Aldeia Guarani Jejy-Ty, em SP, inaugura primeiro Centro Cultural próprio *


Recurso de incentivo à cultura transforma espaço da escola em sede própria para preservação da cultura Guarani Mbya, com capacidade para 100 pessoas

A Aldeia Jejy-Ty, comunidade Guarani Mbya localizada em Iguape, no Vale do Ribeira (SP), inaugura seu primeiro Centro Cultural próprio, construído com recursos do Programa de Ação Cultural (PROAC), do Governo do Estado de São Paulo. O projeto marca uma mudança estrutural para a comunidade: até então, oficinas, rodas de conversa e apresentações culturais aconteciam no espaço e no pátio da escola local, sem uma sede específica.

"Antes nós utilizávamos espaços da escola, como o pátio para a realização das atividades culturais como canto, a dança", relembra o cacique Leonardo da Silva, liderança da Aldeia Jejy-Ty. Com a aprovação do projeto junto ao PROAC, a comunidade da Aldeia Jejy-Ty conseguiu recursos para erguer uma construção estruturada especificamente para atender a demanda cultural dos indígenas..

Um espaço pensado para durar
A obra de construção do centro cultural utilizou madeira tratada e estrutura com pilares de ferro e fibra de vidro — escolha, segundo Leonardo, para garantir maior durabilidade ao centro cultural. O espaço, com capacidade para 100 pessoas, contará com salas para reuniões, ensaios e apresentações, sala de aula equipada com laptops, sala de projeção, refeitório, banheiros e um mini-museu com exposição de fotos, arte e objetos históricos.

Agora, com a sede própria, o Centro Cultural terá programação semanal, de sexta a domingo, com oficinas de artesanato, música, audiovisual, gastronomia indígena e pintura corporal, além de apresentações culturais e atividades físicas tradicionais, como a Dança Tangará e a Dança dos Xondaros. Durante a semana, o centro funcionará como ponto de encontro para a comunidade e visitantes.

Calendário de eventos e fortalecimento comunitário
O centro também sediará seis eventos anuais de relevância para a cultura Guarani — entre eles o Ano Novo Guarani, a Semana do Índio e o Encontro de Jovens Lideranças. Ao longo dos 18 meses de funcionamento previstos pelo projeto, a expectativa é impactar diretamente entre 1.500 e 2.000 pessoas.

"Nossa expectativa é realizar encontros de jovens, de mulheres, encontros de liderança — é muito importante trazer essa formação para nossos jovens e para as mulheres, para fortalecer cada vez mais a nossa comunidade. Também queremos viabilizar a exposição e venda de artesanato, para que a comunidade consiga gerar renda", afirma o cacique. Saiba mais sobre a Aldeia https://jejyty.com.br/

O papel das leis de incentivo
O Centro Cultural da Aldeia Jejy-Ty é um exemplo direto de como mecanismos de fomento como o PROAC funcionam como ponte entre comunidades tradicionais e infraestrutura cultural historicamente inacessível. Sem espaço próprio, aldeias como a Jejy-Ty dependiam de estruturas emprestadas — escolas, pátios, espaços ao ar livre — para manter viva sua produção cultural. 

Com o financiamento, a comunidade não apenas constrói um espaço físico, mas garante também 18 meses de funcionamento, o que assegura continuidade às atividades e ao trabalho de preservação da cultura Guarani Mbya para as próximas gerações.

Créditos: Ellen Fernandes | EBF Comunicação

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

 

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