Alice Cooper: 45 anos de “Special Forces”
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| "Special Forces", do Alice Cooper, completa 45 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, 1° de setembro, marca o 45° aniversário de “Special Forces“, o sexto álbum de estúdio da carreira solo de Alice Cooper. Lançado pela Warner Bros., o disco tem a produção de Richard Podolor. A proposta do play é praticamente a mesma do anterior (“Flush The Fashion“), ou seja, um som repleto de teclados e até bateria eletrônica, onde Alice Cooper acenava para a New Wave.
Nos primeiros anos da década de 1980, conhecido com os “anos de blackout” de Alice Cooper, período do qual o cantor gravou quatro álbuns – o citado “Flush The Fashion” (1980), “Spaces Forces“, “Zipper Catches Skin” (1982) e “DaDa” (1983) – e fez turnês, mas o cantor não se lembra de nada do que foi feito no período. Não foi à toa que a turnês de “Special…” foi a última realizada por Cooper até “Constrictor” (1986). Pois, o músico sucumbiu ao abuso de cocaína e (mais uma) recaída ao alcoolismo, voltando aos palcos só em outubro de 1986.
O
disco começa com a preponderante “Who Do You Think We Are“, com uma batida marcial
em uma temática militar, tendo o teclado tocado por Duane Hitchings na ‘intro’
até ser interrompido pela bateria de Craig Krampt. A faixa seguinte é “Seven And Seven Is“,
do grupo de rock psicodélico Love, que ganhou uma roupagem mais “modernizada
eletronicamente”, cheia de teclados também. Sim, a mesma música ‘coverizada’
pelos Ramones em “Acid
Eaters” (1993) e pelo Rush no EP “Feedback” (2004). O terceiro tema é “Prettiest Cop On The Cop“,
um punk minimalista embalado pelo humor ácido de Alice Cooper em outra música
onde os teclados e a bateria dão as caras mais uma vez. Posteriormente, em “Don’t Talk Old To Me“,
que tem alguns momentos em que nos faz lembrar do Devo. E o lado A fecha com “Generation Landslide ’81“,
faixa semiacústica que fora gravada originalmente em “Billion Dolar Babies” que, apesar de ter sido bem
interpretada por Titia Alice, ficou aquém do original, que dá de dez a zero
nela.
O
lado B começa muito bem com “Skeletons
In The Closet“, com uma ‘intro’ de teclado sensacional por
parte de Hitchings, com uma pegada tecno bem soturna por parte de Alice Cooper.
Depois, em “You
Want It, You Got It“, com um ótimo instrumental beirando o
synthpop e outra aula de sarcasmo de Alice Cooper, poderia ter virado um hit
facilmente se fosse mais “explorada comercialmente”. Já “You Look Good In Rags“,
a oitava faixa riffs do estilo ‘stoniano’ com o pop do Blondie em músicas como “Atomic“. A
penúltima música é “You’re
A Movie” (a terceira do álbum que tem “you” no título), faixa
em que Alice Cooper a interpreta de forma falada, enquanto os backing vocais
aparecem ‘robóticos’. O tracklist original termina com “Vicious Rumors“,
que apresenta guitarras bem bacanas, mas ela é mais ‘tecno’ e termina com a
banda cantando repetidamente “Who
do you think we are, who do you think we are…“, com o cantor
dizendo no final: “We
don’t care“.
Inclusive,
estava previsto para o disco ter a faixa “Look at You Over There, Ripping the Sawdust from My Teddybear“,
mas próximo do lançamento do disco, Alice Cooper preferiu removê-la porque,
segundo ele, a canção não se encaixava com a proposta do álbum. Contudo, a
música foi lançada em versão demo no box “The Life And Crimes Of Alice Cooper” (1999) e na
reedição que saiu em 2010 de “Special
Forces“.
Sim, apesar de a saúde mental de Alice Cooper, aparentemente, não estava lá essas coisas, afinal, o cara estava em “blackout”, “Special Forces” é um bom disco, não chega a ser considerado clássico, mas é o segundo melhor álbum de Titia nessa fase, pelo menos na humilde opinião deste, só perdendo para “DaDa” (1983). Mas, vale a pena a aquisição.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por Jorge Almeida

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