BIGORNA – um thriller autoficcional reestreia na Casa Farofa após temporada no Sesc Vila Mariana *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Solo de Walmick de Holanda faz curta temporada no Bixiga nos dias 18 a 27 de setembro
“(...) Bigorna é um desbunde de boas imagens, vindas tanto da dramaturgia quanto da encenação,
Após
temporada no Sesc Vila Mariana, BIGORNA – um thriller autoficcional,
solo escrito, dirigido e interpretado por Walmick de Holanda, reestreia
em São Paulo para uma curta temporada na Casa Farofa (Rua Treze de Maio, 240), no Bixiga. As
apresentações acontecem nos dias 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de setembro, às
sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. Os ingressos custam R$ 40
(inteira) e R$ 20 (meia-entrada).
Criado
a partir de memórias pessoais e de uma história familiar, BIGORNA
combina autoficção, teatro documental, humor, terror e referências da cultura
pop para investigar experiências de exclusão e a busca por pertencimento. A
dramaturgia parte da lembrança de um tio de Walmick que permaneceu por cerca de
três décadas confinado em um quarto gradeado por apresentar uma condição nunca
diagnosticada. A memória desse isolamento, vista na infância pelo imaginário
dos filmes de terror, é posteriormente confrontada com a própria trajetória do
artista, um homem gay e gordo que vivenciou o bullying e encontrou
pertencimento na comunidade dos Ursos.
A
relação entre memória, fantasia e realidade também aparece nos objetos e
referências da infância que integram a cena. Xuxa, Power Rangers, Michael
Jackson, divas pop e o cinema de horror compõem o universo de uma criança que
tentava entender o que acontecia dentro de sua própria família.
O
crítico teatral Celso Faria, do site E-Urbanidade, destaca a
relação entre humor, memória e a experiência de exclusão presente no
espetáculo. Sobre a história do tio de Walmick, observa que o confinamento
funciona como “um espelho de terror de como a sociedade trata os corpos
diferentes”.
O
fotógrafo, pesquisador e doutorando no Instituto de Artes da Unesp Bob Sousa,
em seu site, chama atenção para o trabalho do intérprete: “A atuação de
Walmick sustenta essa multiplicidade de registros com notável precisão,
transitando entre humor, vulnerabilidade e exposição autobiográfica.”
Para
Walmick, a relação entre a história familiar e sua própria experiência está no
centro da criação: “Percebi que o medo que eu tinha de me transformar no meu
tio era, na verdade, o medo de me tornar o diferente da família, alguém
destinado a viver à margem.”
Desenvolvido
desde 2022 a partir da pesquisa de mestrado do artista em Artes pela
Universidade Federal do Ceará (UFC), BIGORNA marca sua estreia
profissional como dramaturgo e diretor. O trabalho também contou com a
participação de Walmick no Núcleo de Direção da Escola Livre de Teatro de Santo
André, sob supervisão de Luiz Fernando Marques Lubi.
Desenho
de Luz e operação: Felipe Tchaça
Assistente
de Direção: Danilo Martim
Preparador
Corporal:
Hélio Toste
Figurino:
Larissa
Torres
Cenário:
Walmick
de Holanda
Técnico
e Operador de som e vídeo: Danilo Martim
Equipe
de Libras: Coragem
Criativa - Camiss Delfino, André Bruno e Caê Coragem
Audiodescritor:
Dylan
Garbini
Apoio
da audiodescrição: Paula Felix
Cenotécnico: Renato
Simões
Costureira:
Silvana
de Carvalho
Projeto
Gráfico:
Walmick de Holanda
Fotos
de divulgação (para projeto gráfico): Julio Arakack
Registros
fotográficos e em vídeo do espetáculo: Cacá Bernardes - Bruta Flor
Mídias
Sociais: Hayla
Cavalcanti
Assessoria
de Imprensa: Canal Aberto Comunicação
Produção:
Corpo
Rastreado – Gabs Ambròzia
Serviço:
BIGORNA
- um thriller autoficcional
Casa
Farofa - Rua Treze de Maio, 240, Bixiga, São Paulo
Dias
18, 19, 20, 25, 26 e 27 de setembro de 2026
Sextas
e sábados, às 20h | Domingos, às 18h
Ingressos:
R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Lotação: 60 pessoas. Classificação
indicativa: 14 anos. Duração: 70 min.
Créditos: Dani Valério | Canal Aberto
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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