Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo leva Floresta Villa-Lobos a Pequim em parceria com a China NCPA Orchestra *
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| Foto meramente ilustrativa. |
No Ano Cultural Brasil-China, parceria entre as duas instituições, iniciada em 2019, também contará com a participação de músicos da orquestra chinesa em concertos da Osesp na Sala São Paulo em setembro.
A Orquestra Sinfônica do Estado de São
Paulo – Osesp, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e
Indústria Criativas, leva ao público chinês, no dia 22 de agosto,
uma nova apresentação de Floresta Villa-Lobos (no exterior, The Amazon Concert),
em produção conjunta com a Orquestra
do NCPA (National Centre
for the Performing Arts), em Pequim. O concerto acontece às 14h30
(horário local), no Beijing Performing Arts Centre,
sob a regência do maestro brasileiro Wagner Polistchuk,
e integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa dos
governos dos dois países para o fortalecimento dos laços diplomáticos,
artísticos, educacionais e turísticos entre as nações.
Dez músicos da Osesp viajam à capital chinesa para se apresentar
lado a lado com os músicos da China NCPA Orchestra, em um encontro que celebra
uma parceria duradoura entre as duas instituições. A relação entre a
Osesp e o NCPA remonta a fevereiro de 2019, quando a orquestra brasileira
realizou turnê pela China e por Hong Kong, com um concerto na capital
chinesa que recebeu grande recepção de público e crítica. Desde 2023, a
Fundação Osesp integra também a The World Association for
Em Floresta Villa-Lobos, o programa contará ainda com a
participação do Coro da Associação de Músicos de Pequim e das
sopranos Wenqin Zhang e Yi Zhang. A curadoria visual é assinada por
Marcello Dantas.
"Ao longo dos últimos anos, temos construído uma relação
sólida e generosa com o National Centre for the Performing Arts,
e esse concerto em Pequim é a expressão mais recente dessa parceria — uma
parceria que leva a música do Brasil, e com ela nossa fauna e flora, à capital
de um dos polos mais importantes da música de concerto no cenário
internacional. Estar presente lá no Ano Cultural Brasil-China, com um projeto
tão representativo da nossa identidade musical, é motivo de grande orgulho
para nós", diz Marcelo Lopes, Presidente e CEO da Fundação
Osesp.
Nos dias 3, 4 e 5 de setembro, será a vez da Osesp
receber 10 representantes da Orquestra do NCPA na Sala São
Paulo. O programa será regido pela maestra sino-americana Xian Zhang,
colaboradora de longa data da Orquestra paulista. O programa brasileiro
começa com O
Tubo de Bambu Roxo, obra da tradição chinesa que evoca a sonoridade
e a expressividade da música tradicional para instrumentos de
bambu. Também serão executados o Concerto para violino nº 2 de Prokofiev — com Tai
Murray como solista — e Quadros de uma exposição de Mussorgsky na
orquestração de Ravel. Essa não é a primeira vez que uma comitiva chinesa
se junta aos músicos da Osesp. Em abril de 2023,
11 instrumentistas da
Sobre a Floresta
Villa-Lobos
Floresta Villa-Lobos é uma jornada musical e visual pela natureza
brasileira, tecida como um grande rio de afluentes que tem na música de
Heitor Villa-Lobos seu eixo principal. O programa parte da abertura Nhanderú,
de Clarice Assad, inspirada em rituais indígenas da chuva e da fertilidade,
passa pelos Choros
nº 3 e nº 5, de Heitor Villa-Lobos, e pela Sinfonia dos
Orixás, de José Antonio Almeida Prado — síntese única da
tradição afro-brasileira —, atravessa a Floresta do Amazonas, também de Villa-Lobos, Águas da
Amazônia, de Philip Glass — o único estrangeiro do grupo —,
e Boto
e Passarim, de Tom Jobim em arranjo de Tiago Costa, até
desaguar nas Bachianas
Brasileiras nº 4 e no arrebatador Choros nº 10,
"Rasga o Coração".
Além de celebrar a música de nosso país, o concerto é
um retrato visual de diversos biomas brasileiros — e um convite, num
momento de urgência climática, a ouvir a floresta como parte essencial da
identidade brasileira.
“A proposta visual para a Floresta Villa-Lobos nasce
da música: da música inspirada pela floresta tropical e pelo nosso ecossistema.
Em cada seção, as imagens nos mostram como espécies da fauna brasileira —
nativas ou não — percebem o nosso espaço, no nosso tempo. Cada movimento
musical nos convoca a imaginar, do ponto de vista de um animal, o ambiente que
o cerca. São imagens que, na companhia da música, podem sugerir tantas
outras formas de enxergar o Brasil e a sua biodiversidade. Todas as cenas foram
captadas no mês de julho, essencialmente em locais da Amazônia, de Bonito e do
Pantanal”, conta Marcello Dantas, curador visual do projeto.
Floresta Villa-Lobos é
uma criação original da Osesp, desenvolvida por Marin Alsop (Diretora
Musical da Osesp entre 2012 e 2019) em colaboração com Hilo Carriel, Daniel
Lima e Juliano Ancieto — seus ex-alunos brasileiros do Festival de
Campos do Jordão e do Peabody Institute (
OSESP
Desde seu primeiro concerto, em 1953, a Osesp tornou-se parte
indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações
culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130
concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se Diretor
Musical e Regente Titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por
Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John
Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além
da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora
de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês
em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados
Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes
festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto
como a Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim
e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto Osesp
Itinerante, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação
musical pelo interior do estado de São Paulo. Em 2026, a Osesp se torna a
primeira orquestra brasileira a gravar pelo Selo Deutsche Grammophon. É
administrada pela Fundação Osesp desde 2005.
CHINA NCPA ORCHESTRA
A China NCPA Orchestra é a orquestra residente do Centro
Nacional das Artes Cênicas (National Centre
for the Perming Arts) de Pequim, sob a direção artística do
maestro Lü Jia. Reconhecida como referência nacional de excelência,
particularmente no teatro lírico, já se apresentou em mais de 70 produções de
ópera no NCPA até o momento. Além de seu trabalho no repertório
operístico, a orquestra apresenta uma temporada sinfônica completa a cada ano,
cativando o público com sua energia e vitalidade artística únicas. Já colaborou
com maestros e artistas de renome mundial, como
Lorin Maazel, Zubin Mehta, Christoph Eschenbach,
Valery Gergiev, Myung-Whun Chung, Lang Lang, Wang Jian e
Kyung-Wha Chung. Aclamada como "uma orquestra brilhante e de primeiro
nível", já realizou extensas turnês pelos Estados Unidos, Canadá,
Alemanha, Reino Unido, Espanha, Coreia do Sul, Cingapura, Austrália e Emirados
Árabes Unidos, entre outros países.
CORAL DA ASSOCIAÇAO DE MÚSICOS DE PEQUIM
O Coral reúne jovens cantores oriundos de companhias artísticas
de Pequim e formados em conservatórios de música. Reconhecido por seu timbre
puro e grande expressividade, o grupo é especializado em obras corais
clássicas chinesas e no repertório revolucionário. Ao longo de sua
trajetória, colaborou com instituições como a CCTV, a Televisão de Pequim, o
Poly Culture Group e o Ministério da Cultura e Turismo, participando
de grandes produções sinfônico-corais em celebrações nacionais, entre elas a
épica O
Oriente é Vermelho, em comemoração ao centenário do Partido
Comunista da China, e a suíte sinfônico-coral de ópera de Pequim O Grande
Canal da Capital, estreada no NCPA. O coral mantém ainda
parcerias com as principais orquestras do país, consolidando-se como
referência da atividade coral profissional na capital chinesa.
WAGNER POLISTCHUK REGENTE
A atuação de Wagner Polistchuk como regente reflete sua sólida
formação, decorrente de seu aperfeiçoamento com os maestros
Andreas Spörri, Dante Anzolini, Ronald Zollmann, Roberto
Tibiriçá e com os lendários Eleazar de Carvalho e Kurt Masur. Em 2024, assumiu
a posição de Regente Titular da Orquestra Experimental de Repertório, corpo
artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Foi regente adjunto da
Orquestra Sinfônica de Santo André e regente titular da Orquestra Sinfônica da
Universidade Estadual de Londrina. Já esteve à frente da Orquestra Sinfônica
Municipal de São Paulo, da Orquestra Filarmônica de Mendonza, na Argentina, da
Orquestra Sinfônica Nacional do Peru e da Hermitage, na Suíça, dentre outras.
Teve também a oportunidade de reger a Osesp em diversas ocasiões. Foi
diretor artístico da tradicional Camerata Antiqua de Curitiba, entre
2009 e 2011, e regente principal da Orquestra Sinfônica da USP, de 2012 a 2014.
Em 1998, obteve o 2º lugar no 5º Concurso Latino-Americano de Regência Orquestral
da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Em 2002, foi premiado no
Concurso Internacional de Regência Prix Credit Suisse, na Suíça, e no
Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes. Wagner também é
trombone solista da Osesp desde 1981 e professor de trombone e regência na
Academia de Música da Osesp.
Créditos: Naiana Gaby
Ferraz M Santos | Osesp
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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