a partir de personagens e espaços que
nem sempre aparecem quando São Paulo é retratada para quem está de fora.
8. Estômago 2 – O
Poderoso Chef — Paraná
A viagem entra no Sul por Curitiba.
Anos depois dos acontecimentos do primeiro Estômago, Raimundo
Nonato conquistou uma posição de poder dentro da prisão graças ao talento na
cozinha. A continuação, dirigida por Marcos Jorge, retoma a mistura de
gastronomia, humor e relações de poder que marcou o primeiro longa e acrescenta
ao roteiro uma produção paranaense em que a comida funciona como fio condutor
da narrativa.
9. Saneamento
Básico, o Filme — Serra Gaúcha
Seguindo para o Rio Grande do Sul, a
parada é na pequena Linha Cristal, na Serra Gaúcha. Uma comunidade de
descendentes de italianos precisa encontrar uma solução para a falta de
saneamento e acaba produzindo um filme de ficção para conseguir recursos. Dirigido
por Jorge Furtado, o longa transforma o cotidiano de uma pequena comunidade em
uma comédia sobre criatividade, relações comunitárias e cultura local.
10. Bye Bye Brasil —
vários Brasis
Depois de percorrer o mapa, a última
indicação é justamente um filme que transforma a viagem pelo país em parte da
história. No clássico de Cacá Diegues, a Caravana Rolidei pega a estrada e
percorre diferentes regiões do interior brasileiro apresentando seus
espetáculos.
Lançado em 1980, Bye Bye
Brasil acrescenta também uma viagem no tempo à seleção. Mais de quatro
décadas separam o longa de produções recentes como Oeste Outra Vez, Kasa
Branca, Baby e Motel Destino, permitindo
observar não apenas diferentes territórios, mas também como o olhar do cinema
sobre o Brasil mudou ao longo dos anos.
“Quando colocamos lado a lado
produções de épocas e regiões diferentes, percebemos que não existe uma única
imagem do Brasil. O audiovisual registra modos de vida, sotaques e paisagens,
mas também acompanha as transformações do país. É uma viagem que pode começar
no sofá e terminar com uma percepção muito mais ampla sobre o lugar onde
vivemos”, completa Oliveira.
Créditos: Sarah Corazza | JN Assessoria de Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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