Como o mundo vê o Brasil? Professor analisa o olhar estrangeiro sobre o país *
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
Em publicação, o escritor e professor de escrita Paulo Otávio
Barreiras Gravina esmiuça frases célebres de nomes como Brigitte Bardot, Albert
Camus, Frank Sinatra, Barack Obama e Charles Darwin
O olhar estrangeiro pode ajudar a refletir sobre as
complexidades do nosso país? A partir dessa pergunta, o escritor e professor de
escrita Paulo
Otávio Barreiros Gravina publicou Que Brazil é
esse? — O que eles disseram sobre o Brasil para explicar como
frases de personalidades mundialmente conhecidas podem contribuir para um
debate profundo sobre preconceitos, desigualdades, conflitos e potencialidades
próprias do contexto nacional.
Ao mesclar o humor com o rigor da pesquisa
bibliográfica, o autor apresenta perspectivas de 30 famosos, como Brigitte
Bardot, Barack Obama, Diego Maradona, Albert Einstein, Frank Sinatra, Albert
Camus, Charles Darwin e Walt Whitman. Além disso, dedica uma seção às opiniões
coletadas na internet, que simbolizam as tensões culturais vivenciadas por
turistas, como também a força dos brasileiros em defenderem a si mesmos de
críticas alheias.
A obra discorre sobre algumas visões que parecem ter
se estabelecido como uma representação fidedigna das dinâmicas da sociedade. É
o caso de "Brasil, um país do futuro", título do livro do escritor
austríaco Stefan Zweig. Essa observação, porém, carrega um duplo sentido,
porque pode mostrar ao mesmo tempo o otimismo de um contexto sociopolítico que
tende a melhorar e o pessimismo de um país preso às promessas nunca realizadas.
Resta avaliar se o
Brasil ainda é o 'país do futuro'. O certo é que a influência que a frase teve
no exterior trouxe algo de positivo para o Brasil, o que se reflete no presente
e já se refletiu no passado do país. Obviamente, o Brasil ainda tem muitos
problemas e o sonho do país imaginado pela maioria não é a realidade do país
atualmente. Mas o futuro não deve ser entendido como um conceito totalmente
definido e, sendo assim, o desenvolvimento pode ser considerado resultante de
uma série de decisões tomadas no presente, no cotidiano de cada um dos
brasileiros que ainda acreditam que este país tem um futuro brilhante pela
frente. (Que Brazil é esse? — O que eles disseram sobre o Brasil,
pgs. 22 e 23)
Já outras interpretações revelam os preconceitos
diários enfrentados pelos brasileiros. Em um dos capítulos, o escritor narra a
polêmica que envolve um dos episódios da série de animação "Os
Simpsons". A família do desenho viaja até o país, que se destaca pela pobreza,
pela sexualidade explícita e pela forma de "mascarar" problemas com o
Carnaval. Inclusive, o personagem Homer chega a falar: "Eu adoraria voltar
ao Brasil, mas soube que o problema dos macacos está cada vez pior por
lá".
Essa discriminação não é uma exceção, porque aparece
na fala racista de Diego Maradona, na fala misógina de Arnold Schwarzenegger e
em outros momentos. Mas, sob uma perspectiva crítica, o autor utiliza os
discursos desses estrangeiros para entender o espaço do Brasil no mundo e as diferentes
maneiras de compreender o cenário internacional.
"Certos temas da história são cíclicos. Volta e
meia alguém cita a ideia de o Brasil ser 'o país do futuro' ou aborda o nosso
'complexo de vira-lata'. Por isso, considero que entender as relações do Brasil
com o mundo e analisar essas visões estrangeiras nos ajuda a compreender o que
estamos passando na contemporaneidade", afirma Paulo Otávio
Barreiros Gravina.
FICHA
TÉCNICA
Título:
Que Brazil é esse?
Subtítulo:
O que eles disseram sobre o Brasil
Autor:
Paulo Otávio Barreiros Gravina
Editora:
Livros Ilimitados
ISBN:
978-85-63194-480
Páginas:
164
Preço:
R$ 45,90 (físico) | R$ 39,90 (e-book)
Onde
encontrar: Amazon
Sobre
o autor: Paulo Otávio Barreiras Gravina é escritor, editor,
tradutor, revisor, biógrafo, mestre em Literatura Brasileira e professor de
escrita na Coordenação Central de Educação Continuada (CCEC) da Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). É autor dos livros “Que
Brazil é esse? — O que eles disseram sobre o Brasil”, “A Fábula do Príncipe
Narseu” e “Família Pacheco — 190 anos”, além de publicar ensaios e textos
ficcionais no blog “Minhas traduções poéticas”. Também editou, revisou e
traduziu livros como “Eureca”, de Edgar Allan Poe; “Prefácio a Shakespeare”, de
Samuel Johnson; entre outros.
Créditos: Maria Clara Menezes | LC Agência de Comunicação
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

Comentários
Postar um comentário