Wojtek Kostrzewa reconfigura a paisagem urbana em exposição na Danielian *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Com curadoria de Ginevra Bria, Espaço tempo reúne mais de 20 pinturas e esculturas em que o artista transforma fragmentos, superfícies e marcas de São Paulo em novas formas de perceber espaço, tempo e matéria
Agosto
de 2026 - O que acontece quando uma paisagem deixa de
ser apenas imagem e passa a existir como matéria? É a partir dessa operação
que Wojtek
Kostrzewa constrói Espaço tempo, sua primeira exposição na Danielian, que
conta com curadoria de Ginevra Bria. Com abertura em 15 de agosto,
a mostra reúne mais de 20 obras em que o artista apropria-se de elementos do
ambiente urbano para reconstruir a ideia de paisagem e investigar as relações
entre corpo, matéria, movimento, espaço e tempo.
Na produção de Kostrzewa, a cidade não é apenas o cenário a
partir do qual uma imagem é criada, os perímetros urbanos participam
diretamente do processo de construção das obras. A técnica da frotagem,
utilizada em conjunto com a pintura a óleo, permite que elementos da cidade
sejam transferidos para a superfície da obra, estabelecendo uma relação física
entre a visão do artista e o espaço que o cerca.
No texto curatorial, Bria define as obras de Wojtek como “formas
solidificadas de ver e agir”. Para a curadora, a prática do artista testa “os
limites e as possibilidades de interpolações físicas entre suas ações e os
materiais do ambiente que ele desintegra”.
Em Step (2023), por exemplo, Kostrzewa remove o
fundo convencional da paisagem e isola o sujeito a partir do contorno de suas
próprias pegadas. A operação altera a relação entre figura e interior: “O fundo
se torna parede. O que antes era neutro torna-se real, enquanto o que antes era
uma imagem torna-se um objeto”, escreve Ginevra.
O bronze ocupa lugar central na produção escultórica do artista.
Obras como Burned Out (2024) e Leader of
Labour, (2024) levam para a tridimensionalidade uma
investigação que já estava presente na pintura: objetos e formas são deslocados
de sua condição original, submetidos a novos arranjos apresentados como
construções que questionam a distinção entre dimensões.
Ao reunir essas obras pela primeira vez em um mesmo
espaço, Espaço
tempo evidencia uma pesquisa em que a arte aparece como
processo de transformação, deslocamento e mudança de percepção. Mais do que
representar a cidade, o artista trabalha sobre seus vestígios e testa o que
acontece quando uma superfície, marca ou fragmento deixam de pertencer ao
ambiente urbano e passam a constituir uma obra.
Entre os projetos recentes estão Modulor (2025),
na Soda Art, em São Paulo; Educação para uma vida na mentira (2023), na
Komuna Warszawa; Vynos (2022), na V9 Gallery; e Magical
Revisionism (2020) e Alucinação (2019), ambas na Propaganda Gallery.
Kostrzewa é também cofundador do Coletivo Zbiorowy.
Créditos: Victor Benevides
| Cor Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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