Glenn Hughes: 25 anos de “Bulding The Machine”
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| "Bulding The Machine", de Glenn Hughes, completa 25 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, 24 de setembro, o álbum “Bulding The Machine“, do vocalista/baixista Glenn
Hughes completa 25 anos de lançamento. Co-produzido entre o músico e Michael
Scott, o disco foi lançado pela SPV, na Europa; DNA, nos Estados Unidos; e pela
Nippo Crown, no Japão, cuja versão ainda vem acrescida de uma faixa bônus.
Assim
como o trabalho anterior, “Return
Of Crystal Karma” (2000), o ex-Deep Purple mantém a pegada de Hard
Rock com um toque de Funk, uma vez que as músicas são mais movidas por riffs de
guitarras do que em relação às linhas de baixo.
Aliás,
vale enaltecer a exímia parceria entre Hughes e o guitarrista e co-compositor
JJ Marsh, uma vez que é o quarto projeto que a dupla atua junta. Além deles, os
músicos que colaboraram para as gravações do disco foram Gary Ferguson
(bateria), Vince DiCola e John Beasley (teclados), além da participação do
guitarrista Pat Travers, que traz um dueto com Hughes em “I Just Want To Celebrate“,
do Rare Earth, entre outros convidados.
A
obra inicia com a faixa mais forte de todo o material: “Can’t Stop The Flood“,
um Hard Rock brilhante apresentado por “The Voice Of Rock”. Em seguida, “Inside” mantém
o pique da faixa anterior. O play apresenta outros bons momentos, como “Feels Like Home“,
que começa como uma balada no violão, seguido dos vocais emocionantes de Hughes
até chegar a ápice com o poderoso Blues, culminando com um final envolvente. As
influências Funk e Soul é fortemente presente em “Don’t Let It Split Away“, que tem uma bela
harmonia vocal entre Glenn e Bobby Kimball (do Toto). E, aliás, o disco
ainda tem o Blues “I
Will Follow You” que, por si só, vale o investimento.
O
álbum ainda contém as melancólicas “Beyond The Numb” e “Big Sky“, que Hughes dedicou a amigos que
faleceram no ano anterior ao lançamento da obra. E o que dizer do cover do Deep
Purple? “High Ball Shooter”
ficou tão bom que parece que Hughes teria voltado a 1974 e pego essa versão em
uma espécie de “demo” perdida de “Stormbringer”
(1974). E o vocalista fez uma versão matadora de “I Just Want To Celebrate“, do Rare Earth, que,
apesar de ter ficado mais funky (é óbvio) soou bem na voz do cara.
E,
claro, os japoneses foram contemplados com a faixa-bônus “Cosmic Spell“,
que foi escrita por Hughes e Pat Travers.
Para
quem curte um Hard Rock com pitadas de Blues ou Funk, “Building The Machine” é um disco agradável de se
ouvir, com certeza, sem contar que o desempenho de Glenn Hughes continua tão
impecável quanto nos anos 1970. O status de “The Voice Of Rock” não é à toa,
certo? Um disco que dá para ouvir sem medo de decepcionar-se.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist (da versão japonesa) da obra.
Glenn
Hughes: baixo e voz
Por
Jorge Almeida

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